ONG

A filosofia de trabalho da ONG Frutos do Amanhã é a solidariedade humana. Com atuação em comunidades em vulnerabilidade social, a organização usa a cultura, educação, respeito e cidadania para modificar as vidas de crianças e famílias em situação de risco. Membro ativo da nossa comunidade Horyou, a fundadora da ONG Heloisa Morais falou com o nosso blog sobre suas iniciativas e planos para o futuro.

Atividade promovida pela ONG Frutos do Amanhã

Quais são as principais inspirações para o trabalho da organização?

Temos um lema que vem inspirando e servindo de mantra para que possamos seguir em frente: Educação, Respeito e Disciplina.

Quais foram os projetos mais bem-sucedidos de 2017?

Executamos vários projetos como oficina de idiomas, capacitação escolar, danças culturais, capoeira, oficinas e ballet. Posso destacar dois como os mais bem-sucedidos, que foram as oficinas de Artesanato e Geração de Renda e o Ballet Sonho de Menina.

Ballet Sonho de Menina

Quais são os principais projetos da ONG Frutos do Amanhã para 2018?

Queremos ampliar nosso projeto educativo, melhorar e ampliar nosso espaço físico e buscar apoio para poder atender a famílias que se encontram na fila de espera para participar de nossas atividades.

Que tipo de impacto a organização deseja causar para o mundo?

Transformar crianças que vivem em situação de risco em cidadãos através da educação e cultura.

Oficina realizada pela ONG

Qual a importância de participar de uma rede social do bem social como a Horyou?

Fomos convidados em 2015 pela Horyou, que nos esclareceu sobre o funcionamento da rede, e desde então estamos ativos na plataforma buscando apoio para os projetos.

Vivemos em uma era de constante transformação. Quais são as mudanças positivas que você deseja para a sua comunidade e para as gerações futuras?

Estamos em uma região carente como muitas espalhadas pelo mundo, se com nossas ações conseguirmos livrar algumas crianças do tráfico de drogas, que hoje está sendo o primeiro emprego de crianças e adolescentes, será uma grande vitória.

Um projeto social que surgiu de uma das instituições de ensino executivo mais prestigiadas do Brasil, o Gestão para Entidades da Sociedade Civil (GESC) treina ONGs e outras organizações em técnicas de gestão e negócios. Fundada pela Associação dos Alunos e Ex-Alunos da FIA (AMBA-FIA), a iniciativa fundamenta sua visão nas crenças de que é preciso fortalecer a sociedade civil, e que isso só se faria com um terceiro setor forte; na qualidade de gestão das organizações sociais e no estímulo a empresários para se tornarem empreendedores sociais, contribuindo na construção de uma sociedade inclusiva. Entrevistamos o diretor executivo do Instituto Gesc, Alfredo Santos Júnior.

Aula inaugural para organizações

Quando e como surgiu o projeto Gesc?

Em 1994, um grupo de alunos do primeiro curso de MBA em gestão da Fundação Instituto de Administração, ligadas à Universidade de S. Paulo, fundou uma Associação com o objetivo de auxiliar Organizações da Sociedade Civil quanto ao fortalecimento de sua gestão. Em 1997, a AMBA-FIA criou o programa GESC – Gestão para Entidades da Sociedade Civil, voltado a apoiar as instituições do terceiro setor em sua busca por maior eficácia na gestão, condição básica para o seu desenvolvimento.

Desde então, foram realizadas 72 edições do GESC, que envolveram mais de 800 organizações, capacitaram cerca de 1.400 gestores sociais, contando com o trabalho de aproximadamente 1.150 executivos voluntários. O êxito do programa levou a Associação a criar, em 2004, o Instituto GESC, voltado para coordenar, aplicar e dar escala ao programa.

Quais eram os principais desafios enfrentados pelas organizações apoiadas e como os executivos puderam aplicar sua expertise para solucioná-los?

Era uma época em que o Brasil estava retomando sua normalidade institucional democrática e o que conhecemos como Terceiro Setor, começava a viver um período de grande expansão. A necessidade de ajudar as organizações que já existiam e as que estavam sendo criadas a fortalecer suas práticas de gestão e governança era muito grande.

