Por Pedro Meduna*

Night traffic lights in Tokyo

(English version below)

A mobilidade urbana tem se transformado de forma acelerada e significativa em todo o mundo. As atuais demandas, tendências e exigências dos usuários têm impulsionado o surgimento de novas soluções tecnológicas em um mercado cada vez mais dinâmico e competitivo. Somado à velocidade desse ecossistema, temos o desafio da mobilidade urbana sustentável, que exige a adoção de novos modelos, capazes de trazer soluções para urbanização contemporânea e para o aumento da frota de veículos nas cidades, aliando isso à ações sustentáveis.

Em grandes centros como São Paulo, Rio de Janeiro ou qualquer outra metrópole mundial, o trânsito gerado pelo alto número de veículos individuais dificulta a locomoção das pessoas, afeta o meio ambiente e compromete a qualidade de vida pelas condições estressantes dos engarrafamentos, concentrados, principalmente, nas regiões de maior densidade populacional. A grande missão das empresas de mobilidade é a de buscar alternativas reais e inovadoras, o que não significa apenas inventar novas tecnologias, mas também criar soluções inteligentes de deslocamento para um público que disputa espaço com outros passageiros nos transportes coletivos ou com outros carros nas ruas.

Hoje podemos perceber que a tecnologia vem mudando a maneira com que as pessoas consomem e que essa tendência irá transformar a cultura da mobilidade urbana. Influenciadas pela economia colaborativa – conceito de rede na qual as pessoas acessam a bens e serviços através do compartilhamento, ao invés da aquisição – já podemos notar um movimento no comportamento das pessoas que passaram a basear seus hábitos de consumo em escolhas inteligentes e sustentáveis, focados no coletivo. “Compartilhar a possuir”, essa é a megatendência global e secular.

Muitas pessoas, por exemplo, estão deixando de comprar carros particulares ou até mesmo vendendo os seus próprios para optarem por novas formas de deslocamento. No entanto, trocar o veículo individual pelo transporte compartilhado ou optar por formas de locomoção mais sustentáveis é ainda uma atitude que exige mais do que boa vontade e trazer o diferencial em uma sociedade que há décadas valoriza o carro como principal meio de transporte se torna a chave para esse processo de transformação.

A mobilidade como serviço ou Mobility as a Service (Maas), caracterizada pela oferta de transporte personalizado, integrando os mais diversos modais em uma mesma plataforma com o objetivo de ampliar as alternativas de deslocamento das pessoas é, sem dúvida, o caminho para a construção da mobilidade urbana mais sustentável e harmoniosa nas grandes cidades. O centro crucial dessa solução está em buscar a “viagem mais eficiente”, considerando toda jornada do passageiro, desde da saída de casa até o seu destino final, com segurança, pontualidade, rapidez e economia.

Transformar as cidades em um melhor lugar para viver deve ser o principal propósito de uma empresa do setor de mobilidade. Para atingir este objetivo, é extremamente importante uma estreita colaboração entre os mais diversos operadores do setor e o poder público, buscando, não somente as novas tecnologias, mas também inovação, criação de valor e a transformação desse serviço, com a disponibilização de um sistema inteligente e conectado, capaz de interligar as cidades.

Assim, mais do que dar opções – desde táxi aéreos, passando por carros compartilhados “peer to peer” e táxis e chegando até a opções de micromobilidade, como os patinetes ou as bicicletas, chamados de “última milha”, aquela última pernada em áreas com alta densidade de trânsito – será possível sugerir qual o meio de transporte mais eficiente para o usuário, de acordo com a sua necessidade naquele momento específico. Ser capaz de processar diferentes dados e informações para lhe oferecer essa informação na interface de um aplicativo é, realmente, entregar o que chamamos hoje de mobilidade como serviço. Esse é o futuro que precisamos construir hoje.

*Pedro Meduna é Country Manager da Cabify Brasil

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Make cities better places to live in
By Pedro Meduna *

Urban mobility has been rapidly and significantly changing around the world. Current user demands have driven the emergence of new technology solutions in an increasingly dynamic and competitive market. In addition to the speed of this ecosystem, we have the challenge of sustainable urban mobility, which requires the adoption of new models, capable of bringing solutions for contemporary urbanization and the increase of the vehicle fleet in cities, combined with sustainable actions.

In large cities such as São Paulo, Rio de Janeiro or any other global metropolis, the traffic generated by the high number of individual vehicles makes it difficult for people to move around, affects the environment and compromises the quality of life due to the stressful conditions of traffic jams, mainly concentrated in the most densely populated regions. Mobility companies’ great mission is to look for real and innovative alternatives, which not only means inventing new technologies but also creating intelligent travel solutions for a public that fights for space with other commuters or other cars on the street.

Today we can see that technology is changing the way people consume and that this trend will transform the culture of urban mobility. Influenced by the collaborative economy – the concept of networking in which people access goods and services through sharing rather than acquisition – we can already see a movement in the behavior of people who have come to base their spending habits on smart, sustainable, focused choices.

Many people are no longer buying private cars or even selling their own to opt for new forms of travel. However, exchanging the individual vehicle for shared transport or opting for more sustainable forms of transportation is still an attitude that requires more than goodwill and is disruptive in a society that for decades has valued ​​the car as the main means of transport becomes the key.

Mobility as a Service (Maas) is characterized by personalized transport, integrating the most diverse modes in one platform with the objective of expanding the alternatives of people displacement. It is undoubtedly the path to sustainable and harmonious urban mobility in large cities. This solution lies in pursuing the “most efficient journey,” taking into account every passenger journey from home to their final destination, safely, on time, quickly and economically.

Making cities better places to live must be the primary purpose of a mobility business. To achieve this goal, close collaboration between diverse operators in the sector and the government is extremely important, seeking not only new technologies but also innovation, value creation and the transformation of this service, with the provision of a system smart and connected, able to connect cities.

So more than giving options – from air charter to peer to peer shared cars and taxis, to micro-mobility options like scooters or bikes – it will be possible to suggest the most efficient means of transportation for the user, according to their needs at that specific time. Being able to process different data and information to offer it in an application interface is really delivering what we now call mobility as a service. This is the future we need to build today.

* Pedro Meduna is Country Manager of Cabify Brasil

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