interview

Foi a partir da pergunta: ‘como seria o mundo se a Mercur não existisse mais?’ que a empresa que fabrica borrachas e produtos para a saúde, começou um projeto de transformação há quase dez anos. Desde então vem revendo seus projetos de gestão e sustentabilidade. Entre as mudanças mais importantes, a Mercur passou a investir em negócios locais, substituindo importações por compra de insumos nacionais, e incentivando pequenos empreendedores a vender sua produção em uma feira orgânica organizada internamente para funcionários. Um trabalho com comunidades extrativistas no Pará e no Acre garante que os seringueiros recebam remuneração justa e consigam proteger e conservar as florestas, sem pensar em extrair o máximo para ganhar o mínimo. Pensando nessa visão para o futuro, a Mercur criou um Laboratório de Inovação Social, onde investe em educação e diálogo com os colaboradores da empresa para manter o tema presente e vivo na cultura corporativa. Entrevistamos Jorge Hoelzel Neto, facilitador da Mercur, sobre os projetos de sustentabilidade da companhia.

A empresa faz parcerias com cooperativas e comunidades seringueiras
A empresa faz parcerias com cooperativas e comunidades seringueiras

Quais foram os motivadores para que a Mercur iniciasse seus investimentos em novos projetos sustentáveis?

A partir de um olhar para o futuro com lentes mais sensíveis, passando a considerar não apenas as questões econômico/financeiras, mas também as questões humanas, sociais e ambientais, percebemos a necessidade de considerar também um novo modelo de gestão, que pudesse dar conta de necessidades que passavam de forma despercebidas nos planejamentos que fazíamos. Esta avaliação iniciou em 2008, e, de lá para cá, os principais resultados já alcançados têm a ver com a evolução do diálogo entre as pessoas que interagem com a empresa e da co-criação de novas possibilidades na busca da construção de um mundo que possa ser mais confortável para todos. Os projetos surgem nesse contexto, como pano de fundo para uma atuação que busca e experimenta o que não era conhecido por nós até então, com o objetivo de viabilizar soluções legítimas com as pessoas que nos relacionamos.

Você acredita que empresas com responsabilidade social têm resultados melhores? De que forma essas ações e projetos de sustentabilidade se traduziram em resultados corporativos?

A Mercur não estabeleceu essa caminhada com a intenção de atuar como uma empresa que, através da comunicação ou de projetos de responsabilidade social, tem melhores resultados, em função do reconhecimento das pessoas. Toda a legitimidade do nosso processo de gestão está em não ser pautado em modelos pré-existentes, modismos e tendências. Buscamos uma atuação coerente aos nossos valores e direcionamentos, nos orientamos a partir deles e vamos encontrando soluções que fazem sentido para nós.

Acreditamos que por meio do “desenvolvimento do ser humano” podemos contribuir para a formação de uma sociedade mais preparada para a construção do seu próprio sistema de vida. E é esse o resultado que nos interessa, se queremos que nossos produtos e serviços possam ter consumidores, precisaremos construir, com estes mesmos, um novo modelo ou sistema de produção e consumo que sustente a vida humana no planeta de forma sustentável.

Workshop sobre inovação e sustentabilidade com funcionários da empresa
Workshop sobre inovação e sustentabilidade com funcionários da empresa

Como funciona o laboratório de inovação social e quais são os seus objetivos?

O Laboratório de Inovação Social Mercur foi pensado com o objetivo de ser um ambiente que permita à empresa vivenciar descobertas e promover interações com a comunidade e públicos com os quais se relaciona. A ideia é que o espaço seja um instrumento que promova momentos significativos de ensinar e aprender e, também, de criação de soluções que ajudem a melhorar a vida das pessoas, a partir de necessidades legítimas e da convivência com elas. O LAB comporta dois modelos de atividades chamadas de aprendizagem e prototipação. Os espaços de aprendizagem são as atividades em que as pessoas colocam seus conhecimentos a serviço de outras pessoas, criando momentos significativos de ensinar e aprender. Essas ações podem acontecer por meio de uma oficina, roda de conversa, palestra ou até mesmo de um filme que gostariam de compartilhar. Já os espaços de prototipação são as atividades de colocar a mão na massa para construir protótipos de produtos ou serviços.

