SocialImpact

Do you know that, in 2010, Syria was a peaceful and wealthy country, the land of several UNESCO World Heritage Sites, with a steadily growing tourism industry? Damascus, the capital, and Aleppo, were beautiful and lively places, with a strong traditon od trade and flourishing businesses. That was only seven years ago; today, whenever Syria is mentioned, it is war and refugees that first come to mind.

Aleppo residents internally displaced have begun to return.  Photos UNHCR
Aleppo residents internally displaced have begun to return. Photos UNHCR

Last month, the UNHCR launched a multimedia platform, developed in partnership with Google, that uses technology, data visualization, videos, maps and photos to reach to a global audience about the real situation in Syria. Using the latest trends in content marketing, the Searching for Syria website is more than a journalistic project – it’s an educational tool that answers the most asked questions put through to Google worldwide.

. What was Syria like before the war?

. What is happening in Syria?

. Who is a refugee?

. Where are Syrian refugees going?

. How can I help Syrian refugees?

A family walks across the desert terrain towards the Al Hol camp for refugees and displaced persons. Photos UNHCR
A family walks across the desert terrain towards the Al Hol camp for refugees and displaced persons. Photos UNHCR

“Searching for Syria aims to dispel myths and misconceptions about Syria and refugees and provide an entirely fresh look at the biggest humanitarian tragedy of today,” said UN High Commissioner for Refugees Filippo Grandi. “This is a fantastic project with Google that allows us to pinpoint and answer the five key questions about Syrian refugees and displaced that audiences most want to know and help us rally much needed support and funding for our humanitarian effort.”

“We’re proud to work with the UNHCR to develop Searching for Syria to help raise awareness and inform the world on the human cost of the ongoing conflict and the refugee crisis,” said Jacquelline Fuller, Vice President of Google.org. “The scale of the Syrian refugee crisis is difficult for most of us to fathom, but the questions on Searching for Syria are a reflection of many a people’s desire to understand. Among the top searches in Germany, France, and the UK last year was: What is happening in Syria?”

Jankidar, a 31 years old Syrian student who fled to Lebanon. Photo UNHCR
Jankidar, a 31 years old Syrian student who fled to Lebanon. Photo UNHCR

Through the platform, the audience learns interesting facts like the actual number of Syrian refugees and where they are fleeing to – mostly neighbouring countries like Iraq and Lebanon. The vast majority doesn’t go to Western Countries. The content is presented through short editorial passages, refugee profiles, photographs and videos. Users can also share content via social networks, donate or sign up to UNHCR’s #WithRefugees global petition asking the world leaders to ensure education for refugee children, adequate shelter and livelihoods for refugee families.

The “Searching for Syria” website is available in English, French, German and Spanish with an Arabic version soon to follow.

Horyou is the Social Network for Social Good, which connects, supports and promotes social initiatives, entrepreneurs, and citizens who help the implementation of the Sustainable Development Goals to build a more harmonious and inclusive world. We invite you to Be the Change, Be Horyou!

Desde que iniciou suas atividades atendendo pessoas em situação de rua e com dependência de álcool e drogas na Cracolândia, em São Paulo, a SER Sustentável continua perseguindo a sua missão – a de usar a sustentabilidade para promover a integração de cidadãos em vulnerabilidade social. Com cinco anos de história, a organização é um membro ativo da plataforma Horyou! Nessa entrevista, a presidente Silvana Grandi conta sobre as principais atividades da SER Sustentável e a sua visão de futuro.

A SER Sustentável participou do SIGEF 2014
A SER Sustentável participou do SIGEF 2014

Qual a história da SER Sustentável?

A SER Sustentável iniciou suas ações atendendo pessoas em situação de rua e dependentes de álcool e outras drogas na cracolândia de São Paulo, há 05 anos. Prestamos até hoje serviços de conscientização ambiental, capacitação técnica e fiscalização de Comunidades Terapêuticas, locais de acolhimento em que são internadas as pessoas com dependência química.

Atualmente, trabalhamos em parceria com uma ONG na periferia da zona sul de São Paulo com um projeto de capacitação e construção de moradias sustentáveis de baixo custo para a Comunidade da Matinha, que se encontra em situação de extremo risco social.

Qual é o escopo de trabalho da organização?