Os executivos – então alunos e ex-alunos da FIA – puderam se engajar em trabalho voluntário qualificado, ajudando estas organizações com o conhecimento e a experiência adquiridos no dia a dia da gestão empresarial.

Em 20 anos de projetos, quais foram as evoluções observadas na profissionalização do terceiro setor no Brasil?

As organizações da sociedade civil – que conhecemos como o “Terceiro Setor” – evoluíram muito nestes 20 anos, principalmente no que diz respeito a profissionalização de seus quadros de pessoal e da adoção de métodos e práticas de sucesso, trazidas do mundo empresarial.

Há visíveis progressos quanto à gestão financeira, gestão de pessoas, captação de recursos e adequação à legislação. Há, ainda, muitos desafios a serem vencidos, mas o progresso observado é inegável e o GESC, como programa pioneiro e com metodologia de trabalho consolidada, tem grande importância neste processo.

Alfredo Santos, diretor executivo do Igesc

Há casos de sucesso que gostariam de mencionar?

Recentemente, na comemoração dos 20 anos do GESC, recebemos dois representantes de organizações que deram seus depoimentos sobre a importância do GESC em suas trajetórias: “Doutores da Alegria”, que participou do primeiro GESC e “Tenda da Solidariedade”, que participou de uma das mais recentes edições do programa. Ambos apontaram o GESC como um divisor de águas na vida das suas organizações.

Mas, existem inúmeros outros casos, como o GOAS – Grupo de Orientação e Assistência à Saúde, organização de médio porte, na Grande S. Paulo e a Liga Solidária, entidade de grande porte que se tornou parceira do GESC.

Horyou é a rede social para o bem social. De que forma a internet e as redes sociais são significativas para o projeto?

As redes sociais têm um papel importantíssimo a desempenhar para o fortalecimento da sociedade civil. Elas têm forte potencial para mobilização e articulação de pessoas em favor de causas de interesse comum, permitem a ampliação do trabalho em rede, que pode favorecer a troca de experiências, recursos, conhecimentos, bem como a atuação conjunta em projetos de maior porte, que exijam competências diversificadas.

Elas também ajudam a dar escala a iniciativas locais bem-sucedidas, que podem vir a ser replicadas em outros contextos, e podem favorecer a integração e articulação de organizações em escala global, um fator essencial para a construção da cidadania planetária.

Horyou apoia as iniciativas de inovação social que ajudam o mundo a alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, e é organizadora do SIGEF, o Fórum de Inovação Social e Ética Global. Seja a mudança, seja Horyou!

L’éducation inclusive au CJARC (devant le siège du CJARC).

                                                                        Une organisation exceptionnelle, qui va au delà des préjugés, c’est le Le Club des Jeunes Aveugles Réhabilités du Cameroun (CJARC) que nous allons vous faire découvrir ce mois-ci dans notre blog.
Le CJARC promeut l’insertion socio-professionnelle des personnes handicapées en général et des personnes handicapées visuelles en particulier.



1. Pouvez-vous nous présenter brièvement l’association CJARC?

Le Club des Jeunes Aveugles Réhabilités du Cameroun (CJARC) est né le 04 août 1988 à l’initiative de deux jeunes aveugles, Coco Bertin MOWA et Martin Luther AMAHATA ADIBITA, à leur sortie de l’Institut de Réhabilitation pour Aveugles de Buea dans le Sud-ouest du Cameroun. Le CJARC est déclaré comme association sous le récépissé n° 001263 du 20 septembre 1990. Par arrêté No0000045/A/MINATD/DAP/SDLP/SONG du 19 février 2013 portant agrément de l’association CJARC au statut d’ONG, le CJARC est devenu ONG sous l’autorisation du Ministère de l’Administration Territoriale et de la Décentralisation. Et en juillet 2014, le CJARC a accédé au statut spécial de Conseil Economique et Social des Nations Unies (ECOSOC).

