Juventude

Em São Paulo, jovens da comunidade do bairro de Pedreira colocam mãos à obra em programas de aprendizado em sintonia com as demandas do mercado de trabalho

Projeto é voltado a adolescentes de 14 a 17 anos

Conhecido pelos desafios econômicos e sociais, o bairro de Pedreira, na zona Sul de São Paulo, consta na lista dos distrito com os menores índices de desenvolvimento humano (IDH) da cidade. Nesse contexto, a vida pode ser dura para os jovens: longe dos principais centros empregadores e com pouco acesso à educação de qualidade, eles se encontram limitados em suas opções de carreira.

Pensando em dar mais alternativas a adolescentes de 14 a 17 anos, o projeto Área 21, uma parceria entre o Instituto Tellus, a Brasilprev e o Conselho Estadual dos Direitos da Criana e do Adolescente, vem oferecendo formação na área de tecnologia e empreendedorismo. O projeto, que conta com metodologia inovadora e um laboratório onde os alunos podem exercer sua criatividade usando ferramentas como impressoras 3D e equipamentos de realidade virtual, foi lançado este mês e já tem 320 inscritos.

A estrutura do programa lembra a de muitas escolas inovadoras de empreendedorismo: o Área 21 usa técnicas de design thinking e gamificação para que os alunos aprendam a solucionar problemas. O desafio final é criar um protótipo de start up.

Objetivo do programa é ser um laboratório de empreendedorismo e inovação

Uma das apoiadoras do Área 21 é a seguradora Brasilprev, que tem como objetivo unir sustentabilidade à inovação. «Esperamos que as experiências e interações vividas por eles ao longo do projeto os deixem mais bem preparados para entrar no mercado de trabalho, não eó em relação aos conhecimentos técnicos mas também nas competências comportamentais», afirma Cinthia Spanó, gerente de Comunicação Corporativa e Sustentabilidade da Brasilprev.

A gerente explica que a empresa se envolve há muitos anos com projetos sociais e de desenvolvimento comunitário, como a Fábrica de Ideias, que também apoia a ascensão profissional de adolescentes em situação de vulnerabilidade e risco social. O projeto, realizado em parceria com o Instituto Reciclar, ajuda o jovem a escolher sua profissão e a desenvolver suas competências socioemocionais.

Diversos estudos sobre o trabalho do futuro vêm apontando que as carreiras das próximas gerações exigirão mais competências comportamentais e menos conhecimentos técnicos, já que estes estarão sempre mudando e se atualizando. “No século 21, vivemos a inclusão de diversas tecnologias, e o jovem precisa, acima de tudo, se preparar e aprender a enfrentar novos desafios. É importante que ele não tenha medo de resolver problemas”, afirma Henrique José dos Santos Dias, um dos educadores da Área 21.

Horyou apoia as iniciativas de inovação social que ajudam o mundo a alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, e é organizadora do SIGEF, o Fórum de Inovação Social e Ética Global. Seja a mudança, seja Horyou!

Como nossa missão é divulgar e promover o bem social, apresentamos a Organização não Governamental Ação forte , que atua com projetos de formação e desenvolvimento de jovens de Campinas, no estado de São Paulo. Nascida de um grupo de colegas que quis fazer algo diante das necessidades de comunidades na região norte da cidade, a entidade sem fins lucrativos oferece atividades socioeducativas e de estímulo da ética e da cidadania para adolescentes de 14 a 18 anos, atuando preferencialmente em comunidades onde há vulnerabilidade e risco social. Élide Augusto, coordenadora da Ação Forte, concedeu a seguinte entrevista ao Horyou blog:

A ONG Ação Forte trabalha com adolescentes de 14 a 18 anos
A ONG Ação Forte trabalha com adolescentes de 14 a 18 anos

1. Conte um pouco da história da ONG Ação Forte.

A Ação Forte nasceu há 15 anos a partir da iniciativa de colegas de trabalho da região de Campinas que, sabendo das condições de muita vulnerabilidade e risco social da comunidade do entorno da empresa onde trabalhavam, resolveram contribuir para o desenvolvimento de jovens desta comunidade e partiram para a ação.

2. Por que a ONG decidiu focar no trabalho com o público jovem?

Em uma situação de risco social e vulnerabilidade, os jovens são a parcela da sociedade que mais sofre, sendo vítimas da violência e da falta de oportunidades. Por outro lado, o poder de articulação e a motivação para transformar o mundo fazem a diferença. A energia deles é fantástica e resolvemos aproveitar isto de uma forma positiva.

3. O Brasil passa por um momento político e econômico difícil. Como trabalhar com positividade e inspirar otimismo nessa fase desafiadora?

Olhando para o futuro e entendendo que mesmo em um período de crise existem possibilidades e oportunidades. Há situações que não podemos controlar, só podemos controlar nossa reação frente a situações desafiadoras, então, temos que estar atentos a estas oportunidades e seguir para a ação. Isto não se significa ser ingênuo e ignorar a crise, mas enfrentar a realidade e aproveitar para desenvolver habilidades como resiliência, ousadia, capacidade de improvisar e de ser criativo. E com uma postura assim, inspirar pelo exemplo, motivando outras pessoas.

4. Quais dos projetos desenvolvidos nos últimos anos vocês mais se orgulham?

O Programa Jovens Empresários (para adolescentes de 16 a 18 anos) e o Protagonismo Juvenil (para adolescentes de 14 e 15 anos), são os dois projetos que mais refletem nossa missão. Eles contribuem efetivamente para o desenvolvimento destes jovens, ajudando na construção de cidadãos responsáveis e com espírito empreendedor. A prova disso são os inúmeros jovens que passaram por estes projetos que hoje retornam como voluntários para ajudar a fazer a diferença na vida de outros jovens.

Os jovens têm aulas sobre temas como informática e inglês, além de formação ética e de cidadania
Os jovens têm aulas sobre temas como informática e inglês, além de formação ética e de cidadania

5. Quais são os planos para o ano de 2016?

Manter os dois projetos que são nosso carro-chefe, mas também ampliar o atendimento através de oficinas de arte e cultura, dando assim oportunidade a outros jovens a participarem das atividades da entidade.

6. Horyou é uma rede social que tem como filosofia Sonhar, Inspirar e Agir. O que essas palavras significam para a ONG Ação Forte?

A filosofia da Horyou está diretamente alinhada à nossa filosofia e nossa história, pois foi através de um sonho e da ação de algumas pessoas que a Ação Forte nasceu há 15 anos e se mantém, mas este projeto não teria acontecido se não tivéssemos a capacidade de inspirar outras pessoas e motivá-las a fazer parte desta ação.

7. Deixe um recado para a comunidade Horyou.

É justamente da pluralidade de pessoas que acreditam que fazer a diferença é importante e se mobilizam para isto, que conseguimos a cada ano mudar a realidade de inúmeros jovens, ajudando assim na construção de um mundo melhor. Por isso que acreditamos que “Participar vale a pena!” e convidamos a todos a conhecerem nosso trabalho e juntarem-se a nós neste desafio.

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