O trabalho da SER Sustentável consiste em conscientizar, fiscalizar, humanizar e promover ações multidisciplinares em comunidades periféricas de São Paulo e realizar trabalhos de prevenção para pessoas com a dependência do álcool e outras drogas. Atualmente faltam espaços que promovam a efetiva reinserção social destas pessoas principalmente as que vivem em situação de extremo risco dentro das comunidades vulneráveis. Queremos também reinseri-los na sociedade com geração de trabalho e renda, utilizando oficinas e projetos sustentáveis de capacitação, geração de trabalho e renda.

A SER Sustentável por meio de sua equipe, presta assessoria profissional baseada em ampla capacitação e preparo de Organizações Sociais, Assim, elas podem adotar procedimentos de atendimento para pessoas em vulnerabilidade social e uma acolhida humanizada, minimizando possíveis sequelas que sua extrema vulnerabilidade proporciona.

Entendemos que a Gestão Sustentável inicia-se a partir da valorização do ser humano e em todos os seus ambientes onde está inserido. Diante desse cenário, a SER Sustentável tem como objetivo criar, promover e atuar como parceira junto às comunidades vulneráveis, ONGs, associações de bairro e de classe e de pessoas em extremo risco social no sentido de orientar, propor ações de contenção e de readequação para essas situações já recorrentes por meio de projetos, assessoria e orientações direcionadas.

Equipe SER Sustentável
Equipe SER Sustentável

Que tipo de impacto a organização deseja causar para o mundo?

Ser referência global em projetos socioambientais para inspirar e multiplicar projetos e ações de cidadania e meio ambiente em comunidades que vivem abaixo da linha da pobreza e em situação de extremo risx«co social.

De que forma as redes sociais e a tecnologia influenciam no dia a dia da organização?

As redes sociais e a tecnologias são ferramentas cruciais que complementam os projetos e ações da SER Sustentável. Um exemplo foi a Horyou, esta importante plataforma que através de nossas redes sociais conheceu nossos projetos e até hoje são parceiros na divulgação de nossas ações.

Qual a importância de participar de uma rede social do bem social como a Horyou?

A Horyou, além de ser uma plataforma rica em informações e em organizações sérias, também influencia o mundo a buscar continuamente novos olhares, projetos inovadores e contatos com pessoas experientes, fazendo com que cada membro agregue valor em seu projeto. Nos deu a oportunidade de conhecer novas culturas e nos impulsiona o tempo todo a não desistir. São importantes motivadores e mobilizadores de ações socioambientais.

Vivemos em uma era de constante transformação. Quais são as mudanças positivas que você deseja para a sua comunidade e para as gerações futuras?

Desejamos impactar e transformar a vida de cidadãos que vivem abaixo da linha da pobreza unindo todos os atores sociais em prol de uma sociedade mais justa. Através dos projetos e ações realizados, queremos deixar um legado para que as próximas gerações continuem nosso trabalho e também usufruam de um mundo menos desigual e com mais respeito, amor e cuidado ao meio ambiente do qual fazemos parte.

A responsabilidade social empresarial é essencial para a evolução dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Como parte do compromisso de retratar iniciativas bem-sucedidas que promovem a inclusão social e a preservação do meio ambiente, entrevistamos Henrique Hélcio, Coordenador do Grupo de Trabalho Coprodutos da Usiminas, um dos maiores complexos siderúrgicos das Américas. Nessa conversa com o Horyou blog, Henrique fala do projeto Caminhos do Vale, que viabiliza a pavimentação de estradas rurais no Vale do Aço, em Minas Gerais, a partir de rejeitos do processo industrial. A iniciativa já aplicou mais de 1 milhão de toneladas utilizadas em cerca de 600 quilômetros de estradas rurais, na restauração de 50 quilômetros de vias urbanas e na recuperação de 35 pontes, encostas e áreas degradadas.

Estrada pavimentada pelo programa Caminhos do Vale, da Usiminas
Estrada pavimentada pelo programa Caminhos do Vale, da Usiminas

Qual o envolvimento da Usiminas com os objetivos de desenvolvimento sustentável? A qual deles o projeto Caminhos do Vale é direcionado?

O Caminhos do Vale está inserido no Programa de Sustentabilidade Usina Circular da Usiminas, que, como o próprio nome sugere, tem como base o conceito de Economia Circular e se apoia nos três pilares da sustentabilidade. Ao todo, o Usina Circular conta com quatro vertentes que têm como objetivo reduzir a emissão de CO2, ampliar a eficiência, evitar o desperdício e conservar ou aumentar a vida útil das matérias-primas, bem como inovar para garantir a sua durabilidade.