Visite du Ministre des Affaires Sociales au CJARC & Cérémonie de Présentation de la distinction.

Le Club des Jeunes Aveugles Réhabilités du Cameroun (CJARC) s’est donné la mission d’œuvrer à la réhabilitation et l’épanouissement complet des personnes en situation de handicap visuel. Dans cette perspective, l’éducation et la formation sont au centre de ses activités, de manière à répondre au besoin d’insertion scolaire et socioprofessionnelle des membres. Motivé par la situation préoccupante de marginalisation dans laquelle vivent les personnes handicapées en général et les non-voyants en particulier, il s’est assigné la mission d’aller à la rencontre de la masse des personnes aveugles dont regorge le Cameroun, depuis les métropoles jusqu’au contrées reculées en vue de leur réinsertion sociale. Les membres sont des personnes handicapées visuelles du Cameroun.

Mission du CJARC: Soutenir dans un cadre inclusif, la construction d’un espoir, l’autonomisation des personnes à besoins spéciaux pour leur propre prise en charge, à travers l’éducation, la formation, les appuis et la mobilisation des acteurs.

Vision du CJARC: Avoir une société inclusive où la personne handicapée participe activement et pleinement au processus de développement.

2. Le mois passé vous avez participé à la semaine du “Commonwealth”, qu’en avez-vous retiré?

Participation du CJARC au village du Commonwealth.

Le Commonwealth 2016 a été célébré sous le thème « an inclusive Commonwealth». A cet effet, le CJARC a été sollicité par le Ministère des Affaires Sociales pour faire une exposition lors du Commonwealth Village. L’ouverture officielle s’est faite par la coupure du ruban par le Ministre des Relations Extérieures accompagné du Ministre de la Communication. Ceux-ci ont été accueillis par l’artiste Coco Bertin qui a fait une prestation musicale très applaudie.Lors de cette journée, le CJARC a exposé plusieurs supports de communication présentant le CJARC et de nombreuses œuvres d’art fabriqués par des personnes non-voyantes. Ces objets et documents exposé ont suscité l’attention et du public et le CJARC en est reparti avec de nombreux contacts.

3. Pouvez-vous nous donner un résumé des “cas de bonne pratique” que vous mentionné sur Horyou?  

Documentaires réalisés dans le cadre du projet intitulé « appui à l’appropriation inclusive et locale du cadre juridique de promotion et protection des personnes handicapées » financé par l’Union Européenne à travers le Programme d’Appui à la Société Civile (PASC), les « cas de bonnes pratiques » présentent des personnes vivant avec un handicap, ceux-ci ayant surmonté leur handicap et menant une vie tout à fait normale.

4. Y a-t-il eu une réalisation qui a eu une importance toute particulière pour votre association ces dernières années ? 

Au cours de ces dernières années, le CJARC a effectué d’importances réalisations en occurrence :

  • Premièrement, grâce à un appui de CBM, MTN Cameroon et de la diaspora du CJARC, la construction des salles de classes et d’un foyer a été amorcée.
Les travaux de construction de 4 salles de classes et du foyer au CJARC – appui de MTN Cameroon.
Célébration de la 35ème édition de la Journée International de la Canne Blanche.
  • Ensuite, Soucieux du bien-être de son personnel et épris du développement, le CJARC a bouclé les 28, 29 et 30 décembre l’exercice 2015 par un séminaire sur le Développement Institutionnel et Renforcement Organisationnel (DIRO) en vue d’une mise à niveau générale de son personnel, d’une évaluation approfondie de ses activités et une révision globale et profonde de son organigramme pour une année 2016 plus victorieuse.

  • Afin de mieux s’imprégner des réalités vécues ainsi que d’encourager le travail effectuer dans le but de la promotion des personnes handicapées au CJARC, le Ministre en charge des Affaires Sociales a effectué une visite de travail au siège du CJARC en Mars 2016. Au cours de cette visite, celle-ci a officiellement remis à Coco Bertin, Directeur Général du CJARC, la distinction intitulée « Laurier d’Or de l’Action Sociale, Professionnelle et Humanitaire », octroyé par l’association Passerelles et Synergies des camerounais en France afin d’encourager son travail mené pour la promotion des personnes handicapées du Cameroun.

