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O que há em comum entre os grandes navegadores que descobriram novos continentes no século XV e os empreendedores de nossos dias? A inovação sempre esteve presente em projetos de ontem e de hoje, e é o que garante a sobrevivência e a sustentabilidade de um empreendimento. É sob essa premissa que o empreendedor Leandro Jesus discute a nova economia do século XXI no livro “Exploradores de um mundo em transformação”. Lançado em formato digital em março este ano, a obra está em processo de crowdfunding para ter sua versão impressa publicada. Leandro Jesus concedeu a seguinte entrevista ao Horyou:

Leandro Jesus

Qual é o principal foco de discussão do livro?

A transição para uma nova economia e seus impactos para os negócios e a sociedade como um todo. Estamos construindo, nesse início de século 21, as bases de um novo modelo que vai romper com os padrões do sistema econômico dominante nos últimos séculos e impactar na forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos em sociedade. Um momento de profunda transformação, uma mudança de era, habilitada pelo uso intensivo de tecnologia. Acredito que momentos como esse demandam exploração, ou seja, busca por novos caminhos. É hora de assumirmos nosso espírito explorador e encontrarmos soluções para um mundo melhor, para nós e para as próximas gerações. Esse é o foco do livro.

O livro trata da nova economia. Quais são os aspectos mais marcantes dos negócios do futuro?

O ponto de partida é a capacidade de adaptação a um futuro volátil e incerto. Com o progresso tecnológico exponencial e a democratização da informação e conhecimento, aumentam as exigências por parte de consumidores e cidadãos. Acredito que os negócios do século 21 precisarão operar com um propósito que traga significado às pessoas, entregar experiências positivas para seus clientes, habilitar a realização de talentos e vocações no ambiente de trabalho e, ainda, gerar impacto positivo para sociedade e meio ambiente. Organizações tradicionais, com suas estruturas burocráticas e foco prioritário em crescimento e lucro, terão dificuldade nesse novo contexto. Por isso, estamos vendo o surgimento de uma infinidade de novos negócios de base digital que são ágeis, enxutos, descentralizados e orientados para causar impacto positivo ao seu redor.

Qual será a importância dos temas sociais e ambientais nessas empresas?

Está cada vez mais claro que não podemos pressupor crescimento econômico infinito num mundo com recursos naturais finitos. Hoje, no entanto, numa competição por espaço e escala, empresas de todo tipo estão degradando o meio ambiente numa velocidade sem precedentes. Da mesma forma, crescimento econômico não é suficiente sem progresso social – se nossa sociedade não consegue suprir necessidades básicas nem consegue garantir o bem-estar de todos seus cidadãos, não pode ser considerada bem-sucedida. É ingenuidade acharmos que esses problemas são apenas do Estado, pois as corporações são a base de sustentação da economia. Em todo o mundo, crescem movimentos de incentivo a negócios que estejam voltados para resolver problemas sociais e ambientais por meio de seus produtos e serviços. Penso então que veremos maior número de empresas conscientes, que busquem equilíbrio e integração de resultados financeiros com impacto ambiental e social. No fundo, precisaremos de organizações mais comprometidas com o bem-estar coletivo, que nos ajudem a construir a sociedade que desejamos – empresas que pensem apenas em si próprias não terão vida longa no século 21.

Livro já foi lançado em versão digital

Tecnologia e sustentabilidade podem trabalhar juntas?

Devem. A tecnologia está evoluindo num ritmo cada vez mais acelerado, que certamente vai viabilizar o surgimento de novos negócios e extinção de outros. Penso, no entanto, que a grande questão não é a evolução da tecnologia em si, mas o potencial que ela tem para mudar nossas vidas para melhor. É nisso que temos que focar. É possível que, em breve, a tecnologia nos permita abundância de energia limpa, transporte inteligente e recursos materiais, por exemplo. Talvez possamos migrar para uma era de produtos e serviços praticamente gratuitos, precipitando um crescimento meteórico da economia colaborativa e a ruína do Capitalismo tradicional. Particularmente, acredito que a revolução digital seja tão impactante para nós quanto foi o surgimento da energia elétrica ou da imprensa escrita, e acho até difícil visualizar agora a profundidade de suas consequências futuras para a sociedade.