No caso específico do Caminhos do Vale, que conta com a coparticipação das prefeituras, a Usiminas destina adequadamente o material originado de seu processo industrial; incentiva a implementação de projetos socioambientais, a exemplo da recuperação de 684 nascentes e da proteção da fauna e da flora, como contrapartida à doação do agregado siderúrgico; e promove a melhoria do acesso viário das comunidades, especialmente as rurais, o que impacta diretamente a economia, a educação, a segurança e a qualidade de vida dos moradores.

Pavimentação de Santana do Paraíso
Pavimentação de Santana do Paraíso

Além do Caminhos do Vale, há outros projetos de sustentabilidade social e ambiental? Pode citar alguns?

Sim, a Usiminas conta com diversos projetos e programas voltados para essa temática. Especificamente em relação ao Usina Circular, podemos destacar o projeto Junto e Misturado – Baia de Mistura de Resíduos. A partir da revisão de práticas operacionais, adequação e adaptação de equipamentos já existentes, o projeto tornou possível a captação e reciclagem da lama fina originada na produção na Usina de Ipatinga. Antes depositada em aterro industrial, a lama reciclada passou a ser utilizada em substituição ao uso de minério e antracito no processo produtivo da siderúrgica.

A reciclagem da lama trouxe resultado nos três pilares da sustentabilidade. No ambiental, houve a redução da disposição do material em aterro industrial, assim como a preservação de recursos naturais como minério e antracito, devido à menor demanda. O projeto também fez a diferença para a comunidade, com redução de 60% ao mês no número de viagens de caminhões em vias públicas (redução de 550 viagens/mês) durante transportes de material para o aterro industrial. A produção também se tornou eficiente com economia anual de R$ 3,4 milhões em aquisição de matérias-primas.

Equipe da Caminhos do Vale
Equipe da Caminhos do Vale

Na sua opinião, qual o papel das empresas em transformar positivamente o mundo em que vivemos? Acredita que o setor privado está se envolvendo mais com questões sociais e ambientais?

Acredito que já houve avanços nesse sentido, mas ainda estamos longe do ideal. Especialmente no setor industrial, vivemos mais de dois séculos dentro do modelo linear de produção, que é o extrair, fabricar e descartar, sem uma preocupação sobre o que estamos deixando de herança para as gerações futuras. Mudar paradigmas e adotar ações realmente efetivas no caminho do modelo circular, especialmente na maneira como nos relacionamos com matérias-primas e resíduos, são movimentos que ainda podem encontrar resistência dentro das empresas. Ainda assim, é inegável que o tema está mais presente do que nunca na agenda corporativa e que estamos criando novos espaços de discussão e ação. Acredito que as empresas podem e devem retornar às comunidades e ao meio ambiente tudo aquilo que é de certa forma retirado deles no processo industrial.

Horyou apoia as iniciativas de inovação social que ajudam o mundo a alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

The researcher Diego Viana is a social currency enthusiast. By mixing philosophy and economics, his main fields of study, the Brazilian academic believes that we, as a society, need to rethink the current strategy to develop a more equal and fair system focused on people and its needs. In this interview for the Horyou blog, Viana comments Bitcoin, the role of social currencies within capitalism and the challenges surrounding them. He also gives his impressions on Horyou’s Spotlight, the first social global currency for economic inclusion, which was created to distribute wealth and promote a fair redistribution system. After participating in the IVth International Conference of Social and Complementary Currencies, in Barcelona, Viana gave this interview to the Horyou blog.

Diego Viana
Diego Viana

– What does your research consist of?

The basic question I’m concerned with is how our notions of what money is and what it does, associated to the architecture surrounding it, affect the ways we live, the habits we assume, the tasks we undertake. This research takes place within a philosophical framework in which the reasoning is focused more on how things come about than on how they can be defined. In other words, it’s a question of operations, not so much of essences.

From a practical point of view, the difference is that I try to understand money according to the movements in which it appears, rather than an understanding of its nature. This means that different kinds of movements (or operations) imply different notions of money. This in turn implies that money is necessarily much more than a tool to make exchange easier or smoother, it is the core operator of a whole system that defines how exchange actually takes place, and what roles we play when we engage in it.