  • De part son statut consultatif de l’ECOSOC, le CJARC a été convié par l’ONU pour participer à la 49ème session de la commission de la population et du développement et à la 15ème session du comité d’experts de l’Administration Publique qui ont eu lieu au siège des Nations Unies à New York respectivement du 11 au 15 avril et du 18 au 22 avril 2016. Le CJARC a pour la première fois participé à ces sessions par la présence de son Directeur Général Coco Bertin.

5. Avez-vous un projet que vous espérez mettre en place prochainement et dont vous souhaiteriez nous parler ?

Du 28 au 30 décembre 2015, le CJARC a tenu un atelier de DIRO (Développement Institutionnel et Renforcement Organisationnel). De ce DIRO est ressorti un plan stratégique qui s’étend sur 5 cinq ans (2016-2020). La mise en œuvre de ce plan stratégique constitue le principal challenge du CJARC. Grâce aux financements de plusieurs partenaires financiers, organisations de personnes handicapées, et de ses propres ressources, les travaux de construction et d’aménagement de 4 salles de classes et du pensionnat du CJARC, amorcés en juillet 2014, ont été réalisés à 80% au terme de l’année 2015. Néanmoins, il reste beaucoup à faire pour enfin offrir une école et un foyer adaptés, modernes et inclusifs aux élèves et pensionnaires du CJARC. D’où la poursuite de la mobilisation des fonds.

6. Que pensez-vous de Horyou et de sa communauté dont vous êtes un membre actif ? Qu’est-ce que la plateforme vous apporte dans le cadre de votre action ?

Le Club des Jeunes Aveugles Réhabilités du Cameroun est un membre actif d’Horyou depuis juillet 2015. Cette inscription lui a valu une invitation au SIGEF 2015. Lors de cet évènement international, le CJARC a eu la chance de rencontrer de nombreuses organisations et par ricochet se faire de nouveaux contacts et potentiels partenaires. En outre, le CJARC publie continuellement des actualités ce qui lui permet de présenter les activités qu’il mène pour la promotion des personnes handicapées.

7. Notre philosophie s’articule autour de valeurs universelles que nous retrouvons dans le slogan « Dream, Inspire, Act ». Qu’est-ce que ces 3 mots évoquent pour vous et votre organisation ?

Pour le CJARC, le mot « Dream » nous fait penser à une vision une idée réaliste du monde, une projection, le mot « Inspire» la créativité et l’originalité et le mot « Act » la matérialisation. En d’autres termes, le CJARC de par sa vision se projette dans un monde meilleur pour les personnes handicapées, crée et pose des actions innovantes en vue de la promotion de celles-ci.

8. Si vous pouviez partager un message avec l’ensemble des membres de la communauté Horyou, quel serait-il ?

Le message que l’on pourrait partager est « plus on est nombreux plus on est fort. Unissons-nous pour un monde plus inclusif, plus juste. Un monde où le plus fort n’écrase pas le faible, mais lui tend la main pour avancer ensemble ».

Écrit par Hannah Nunes

Prenons quelques minutes aujourd’hui pour regarder autour de nous et penser à notre environnement. Que pouvons-nous faire pour preserver notre écosystème, que faire face au changement climatique, comment aider notre planète? AVD – Association des volontaires du développement durable – est très active sur ce sujet, et nous présente son association et ses projets dans cet article.

Association des Volontaires de Développement Durable
Association des Volontaires de Développement Durable

1. Pouvez-vous nous présenter brièvement l’association AVD?

L’Association des volontaires du développement durable – AVD est une association à but non lucratif créée en 2010 à Paris par Adama SOW. Sa dimension est internationale au travers de ses actions via des délégations dans 17 pays à ce jour, dont le Bénin.