Qual a visão da empresa para o futuro?

Ao construir intensas interlocuções em busca de se tornar uma indústria mais próxima e relevante para seus públicos, a Mercur foi conhecendo melhor a sua vocação e atualizando naturalmente a sua proposta de atuação. Recentemente fizemos um exercício de imaginar a empresa que queríamos ser em 2050 e concluímos que gostaríamos de continuar sendo uma organização comprometida com a construção de relacionamentos que valorizam a vida, sobretudo em iniciativas locais voltadas à criação de bem -estar. Essa visão foi transformada em macro-objetivos estratégicos e em decisões que possam viabilizá-los em perspectivas de tempo apropriadas, isto é, que levem em conta a gestão de potenciais externalidades.

Horyou apoia as iniciativas de inovação social que ajudam o mundo a alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, e é organizadora do SIGEF, o Fórum de Inovação Social e Ética Global. Seja o futuro, seja Horyou

Fundada em 1985, a Casa Pequeno Davi é uma organização incansável no compromisso com crianças e adolescentes em vulnerabilidade social e em situação de rua. Desde os anos 1990, o trabalho social realizado na capital da Paraíba, João Pessoa, vem se ampliando para atender ao entorno familiar de crianças e adolescentes, atuando também em escolas do bairro do Roger, onde funcionava o lixão metropolitano, e também no estado do Ceará. Hoje, a Casa Pequeno Davi é uma organização que atua nos espaços de formulação de políticas públicas (conselhos, fóruns e redes), conquistando parcerias ao longo do tempo e conquistando a credibilidade da comunidade e da sociedade em geral. Leia mais sobre esse membro ativo da nossa plataforma Horyou!

A Casa Pequeno Davi promove atividades de apoio a crianças e adolescentes na Paraíba e no Ceará
A Casa Pequeno Davi promove atividades de apoio a crianças e adolescentes na Paraíba e no Ceará

Quais são as principais inspirações para o trabalho da Casa Pequeno Davi?

A defesa dos direitos, o respeito à pessoa humana, a ética, a responsabilidade, a transparência, participação, a igualdade e a democracia plena.

Que tipo de impacto a organização deseja causar no mundo?

Uma sociedade justa e responsável, onde os direitos humanos, sobretudo de crianças e adolescentes, sejam respeitados e efetivados.

De que forma as redes sociais e a tecnologia influenciam no dia a dia da organização?

Maior visibilidade da organização por parte da sociedade em geral, possibilitando novas parcerias. Ainda com a possibilidade de inserção do público (crianças, adolescentes e familiares) na chamada inclusão digital por meio dos cursos, oficinas oferecidos pela instituição por meio das parcerias.

Quais foram as principais evoluções da atuação da organização em relação à comunicação e as novas tecnologias?

Visando ampliar sua visibilidade, a organização investiu na comunicação, utilizando todos os meios de comunicação possíveis (site, blog, redes sociais, campanhas e materiais impressos). Hoje, a Casa Pequeno Davi é uma organização de referência na área defesa dos direitos humanos, em especial de crianças e adolescentes no Estado da Paraíba.

A organização faz parcerias para promover atividades variadas com as crianças
A organização faz parcerias para promover atividades variadas com as crianças

Qual a importância de participar de uma rede social do bem social como a Horyou?

No mundo globalizado, a participação em uma rede social com a amplitude da Horyou, é de fundamental importância para ampliar a escala da visibilidade institucional. A conexão com outras organizações, o compartilhamento dos objetivos e das ações fortalece a metodologia do trabalho para o alcance da missão.

Vivemos em uma era de constante transformação. Quais são as mudanças positivas que você deseja para a sua comunidade e para as gerações futuras?

Acreditamos que, em primeiro lugar, precisamos de uma consciência ambiental globalizada porque as gerações futuras dependem do nosso comportamento atual. Não é mais possível conviver com o desrespeito em todos os níveis, seja entre as pessoas, seja com o ambiente em que vivemos.

Estamos contribuindo para a formação cidadã de crianças e adolescentes que são prioridade absoluta, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente. Esse público precisa ter seus direitos efetivados na prática para que possam ter melhoria na qualidade de vida e um amanhã diferente.