It is very hard for us to understand this difference if we remain stuck in the contemporary idea of money, in which our savings, our shopping and our wages are all denominated in the same currency, which is also the currency of taxes, public investment, high finance, speculation… This has not always been the case and won’t necessarily be the case in the future: different elements can be used for different forms of interaction that today are performed by money. By the way, sociologists such as Viviana Zelizer have demonstrated that even our general purpose money is earmarked in its actual uses, according to gender, age, profession etc. This is an issue in which social currencies play a decisive part; more generally, I like to use the term “monetary invention”, because these currencies aren’t necessarily designated for a social use, there can be innumerable reasons to create other forms of currency. The important question regarding monetary invention is: what kind of operations and systems are we forging when me introduce and develop new monetary forms? if we don’t deal directly with this question, we’ll be turning in circles.

social currency

– Do you believe that social currencies are important tools for tackling inequalities and promoting economic inclusion?

Absolutely. This is exactly what I believe. But we must pay attention to the architecture that comes with the currencies, that is, the architecture that makes a certain currency act the way it does, otherwise the currency in question might serve very different purposes.

First of all, let us remember that the hegemonic money in our days is designed in such a way that it will almost necessarily generate more inequality: just think about Piketty’s research, or how the Troika acted regarding Southern Europe, or how the IMF acts regarding developing countries. In the post-war period, consider how complex the economic and social had to become in order to reverse, or at least mitigate, this tendency towards inequality. And consider how quickly the very same system turned back to economic and political concentration once the Welfare State began to be imploded.

Now let’s bring up Bitcoin, for example. One of the founding ideas of this digital currency is that there will be a limited amount of it, to make sure there won’t be a tendency towards runaway emission, since it is a system that works supposedly without human intervention. The result is that those who already own Bitcoins will have less and less incentives to spend it, and those who mined them early on will always have an advantage over those who adopted Bitcoin at later stages, or who obtain them by actually buying Bitcoins on the online markets. This design doesn’t favor inclusion or equality at all, quite the reverse.

So when the chips are down, the point is that currencies aimed at economic inclusion must be thought in such a manner that they will upend certain mechanisms associated to the hegemonic forms of money: a preference for accumulation and speculation, for example, or the need to work ever harder, even though the increased productivity has ceased to bring greater welfare. This has been tried and tested in many ways, but as long as they are simply correctives to general purpose money, these efforts fall short.

So in my view the great challenge is to articulate the community of social and complementary currencies in such a way that it will be preferable, for all those who don’t directly benefit from the speculation and accumulation promoted by contemporary money, to adopt other monetary forms. And also, as it goes, to generate forms of money that can’t be taken over by the banking system, a.k.a. “Big Money” (such a lovely nickname).

– Can social currencies thrive under capitalism?

There is much that can be done with social currencies under capitalism, from easing the connection between small businesses to the enforcement of local economies. But of course, these are all limited in scope, as I said in the examples above, since capitalism itself will only interact with them as long as they can be seen as assets available for monetization from the hegemonic banking system.

If by thriving we mean surviving and having a certain role in the wider world, sure, social currencies can complement capitalism quite well. But if we have greater ambitions for social currencies, for example, opening doors for a more sustainable, fair and humane world, then we must think of social currencies as inventing new forms of organizing the economies of collective living, beyond the mere exploitation and competition of capitalism. In this sense, to thrive means to overcome capitalism and cannot be done under it, except in the sense of underground, sapping its foundations.

– What are the main challenges you see for the global spreading of social currencies?

Aside from the challenges I mentioned above, I’d also bring up, firstly, the continued tendency to view social currencies, or complementary currencies, as merely a local feature, a strategy to improve the living conditions of this or that group or region. I’d also mention the difficulties concerning communication and, more important still, technologies: not every group of people involved in monetary invention has the ability to use technologies that articulate social currencies globally. But once more, there would have to be the desire to do just that: spread social currencies globally, in the sense of being articulated, perhaps convertible among themselves. After all, there already are social currencies all over the globe. The only question is whether this is part of a wider project or not. I would like it to be, for certain.

Spotlight, the first global social currency for economic inclusion, created by Horyou
Spotlight, the first global social currency for economic inclusion, created by Horyou

– Spotlight is a global social currency that aims to use internet interactions to promote wealth redistribution. Do you believe the Internet and social networks have a critical role for the success of social currencies?