Les objectifs de l’AVD sont d’éveiller les consciences sur la nécessité de protéger notre écosystème; d’assister et prévenir les populations victimes du changement climatique; de servir d’opérateur aux différents programmes dédiés au développement durable; de créer un vivier de mécanismes d’adaptation au changement climatique et de favoriser les échanges de procédés de développement durable entre les principaux acteurs concernés (États, industries, banques).

Par ailleurs, l’Association des volontaires du développement durable est guidée par des principes d’engagement volontaire et durable, ainsi que d’association transparente et apolitique.

2. Quels sont les programmes que l’AVD fait, pouvez-vous nous les résumer en quelques points?

AVD est un réseau de compétences multidisciplinaires et plurinationales qualifiées et volontairement au service de la biodiversité et des hommes pour un développement durable via des programmes pays d’une part et, d’autre part, ceux spécifiques aux réalités endogènes de chaque pays. Le programme global et commun s’articule autour

  • du «programme de l’Afrique développée par l’émergence du panafricanisme à la base»: ce programme identifie sept pôles de compétences que l’Afrique se doit d’acquérir via sa jeunesse afin d’assurer son émergence tant attendue.

  • de la sécurité alimentaire: l’insécurité alimentaire en Afrique a pour cause fondamentale l’accès à l’eau et à sa gestion équitable pour tous. D’où le but visé d’élaborer, via ce programme, des fichiers de dimensionnement de systèmes de pompages solaires afin d’établir un catalogue de solutions envisageables et accessibles à tous.

  • de la formation : nous formons nos volontaires sur le management relationnel et professionnel, afin de leur permettre d’être un modèle fréquentable pour tous: s’exercer quotidiennement à dire ce qu’on fait et faire ce qu’on dit!

L'équipe AVD
L’équipe AVD

3. D’où vient l’idée the “The Meal” et comment cela fonctionne-t-il? 

The Meal est une initiative de Michel Baumann président de «Un repas pour notre avenir». Il a pour but de réunir simultanément en de nombreux endroits de notre planète et en grand nombre, des personnes de bonne volonté pour partager un repas afin de soutenir les paysans d’ici et d’ailleurs, et plaider en faveur de la souveraineté alimentaire et du droit d’accès des populations autochtones aux ressources naturelles, terre, eau, forêts et semences.

AVD via ses délégations-pays assure la coordination et l’organisation en Afrique de The Meal depuis 2012.

4. Pouvez-vous nous donner un résumé des “cas de bonne pratique” que vous mentionnez sur Horyou? 

A AVD, nous restons très ouverts et attentifs à ce qui se passe à côté et qui aurait permis de régler un de nos défis sociaux. Alors la roue n’étant plus à réinventer, elle existe et elle tourne; il suffit d’une petite intelligence pour l’appliquer à son tour. C’est l’art de l’intelligence collective au service de l’Humanité: ce faisant en terme de bonnes pratiques, AVD lors de SIGEF 2015 a été l’école de quelques bonnes pratiques, spécialement dans le domaine de la santé reproductive et sexuelle (Kalanda-app , services mobiles et gratuits de santé reproductive et sexuelle) et de l’autonomisation des femmes via le recyclage de déchets plastiques en pochettes (P3: Plastique, Projet, Pochette, Burkina Faso et France). Un mois à peine après le SIGEF 2015, nous avons importés Kalanda au Bénin et bientôt au Togo, Burundi et Sénégal. Et nous sommes en début de planification avec Gaelle Nougarede de P3: Plastique, Projet, Pochette, pour leur opérationnalisation très prochainement au Bénin/Togo.

5.  Avez-vous un projet que vous espérez mettre en place prochainement et dont vous souhaiteriez nous parler?

Bien sûr :   “Education, Formation and Food for African Orphans”, pour revitaliser le partenariat mondial au service des orphelins et veuves vulnérables, qui a les objectives d’équiper, en 2017, 100 enfants orphelins en kits scolaires et vivres, ouvrir un centre de formation des métiers de recyclage en coiffure, couture et broderie et surtout de mettre en place 25 coopératives agropastorales, composées de 5 familles, au plus, d’orphelins et de veuves, afin de contribuer au bien-être, à l’autonomisation et au développement socio-économique de cette couche défavorisée (orphelins, enfants et veuves vulnérables).