A Horyou é a rede social do bem social. Conectamos e apoiamos iniciativas sociais, empreendedores e cidadãos que promovem a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, para que possamos construir um mundo mais harmonioso e inclusivo. Seja a mudança, seja Horyou!

With a mission statement focusing on childhood cancer support, the Boston-based Richi Foundation has bold objectives via an initiative called Richi Social Entrepreneurs which supports new innovative businesses to generate positive impact in society. Their immersion programs, counselling and sharing of entrepreneurship best practices seek to help shape the future of social innovation. The Horyou blog interviewed Ernest Lara, Executive Director of Richi Social Entrepreneurs.

Richi Immersion Team
Richi Immersion Team

What is Richi Foundation’s mission?

Richi Social Entrepreneurs (RSE) is a Richi Foundation initiative whose mission is to boost startups from around the world that have the potential to generate a substantial positive impact on society, by connecting them with Boston’s innovation key players and helping them take full advantage of this unique innovation ecosystem.

How did The Richi Foundation get started?.

In 2011, the founder’s son, Richi, was diagnosed with an aggressive medulloblastoma. His family, who was living in Spain, brought Richi to Dana Farber, where they literally saved his life. It was then that Richi’s father, Ricardo Garcia, a serial entrepreneur, decided to found the Richi Childhood Cancer Foundation to provide other children with the same opportunity that Richi had. We have built a strategy to raise funds through business units (initiatives) that provide value to society in sectors such as education, innovation & entrepreneurship, and culture. Richi Social Entrepreneurs is one of those initiatives.

You have an immersion program for social entrepreneurs. How does it work?

Our main program at RSE is named Boston Immersion. It is a three-week eye-opening bootcamp in Boston. Startups have the opportunity to embrace best practices from Boston’s unique ecosystem, and to connect and interact with potential clients, investors, strategic partners, and local top notch industry experts who lead them to outstanding synergies.

Social entrepreneurs attend lectures in the immersion program
Social entrepreneurs attending lectures in the immersion program

You have a strong commitment to social entrepreneurship. Can you share some of your projects in this area?

We have worked with very interesting social entrepreneurship projects in our past program editions, which now are RSE Alumni, such as Literates, PIC, and H20 Now. We like to emphasize that, for us, a social entrepreneur is anyone who provides a positive impact to society or environment with his project, being a startup or a traditional for-profit organization. This means that any life sciences or cleantech startup is perfectly eligible to participate in our program.

As a social entrepreneurship supporter and accelerator, what would you say are the biggest challenges for a social entrepreneur?

Generally speaking, for any entrepreneur, some main challenges are: being able to obtain enough deep knowledge about the unmet need the startup wants to address, and finding the correct fit between this unmet need and the value proposition. Additionally, de-risking the project by generating evidences / results to justify that the project is moving towards the right direction is also challenging (partly because of the economic resources needed to prove the assumptions). It’s also essential to convince key stakeholders that they should care about their project (which requires excellent communication skills and strategic focus).

What are the main aspects of a social business you evaluate in order to give it support?

One important thing for us is to make sure that the startup has (or is testing) a business model able to support the organization’s operations and scale globally. Then, we tend to support projects with a high technological or scientific component. And of course, the team is key. It’s key that projects are carried out by complementary teams and supported by experienced sectoral experts.

Entrepreneurs visiting Harvard University
Entrepreneurs visiting Harvard University

How do you see the future of social entrepreneurship?

Every time we see more and more startups trying to provide a positive impact to society or environment with their projects, and this is great. So we think social entrepreneurs will have, every time, more resources and help to boost their businesses.

Horyou connects on its social platform thousands of social entrepreneurs, philanthropists and organizations around the world. In your opinion, what’s the importance of social networks for social entrepreneurship and, particularly, for your work?

Social networks are a great place to learn about new players, resources and influencers. So social networks focused on social entrepreneurs for us is a great tool to meet new projects and stakeholders to collaborate with.

Horyou is the Social Network for Social Good, which connects, supports and promotes social initiatives, entrepreneurs, and citizens who help the implementation of the Sustainable Development Goals to build a more harmonious and inclusive world. We invite you to Be the Change, Be Horyou!