This is easy to ascertain: since the digital technologies of blockchains and others came about, the attendance to social currency conferences has grown at an accelerated pace. To this I could add that even the smallest and most limited social currency initiatives seem to have projects for becoming digital these days. Also, barter clubs or time banks, which used to be associated to neighborhoods and other small territories, can now function in much wider contexts. Cellphones can be used for microcredit and social networks dedicated to lending and donating have been created.

Once again, it is a question of who holds the knowledge, thus the power, and above all how many participants actually share the conception of what can be done with a social currency and what it is being generated for. This is why, for example, the fact I mentioned above, about so many small social currencies going digital, is neither good nor bad in itself. But it does express a certain awe and amazement with technologies that is certainly not desirable. Technologies should be envisaged as the opening of possibilities to act, not as panaceas.

In the digital realm, the destiny of social currencies is inseparable from the destiny of the commons. For now, the commons are losing the war, as the plutocracy takes up more and more power. Let’s see if we can rethink the strategies and turn this over.

Diego Viana is a researcher at Diversitas (FFLCH-USP) and Iconomia (ECA-USP) Laboratories. PhD candidate at FFLCH-USP, Master in Philosophy (Nanterre) and economist (FEA-USP). Also a regular contributor for the press, most notably Valor Econômico and Página 22, in Brazil.

A Caravana Siga Bem, projeto da Companhia Brasileira de Marketing, uniu forças com a ONU para promover os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil. O projeto tem como público-alvo os caminhoneiros e a cadeia produtiva que envolve o setor de transportes no País. O Horyou Blog conversou com Phablo Gouvêa, sociólogo, especialista em sustentabilidade e coordenador de responsabilidade social da Caravana Siga Bem.

A Caravana Siga Bem se uniu à ONU para promover os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
A Caravana Siga Bem se uniu à ONU para promover os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

A Caravana Siga Bem já é um projeto estabelecido. Quando ele foi criado e com quais objetivos?

A Caravana Siga Bem está percorrendo as estradas do Brasil há mais de uma década. O projeto vem ao longo desses anos somando esforços com diversas empresas, governos, entidades e organizações sociais brasileiras espalhadas pelos quatro cantos do Brasil na promoção dos direitos humanos dos caminhoneiros, em uma série de ações como palestras, serviços gratuitos de saúde e apresentações de projetos sociais. Desde 2003, já acompanhávamos o nascimento do “Disque 100” a partir das discussões promovidas com a CPI que tratava da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Naquela época buscava-se uma clara definição sobre quais eram as políticas públicas necessárias ao enfrentamento de situações de violência sexual e o que precisava ser feito a partir dos relatos de abuso para oferecer um atendimento digno e eficaz para a cidadania, na prevenção e no resgate das crianças e adolescentes já vitimadas. No âmbito desse debate, o Siga Bem Criança surgia como o primeiro projeto brasileiro com foco exclusivo na comunidade estradeira para combater a exploração sexual infanto-juvenil e o turismo sexual nas rodovias. A iniciativa ganhou força com a adesão da Caravana Siga Bem, que, por sua vez, se tornou o maior projeto itinerante brasileiro, pioneiro no estabelecimento de diálogos com as comunidades em postos de combustíveis. Nesta última edição, atravessamos em nove meses, 22 estados da federação, centenas de cidades interioranas, litorâneas e a capital do País, tratando de temas extremamente complexos com um público que tem igualmente seus direitos humanos violados todos os dias.

É a primeira vez que a Caravana Siga Bem tem como foco os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Quais os objetivos dessa parceria inédita?