Il faut aussi noter que toutes les activités d’autonomisation prévues pour cette couche vulnérable ciblée seront orientées durables et respectueuses de l’environnement.

6. Que pensez-vous de Horyou et de sa communauté dont vous êtes un membre actif?

C’est la communauté la plus vivante à laquelle je me dis avoir le privilège d’appartenir. La plateforme a été et reste un tremplin de formation de nos volontaires et surtout de rayonnement de notre Think Tank en termes de projets à partager et de découverte de soi et de l’autre! Nous avons hérité de cette plateforme assez de bonnes pratiques dont quelques-unes citées plus haut. Ce qui a plus donné de vie et de visibilité internationale à notre organisation. Horyou est une belle référence d’écosystème social qui offre en toute simplicité et fluidité plus de visibilités et d’opportunités aux organisations, activistes ou non, citoyens du monde. Nous avons eu des personnalités et des organisations qui nous soutiennent, ce qui nous stimule dans notre engagement et de nous surpasser, d’inspirer et être inspirer en étant ouvert sur le monde! Avoir participé au SIGEF 2015 est aussi une réalisation majeure pour AVD! Vive Horyou, vive SIGEF, vive l’activisme…

Projet AVD de Salubrité au Benin
Projet AVD de Salubrité au Benin

7. Si vous pouviez partager un message avec l’ensemble des membres de la communauté Horyou, quel serait-il?

Soyons chacun de nous un «colibris» et «faisons notre part» dans la communion et la solidarité. C’est ce faisant que nous arriverons à bout des nombreux et complexes défis sociaux dont entre autres, le climat! Pour cela, cultivons l’intelligence collective au service d’une humanité nouvelle!

Écrit par Hannah Nunes

Groupe Acting for Life au Cambodge
Groupe Acting for Life au Cambodge

Chaque jour, nous découvrons les magnifiques actions de nos Membres, Personnalités et Organisations sur la plateforme Horyou. Ils sont toujours prêts à agir! Cette semaine, nous mettons en lumière le travail et les actions de remarquables organisations au Burkina Faso, au Cambodge, au Maroc et au Brésil.

Organisation: CNA – Cinéma Numérique Ambulant

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Lieu: Cameroun

Info: Le Cinéma Numérique Ambulant est un réseau international d’associations. Il gère quinze unités mobiles de projection au Bénin, au Burkina Faso, au Mali, au Niger, au Sénégal, au Togo, au Cameroun et en France. Ces cinémas ambulants réalisent des projections en milieu rural et dans les quartiers populaires des zones urbaines. Le CNA est un outil culturel diffusant une culture authentique aux populations privées d’accès à la culture et aux arts contemporains, en particulier au cinéma, en raison de leur enclavement géographique et social.

Action: Burkina- tournée jusqu’en fin juin 2016 Cette tournée de 111 projections cinématographiques rentre dans le cadre d’une campagne de sensibilisation sur les thèmes du lavage des mains au savon, de la consommation de l’eau potable, de la construction et entretien des latrines. Lancé l’année dernière avec l’Ong Catholic relief services (CRS), le projet global comprend 351 séances de projections de sensibilisation, précédées à chaque fois de micros-trottoirs. Il couvre 117 villages des régions du centre nord, ainsi que les provinces Sanmetenga et Bam. Il court jusqu’en février 2017.  Depuis le lancement du projet en mars 2015, le CNA Burkina a déjà réalisé 163 séances de sensibilisation. Les tournées se font par étape et sont menées simultanément par deux équipes sur le terrain.

Organisation: Acting for life

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Info: Acting for Life est une ONG de solidarité internationale dont l’objectif est d’assurer aux personnes les plus démunies des conditions de vie décentes, en soutenant un développement économique territorial durable.