O fotógrafo Tomás Cajueiro tem um projeto ousado – percorrer o Brasil mostrando as diferentes faces do país a seu próprio povo. O projeto Retratos Brasileiros, que faz uma edição especial pelo estado de São Paulo, é resultado de um trabalho de diferentes fotógrafos que viajaram pelo Brasil e pelo exterior desde 2014 em busca de brasileiros. Além das imagens, o projeto também conta com relatos sobre cada personagem retratado, exposições e palestras sobre fotografia. O Horyou blog entrevistou Tomás Cajueiro, que conta sobre a história do projeto e sua inspiração nas causas sociais.

Foto: Tomás Cajueiro
Foto: Tomás Cajueiro

Como surgiu a ideia do projeto Retratos Brasileiros?

Nasce como uma maneira de colocar um pouco em prática, diversas das reflexões teóricas que eu tive nos meus anos de estudo, sobretudo no mestrado, onde estudei muito identidade nacional e a função do jornalismo e do fotojornalismo como instrumentos de formação de identidade nacional. O brasileiro e o latinoamericano em geral tem uma identidade ainda muito fraca, ainda em construção. O Retratos surge como uma utopia de propiciar uma reflexão que faça o brasileiro pensar quem ele é, quem é o povo brasileiro.

Foto; Tomás Cajueiro
Foto; Tomás Cajueiro

O projeto está em fase de curadoria. Quais são os próximos passos e o plano de divulgação?

A edição 2017 do projeto, que é viabilizado com recursos do ProAC (Programa de Ação Cultural – Estado de São Paulo) está na fase final de curadoria para seleção das imagens que irão compor a exposição e seu catálogo. Serão escolhidas 100 imagens. Os próximos passos serão as exposições em si que devem acontecer em Sorocaba, Araçatuba e Santos. A divulgação acontece pelas redes sociais e assessoria de imprensa.

Como continuidade do projeto, o próximo passo é inscrevê-lo na Lei Rouanet, para que aconteça em nível nacional. Nosso objetivo é voltar o Retratos, a partir do ano que vem, para o Brasil todo, que foi como começarmos. Esperamos fazer isso agora com o financiamento da Lei Rouanet. O objetivo é termos um livro publicado com as próximas imagens, até 2019.

Foto: Érica Dezonne
Foto: Érica Dezonne

Você se sente engajado com questões sociais e de meio ambiente?

A fotografia é uma consequência desse engajamento. Meu engajamento se manifestou através de uma série de trabalhos voluntários que eu sempre fiz. A fotografia, na verdade, nos últimos anos tem se transformado num instrumento que dá voz a esse engajamento social, ela é a consequência. E a maneira através da qual eu acredito que eu consigo dar voz a pessoas que são forçadamente mudas. Sobretudo nesse sistema midiático que a gente vive hoje, bastante mercadológico, muita gente que não vende pauta (jornal) não tem voz.

Com quais causas sociais você se sente mais conectado?

Pessoalmente eu me interesso muito por desigualdade social e inclusão social. São duas causas que me interessam bastante. Gosto muito de trabalhar com pessoas marginais à grande massa da sociedade. Eu acho que o que a gente chama de minoria na verdade é a maioria, são pessoas que não estão no centro do debate sócio-político.

Foto; Daniel Arroyo
Foto; Daniel Arroyo

Na sua opinião, como a arte pode colaborar para construir uma sociedade mais justa?

Acredito que a arte empodera as pessoas, pois gera uma visão crítica, a partir do momento que as tira da zona de conforto. Mexe com um lado do cérebro que não é racional. Acho que faz com que a pessoa tenha a capacidade de pensar mais no abstrato, e a pessoa acaba tendo uma visão de mundo diferente, que não teria se ela ficasse vivendo aquele mundo muito cartesiano que a sociedade põe de frente pra gente. Vivemos em uma sociedade muito pragmática. Acho que a arte é uma maneira de acabar com esse pragmatismo. Assim, as pessoas se tornam mais críticas e fazemos com que a sociedade seja mais justa.

We never think about eating as a political act, even though our choices are directly linked to social and environmental issues. Fair production and trade, water consumption of each product we buy at the market and carbon footprint of food transportation are only a few of the concerns we should take into consideration before giving the first bite in an apparently innocent snack. The organization Slow Food International does a great work raising awareness into the civil society and promoting fair, healthy, harmonic initiatives that both respect the environment and communities. Here are highlights of their interview!