Em 2016, a partir de um convênio firmado com a ONUBR, a Caravana Siga Bem se propôs ao desafio de divulgar Brasil a fora os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) onde são previstas diversas ações globais nas áreas da saúde, educação, igualdade de gênero, erradicação da pobreza, redução das desigualdades, mudança do clima, entre outros. Nosso objetivo de norte a sul do País, vai ao encontro do lema desta ação: “não deixar ninguém para trás”. Com isso, colaboramos com a iniciativa da ONUBR de promover em nossas carretas os três pilares essenciais dessa estratégia mundial: a erradicação da pobreza, o combate à desigualdade social e conter as mudanças climáticas. Em comemoração a essa parceria inédita a Caravana Siga Bem apresentou a peça teatral “Ó Xente! E os Direitos da Gente?”, que tem o clássico Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes, como referência para mostrar a busca dos cidadãos pela conquista e exercício dos direitos humanos. Na peça, os 17 ODS são tratados como importante mecanismo de construção de uma sociedade mais justa e igualitária, trazendo à comunidade estradeira que, em boa parte, nunca assistiu a um espetáculo de teatro, a emergência da Agenda 2030 da ONU e o conhecimento de suas agências e programas. Na peça, escrita por Josemir Medeiros e com direção de Tito Teijido, a figura quixotesca é encarnada por um caminhoneiro que, durante a sua viagem, precisa combater os “monstros” com os quais se depara. Os “monstros” são inimigos que tiram da população a possibilidade de uma vida digna ao cerceá-la de direitos básicos como: educação, saúde, condições dignas de trabalho, tolerância à diversidade e o respeito ao meio ambiente. A peça é encenada pelos próprios caminhoneiros e produtores do projeto e acontecem à noite. Segundo o diretor artístico do projeto, “a missão do teatro é explicitar para esse público o discurso transformador que também é a missão da Caravana Siga Bem, tida como a Caravana dos Direitos Humanos. Como a encenação é para seus pares o resultado da mensagem é muito mais eficaz. É um discurso de igual para igual”.

Entre agosto de 2016 e março de 2017, na Caravana Siga Bem, aproximadamente 4.325 mil caminhoneiros tiveram a pressão arterial aferida, 2.884 testes de glicemia foram executados, 2.049 vacinações contra febre amarela, tétano e hepatites virais foram aplicadas, 1.952 testes rápidos de HIV/Aids e sífilis realizados, milhares de folhetos sobre os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável bem como sobre as DST’s foram distribuídos juntamente com preservativos. Além desses serviços, também foram feitas medidas da circunferência abdominal, orientações sobre ergonomia e uso indiscriminado de álcool e drogas sintéticas, alavancando bons resultados na promoção dos ODS no Brasil. Blockquote

O teatro é uma ferramenta de debate sobre direitos sociais
O teatro é uma ferramenta de debate sobre direitos sociais

Quais são alguns dos marcos desse projeto?

A parceria firmada entre a Cobram – Companhia Brasileira de Marketing (empresa que realiza a Caravana Siga Bem) – e a ONUBR, na promoção dos 17 ODS, é uma forma de demonstrar o compromisso da empresa com a Agenda 2030 e suas metas. Isto já havia se tornado evidente quando a empresa aderiu, em 2015, ao WEPs (traduzido do inglês como Princípio de Empoderamento das Mulheres), iniciativa da ONU Mulheres para o empoderamento feminino no ambiente de negócios. Neste sentido, a Cobram se abriu à capacitação interna sobre esse assunto tendo parcerias como a Cepia e o Instituto Patrícia Galvão, fomentou o selo Siga Bem Mulher, divulgou a Lei Maria da Penha entre os caminhoneiros, promoveu o Ligue 180, articulando centenas de secretarias municipais, organizações sociais e a partiipação de gestoras públicas com mandato de implementação de políticas para as mulheres nas palestras da Caravana Siga Bem. Isso ressalta a participação das mulheres em um segmento notadamente conhecido como masculinizado, machista e misógino. Em 2017, a Cobram se tornou empresa signatária da Rede Brasileira do Pacto Global, fundado em 2003 e que representa hoje a 4ª maior rede local, com mais de 700 signatários. Atuando em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), está sob a gestão de um comitê com 36 organizações de referência em sustentabilidade e empresas líderes em setores estratégicos para a economia brasileira.

ACaravana Siga Bem promove discussões sobre direito das mulheres
ACaravana Siga Bem promove discussões sobre direito das mulheres

Como funciona essa parceria entre os caminhoneiros e o projeto? Porque o foco neste público em especial?

Apesar dos caminhoneiros movimentarem boa parte da nossa economia, esta categoria tem nos seus desafios diários os seus direitos humanos violados constantemente. Diante disso, nas mais de 100 paradas em postos de combustíveis espalhados pelos quatro cantos do País, a Caravana Siga Bem vem buscando impulsionar a garantia desses direitos e chamar a atenção de toda a comunidade estradeira para aderirem a Agenda 2030.