Action: Opération de nettoyage réalisée avec des lycéens à Phnom Penh A Phnom Penh, capitale du Cambodge, des volontaires étudiants cambodgiens ont aidé l’équipe d’Acting for Life à réaliser des opérations de nettoyage et de sensibilisation de la population à la nécessité de ne pas jeter les déchets dans la rue ni dans la nature.

Pour en savoir plus: http://acting-for-life.com/fr/page/nos-actions

Organisation: Association féminine de bienfaisance El Khir

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Lieu: Maroc

Info: L’association Féminine œuvre pour la promotion des conditions de vie des femmes au Maroc. Nous soutenons le processus d’autonomisation de ces dernières afin d’améliorer leurs situations sociales et économiques.

Action: Cuisine pédagogique un nouveau projet d’elkhir

Aux aurores, l’équipe de Cœur de Gazelles dit au revoir au désert et à la vie du bivouac. Fini le sable, place à la belle Essaouira.   A midi, l’organisation du rallye et l’équipe Cœur de Gazelles se rendent aux Toits d’Essaouira; le restaurant d’application de Cœur de Gazelles qui permet aux femmes de se réinsérer par l’activité économique. Un festin a été préparé par 8 femmes pour les 60 personnes présentes à table.   Ce projet d’insertion par l’activité économique démarre tout juste. Le Sofitel et l’Alliance Française font déjà confiance aux femmes des Toits d’Essouira pour préparer et servir des petits fours et des apéritfis lors de réception.   Ce local, prêté par Monsieur Azoulay, conseiller de sa majesté, au profit de Cœur de Gazelles acceuille de nombreuses activités.   Tout d’abord l’agence d’intérim. Depuis 4 ans, Cœur de Gazelles travaille à Essaouira en partenariat avec l’association ABFK, association féminine de bienfaisance menée par Souad Dibi. Leur but commun est d’œuvrer pour l’autonomisation, le droit et l’estime personnel des femmes. Les deux associations ont crée dans un premier temps une coopérative d’intérim autour des métiers de la restauration, des travaux ménagers, de l’accueil, de la garde d’enfatns et de l’aide aux personnes agées. L’idée est de pouvoir offrir ces services à une clientèle qui hésite à prendre un employé sur le long terme tout en garantissant un travail de qualité.   Le restaurant d’application et son centre de formation qui disposent d’une terrasse avec une vue imprenable sur la mer. Cette activité a pu voir le jour grâce au Printemps.

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• Une fois que les femmes ont trouvé un emploi, la problématique de la garde des enfants se pose. C’est pourquoi la crèche des petits marins a été crée. Cette crèche assure un accueil de jour aux enfants en assurant une éducation de base, un repas équilibré et des activités pour renforcer les liens avec leurs mères. La crèche accueille aujourd’hui 40 enfants issus des familles défavorisées, âgés de 3 à 6 ans.  

• Ce projet a été rendu possible grâce à l’implication de Le Ster Le Pâtissier. 

Écrit par Hannah Nunes

Organização: Avante Educação e Mobilização Social

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Informações: A Avante é uma organização sem fins lucrativos situada no Brasil, ela atua na garantia de diretos de crianças, jovens, mulheres, famílias e profissionais da educação, agentes comunitários e agentes públicos, participantes do Sistema de Garantia de Direitos (SGD). A Avante tem como missão Contribuir para a formação do cidadão, pela educação e o desenvolvimento de tecnologias de intervenção social, visando à garantia dos direitos sociais básicos e ao fortalecimento da sociedade civil.

Ação: Cadê Nossa Boneca

A Avante iniciou uma linda ação que se chama “Cadê Nossa Boneca”, O objetivo desta campanha é que todas as crianças convivam com as diferenças e aceitem os vários tipos físicos. Quando você chega à loja de brinquedos, como é a prateleira de bonecas? Se somos tão diversos, por que a maioria das bonecas é tão semelhante? Esperamos que Cadê nossa boneca? Mude esse cenário. A gente espera que, assim como na “vida real”, exista mais diversidade nas lojas.

Veja mais sobre a campanha no Youtube:

https://www.youtube.com/watch?v=FBrRiICWutQ

Por Edriana Oliveira

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