Wheat farmer in Australia
Wheat farmer in Australia

1. What is Slow Food International’s purpose?

Slow Food is committed to restoring the value of food and to grant the due respect to those who produce it in harmony with the environment and ecosystems, thanks to their traditional knowledge. Since 1996 Slow Food has started to work directly with small-scale producers in order to help them safeguard agro biodiversity and traditional knowledge through projects like the Ark of Taste, that collects small-scale quality productions that belong to the cultures, history and traditions of the entire planet and today have almost 4,500 products on board. Or Presidia, that sustain quality production at risk of extinction, protect unique regions and ecosystems, recover traditional processing methods, safeguard native breeds and local plant varieties. One of the projects Slow Food is most proud of is “10.000 Gardens in Africa”, launched in 2010. The Gardens are created by local communities who plant traditional vegetables, fruits, culinary and medicinal herbs using sustainable techniques, involving young people and drawing on the knowledge of the elderly. The aim is to promote biodiversity, value African gastronomic cultures and raise awareness about big issues like GMOs, land grabbing and sustainable fishing. Around a third of the gardens are in schools, serving as open-air classrooms with an important educational function and often supplying healthy, fresh vegetables for school meals. This, in turn, is training a network of leaders aware of the value of their land and their culture. The other gardens are run by communities, and the produce is used primarily to improve the nutritional value of the community members’ everyday diet, while any surplus is sold to generate supplementary income.

In 2004, Slow Food launched the Terra Madre network, which brings together food producers, fishers, breeders, chefs, academics, young people, NGOs and representatives of local communities from 160 countries. In a world dominated by industrial production, Terra Madre, which means Mother Earth, actively supports the small-scale farmers, breeders, fishers and food artisans around the world whose approach to food production protects the environment and communities.

2. What is your mission and vision of the world?

Slow Food was founded to counter the rise of fast food and fast life, the disappearance of local food traditions and to encourage people to be aware about the food they eat, where it comes from, how it tastes and how our food choices affect the rest of the world. Slow Food envisions a world in which all people can access and enjoy food that is good, clean and fair. Good, because it is healthy in addition to tasting good; clean because it is produced with low environmental impact and with animal welfare in mind; and fair because it respects the work of those who produce, process and distribute it. For this reason Slow Food works to defend biodiversity and to promote a sustainable and environmentally friendly food production and consumption system; to spread sensory education and responsible consumption; and to connect producers of quality foods with co-producers (conscious consumers) through events and initiatives.

Farmer's market
Farmer’s market

3. The Slow Food movement has gained more momentum in the last years. What would you consider as the main reasons behind the increased global awareness of the way we consume food?

We think that today, due to the increasing level of illnesses related to our daily food, people are starting to realize that their actions and daily choices have a repercussion on their health. People are starting to be more accurate in their food choices, on where they buy their food, on what’s inside what they eat. Also the concerns about the environmental challenges, like climate change, has increased the attention consumers are paying to how their choices can mitigate them. The industrial food system of production and consumption is in fact the first cause of pollution, CO2 production, loss of biodiversity. Today, Slow Food involves over a million activists, chefs, experts, youth, farmers, fishers and academics in over 160 countries. Among them, a network of around 100,000 Slow Food members are linked to 1,500 local chapters worldwide.

4. Are you committed to the Sustainable Development Goals or do you address some of the SDGs with your projects?

Some of the Sustainable Development Goals share our philosophy and our aim. Our philology, good, clean and fair tackles several SDGs, naming good health and wellbeing, responsible production and consumption, decent work and economic growth. We are working to address the huge problem of food waste, by organizing events like Disco Soup through our Young network, where people cook only food that would have been thrown away. That means that we are trying to help reach the zero hunger goal and that we vision sustainable cities and communities that would weigh as less as possible on the environment. Industrial animal production (linked to high levels of meat consumption) is responsible for 14% of greenhouse gas emissions, if we take into account the whole chain from food production to final consumption. Similarly, aquaculture consumes immense quantities of fishmeal, pollutes the water and, in many parts of the world, is responsible for the destruction of wide swathes of mangrove forest. On 2015 Slow Food launched an appeal called “Let’s not eat up our planet! Fight Climate Change” which aimed to sensitize the public on how much the agriculture weights on the climate change issue. Also for the “life on land and below water”, we are really sensitive about animal wellbeing, and we organize every two year an event called Slow Fish completely dedicated to sustainable fisheries and marine ecosystems.