A Caravana Siga Bem tem seu foco no caminhoneiro. Mas, em geral, quando as pessoas observam um caminhão na estrada, chama mais atenção o veículo do que o sujeito que dirige a máquina. O caminhoneiro passa por invisível. Isto revela o enorme desafio que temos pela frente. Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), em todo o Brasil há uma frota de caminhões que ultrapassa os dois milhões. Em relação ao transporte de cargas no sistema rodoviário, de acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), há mais de 600 mil registros de transportadores autônomos em circulação. No território brasileiro 58% da mercadoria que circula no sistema rodoviário é responsabilidade do transporte de cargas. Temos, portanto um enorme campo de atuação na emancipação dos direitos humanos desse grupo, na promoção do direito do caminhoneiro aos mecanismos básicos de justiça, saúde e aos tratamentos existentes indispensáveis na construção de sua cidadania e de uma sociedade mais justa e igualitária.

A Caravana oferece serviços de saúde, palestras e orientação aos caminhoneiros.
A Caravana oferece serviços de saúde, palestras e orientação aos caminhoneiros.

O Brasil é um país continental cortado por estradas, e os caminhoneiros são atores importantes nessa aproximação de diferentes culturas e estados. Conte um pouco dos objetivos da Caravana Siga Bem em 2017.

O caminhoneiro é o profissional de um segmento da nossa economia de grande relevância no abastecimento e transporte de cargas, grãos, vestuário, remédios, etc. É pela estrada, em boa parte, que chega até nossas casas tudo aquilo que precisamos para o nosso cotidiano. A emergência da Agenda 2030 busca promover o reconhecimento da insustentabilidade do consumo desenfreado, das mudanças na temperatura do planeta e a necessidade de erradicação da pobreza em todas as suas dimensões. Estes são os maiores desafios da humanidade e, portanto, um requisito indispensável para a manutenção da qualidade da vida no planeta Terra para as próximas gerações segundo a ONU. Em 2017 continuaremos a juntar esforços com a sociedade, governos, empresas signatárias, organizações da sociedade civil, articuladores de redes, movimentos sociais, caminhoneiros, estradeiros e profissionais rodoviários para levar à todos os cantos do País esta poderosa mensagem na promoção do desenvolvimento sustentável e de uma cultura de paz.

Contar histórias emocionantes para promover mudanças positivas na sociedade. Esse é o propósito do publicitário Marco Iarussi, que promove campanhas digitais na internet com o objetivo de arrecadar fundos para projetos de cunho social e humanitário. Fundador do projeto “Curta a Ideia – Vídeos que Mobilizam”, Marco é um membro ativo da nossa plataforma e um dos concorrentes ao SIGEF Project Awards. Ele falou com o nosso blog sobre suas conquistas, planos para o futuro e sobre a proposta de fazer “marketing pelo bem”.

Curta a Ideia apresentando o seu projeto no SIGEF
Curta a Ideia apresentando o seu projeto no SIGEF

1. Qual é a história do Curta a Ideia?

Sou publicitário e conheci a jornalista Tati Vadiletti quando trabalhávamos em um programa de televisão, na cidade de São Paulo. Apesar de sermos apaixonados pela comunicação e o audiovisual, sentíamos que aquele trabalho não despertava uma transformação na vida das pessoas. Nós acreditamos que a comunicação é uma ferramenta poderosa para transformar realidades, por isso fomos em busca do nosso sonho: contar histórias através de vídeos que mobilizam.

Foi por isso que em 2011 surgiu o ‘Curta a Ideia’ com a proposta de ser um canal de vídeos na internet que promove iniciativas e profissionais que oferecem o seu talento para transformar realidades. Nossa intenção sempre foi registrar histórias de pessoas que conectadas com seu coração, que serviam ao próximo ou defendiam uma causa. Por conta disso, o trabalho teve uma grande aceitação com organizações do terceiro setor; foi então que encontramos o nosso propósito: colocar nossa expertise com comunicação e audiovisual a serviço de grande causas, impulsionando iniciativas na internet com um video envolvente, que convida a uma transformação. É isso que sempre fizemos: vídeos que mobilizam! Nosso slogan é o que melhor nos define: “luz, câmera e coração”!

2. Um trabalho paralelo que você desenvolve são as campanhas de marketing digital para pessoas carentes. O que motivou a criação desse projeto?

Nosso propósito sempre foi usar a comunicação para promover o bem e nós acreditamos no poder da internet para gerar bondade. Embora o propósito das redes sociais seja conectar pessoas, o ambiente tecnológico muitas vezes distancia o homem das relações humanas. Nossa intenção com as campanhas sociais é criar a oportunidade para quebrar esse gelo, gerar conexões, oferecer ao usuário das redes a chance de praticar a empatia e, quem sabe, transformar uma vida.