Slow Food International has built a network with chefs worldwide
Slow Food International has built a network with chefs worldwide

5. Do you think food industries are getting more committed to producing food with less environmental, health and social impact? What are your main challenges to get them on board?

We have recently seen an increase of attention regarding these aspects. If industries are interested in finding more sustainable solutions for the environment and the health (in a serious way and not for marketing reasons) we are ready to facilitate the process and give advice.

6. Horyou is the social network for social good. What’s the importance of internet and social media to spread the message of movements like Slow Food and other positive initiatives?

We think that internet is a fundamental tool that can be used to share ideas, visions and experiences all over the world. For example people, especially youngsters and producers, could share their experiences to see how a same problem is tackled in different areas of the globe. Conversely, we don’t think it’s a useful tool if it takes place of human interactions and communications.

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The social entrepreneur Ilaina Rabbat co-founded Amani Institute with the wish to address one of the biggest challenges of our times: education for social change. Based in Nairobi, Kenya, the institute offers courses on social innovation management, short term courses for professionals on leadership and management, and tailored programs for companies and educational institutions, all focused on the social sector. In this interview to Horyou blog, Ilaina talks about her motivations to work with social innovation, Sustainable Development Goals and her wishes for the next 20 years:

Interactive classes at Amani Institute
Interactive classes at Amani Institute

When and why have you decided to become a social entrepreneur?

It was in 2010 when I was working at Ashoka, where I met Roshan Paul (my current co-founder). We were discussing the importance of training professionals to solve the world’s gaps, as opposed to market gaps. Education and social change have always been my passions. I had already had experiences in both sectors. Now was the time to put those passions to the service of a project that I deeply believe in. Amani Institute was that. In 2012 Roshan and I moved to Nairobi, Kenya, leaving behind comfort and security to start something that almost no one believed could work!

What’s the social or environmental impact of your project?

Our mission is to develop professionals who produce social impact by creating new models of education and training that enable people to develop new practical skills and experiences for their professional toolkit, as well as a personal understanding of their own leadership journey, and the global networks necessary for long-term career success. All this while simultaneously reducing the high cost of a world-class global education. As a result, we build much-needed talent and capacity in organizations addressing social problems, thus enabling more effective operations across the entire social sector.

Field trips
Field trips

Which Social Development Goals does your project address?

We directly address the “Quality Education” goal but indirectly all of them, since our mission is to train people to contribute to these goals.

What is the biggest challenge for a social entrepreneur?

To never give up! There are many moments when you think your idea is not realistic. Those are hard moments. You have to stick to your long-term vision to go through the ups and downs of an entrepreneurial journey.

Classes at Amani Institute
Classes at Amani Institute

What inspires you to face everyday’s challenges?

What inspires me is hope! To believe that it is possible to have a better world and that we, human beings, can make it happen.

What’s the importance of social networks to your project? Within our social network for social good Horyou.com, we host more than 1000 social entrepreneurs who advocate their impact-driven projects. To what extent do you consider the role of the Internet and social platforms in fostering social entrepreneurship and, by extension, social impact?

At Amani Institute, social media is central to our goals because we are a global organization that wants to attract people that want to live a life of meaning and impact from all around the world. It would be almost impossible to do it without the force of the Internet and social media.

Interactive Social Innovation classes
Interactive Social Innovation classes

How do you see the future of social entrepreneurship? Where do you see your project in 20 years

I think social entrepreneurship will be the norm. We see at Amani Institute that more and more people want to have a meaningful life where they can have a real impact in the world and in someone else’s life. Not necessarily through starting a social venture but through bringing new solutions to social problems in different sectors such as the private and public ones. That is what we call them social Intrapreneurs.

I hope to see my project dying in 20 years because we are not needed anymore. I hope that by 2037 it will be the norm in education and training to talk about social impact and meaning. That everyone who wants will be able to have a life where they are aligned with themselves and with the world. I see a world full of social innovators and a much better world for all.

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