3. Uma das campanhas mais bem-sucedidas que você desenvolveu foi para uma paciente que necessitava de células-tronco. Como você conheceu a história da Gigi e o que te mobilizou a trabalhar nessa campanha voluntariamente?

A campanha da Gigi foi extraordinária. Um caso que veio para comprovar a nossa missão de vida. Conhecemos a Gigi no Centro Espiritual do João De Deus, um médium brasileiro conhecido internacionalmente. Ela estava lá em busca da cura e o caso dela nos chamou muita atenção, por isso sabíamos que as pessoas na internet poderiam se engajar naquela causa. O curioso é que ela estava há muito tempo pedindo ajuda de porta em porta e sua presença na internet era quase inexistente, por isso havia muita dificuldade na arrecadação e o valor de 30 mil dólares era um objetivo quase impossível, mas por obra do acaso, ela encontrou justamente um casal que trabalha com marketing digital para causas sociais. Foi então que começou uma linda história de amor, boas ações e generosidade. Em poucos dias a campanha rodou o mundo e a Gigi recebeu doações do Japão, Finlândia, Austrália, Suiça, entre outros países. Em vinte dias, a campanha teve que ser finalizada, pois já tinha atingido múltiplas vezes o valor necessário, o que possibilitou o pagamento do mesmo tratamento para outras duas pessoas. Essa ação se tornou a maior campanha solidária do Brasil em 2016. Foi muito emocionante receber mensagens de pessoas nos agradecendo por ter dado a elas oportunidade de ajudar o próximo.

Marco Iarussi em uma das gravações para o Curta a Ideia
Marco Iarussi em uma das gravações para o Curta a Ideia

4. Conte quais foram os principais destaques do ano de 2016 e seus planos para 2017.

Além da campanha da Gigi, promovemos também outras três ações, sendo que a do Lucas José pode ser considerada a segunda maior campanha solidária do ano. Atualmente estamos com a campanha ‘Ame a Fernanda’, uma brasileira de 34 anos que foi aceita em pesquisas para a cura da AME – Atrofia Muscular Espinhal nos Estados Unidos. Ela tem grandes chances de sair da cadeira de rodas e voltar a andar, embora o tratamento seja gratuito ela precisa de fundos para custear sua permanência por um ano e meio no país. Estamos empenhados em conseguir mobilizar pessoas que apoiem essa causa, mas é uma corrida contra o tempo, pois ela tem somente até o mês de janeiro para entrar no programa de pesquisas. Para 2017 queremos ampliar a nossa atuação com o marketing pelo bem. Sabemos que muitas pessoas precisam de uma chance para transformar sua vida e que, por outro lado, muitas outras podem praticar a generosidade e olhar para o próximo.

5. Quais são os seus principais desafios e o que te motiva a superá-los?

Nosso maior desafio é nos tornarmos um canal de confiança, onde as pessoas possam realizar doações na certeza de que farão para uma iniciativa transparente, ética e comprometida. Infelizmente, existe uma certa desconfiança com projetos sociais na internet, mas nosso compromisso é com a prestação de contas e transparência das ações, pois devemos estimular a cultura da bondade e da colaboração no ambiente online. Quando as pessoas descobrirem o poder das redes sociais para promover boas ações, elas conseguirão mudar o mundo.

6. Você é um membro ativo de nossa comunidade e, este ano, participou com o seu projeto no SIGEF. Como avalia essa experiência?

Apresentar o nosso projeto no SIGEF2016 foi uma oportunidade de compartilhar com iniciativas globais o nosso propósito de promover o bem na internet. No evento, pessoas do mundo inteiro puderam trocar experiências, aumentar o seu repertório e certamente voltaram com muito mais vontade de fazer acontecer suas melhores intenções. Foi assim com a gente!

7. Qual mensagem você deixaria para a nossa comunidade Horyou?

Dizem que os bons são a maioria e que os querem mudar os mundo são muitos, mas eles estão espalhados por aí… Eu digo que a Horyou é o canal onde essas pessoas se encontram. Sempre que estou na plataforma, me encho de esperança vendo tantas iniciativas incríveis. O que tenho a dizer aos membros da comunidade é que o amor nos conecta e que eu acredito que conseguiremos mudar esse planeta, através deste amor.

Entrevista: Vívian Soares

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