Horyou é a rede social para o bem social. Qual o papel das redes na nova economia?

Nesse mundo digital, no qual estamos todos informados e conectados, veremos grandes instituições e suas hierarquias serem cada vez mais questionadas por redes de indivíduos conectados. O futuro está nas redes e na colaboração. Juntos somos mais fortes e podemos fazer a diferença ao nosso redor.

Horyou apoia as iniciativas de inovação social que ajudam o mundo a alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, e é organizadora do SIGEF, o Fórum de Inovação Social e Ética Global. Seja a mudança, seja Horyou!

Organized by UNDP, the Social Good Summit will have guests and artists from all over the world to promote a message of justice

Social Good Summit 2017
Social Good Summit 2017

Held annually during the United Nations General Assembly week, the Social Good Summit focuses on the challenges of the 2030s. With its art installations, musical performances and conferences, the Summit will take place in New York on the 17th of September, and will adjoin a Geneva chapter, on October 13th, of which Horyou, the social network for social good, is media partner.

In a rapidly changing world, the New York Summit will contemplate the future via a dynamic exploration of life by 2030, exploring ways and means to unlock the potential of technology in order to make the world a better place.

Famous personalities, including The Color Purple’s actress Cynthis Erivo and Game of Thrones’ actor Nikolaj Coster-Waldau, are on the list of confirmed guests. An Emmy, Grammy and Tony awards-winning actress and singer, Erivo has been outspoken about the power of using your name and reputation to promote racial and social justice causes. Best known as a member of the villainous Lannister family in Game of Thrones, Nikolaj Coster-Waldau is a UNDP Goodwill Ambassador for gender equality and climate change.

The two personalities will be joined on stage by a host of activists to introduce innovative solutions to global issues, that includes:

ElsaMarie D’Silva, CEO & Founder of Safecity

Rocky Duwani, Singer-Songwriter

Ronald de Jong, Executive Vice President at Philips & Chairman of the Philips Foundation

Erika Ender, Singer-Songwriter

Filippo Grandi, United Nations High Commissioner for Refugees

Kate Hampton, CEO of the Children Investment Fund Foundation

Munira Khalif, United Nations U.S. Youth Observer

Rina Kupferschmid-Rojas, Head of Sustainable Finance at UBS & Society

Rachel Kyte, CEO & Special Representative of the UN Secretary for Sustainable Energy for All

Dr. Rebecca Martin, Director of the Center for Global Health (CGH) at the US Centers for Disease Control and Prevention (CDC)

Peter Maurer, President of the International Committee of the Red Cross

David Miliband, President & CEO of the International Rescue Committee

Lawrence O’Donnell, Anchor of MSNBC’s The Last Word with Lawrence O’Donnell

Juliana Rotich, Co-Founder of BRCK & Ushahidi

Martha Isabel “Pati” Ruiz Corzo, Director of Grupo Ecológico Sierra Gorda I.A.P.

Horyou and the Social Good Summit Geneva

Horyou is media partner of SGSGeneva 2017, a closed door event targeting high level decision makers and impact finance, entrepreneurs, governments, international organizations and large private sector companies. It will be marked by networking sessions and discussions that should take the SDGs to a higher level. It will be hosted in Geneva, an important hub for sustainable finance.

More information about the Social Good Summit in New York on http://mashable.com/sgs/

The Social Good Summit in Geneva http://www.europe.undp.org/content/geneva/en/home/ourwork/social-good-summit.html

Horyou is the Social Network for Social Good, which connects, supports and promotes social initiatives, entrepreneurs, and citizens who help the implementation of the Sustainable Development Goals to build a more harmonious and inclusive world. Horyou is also the host of SIGEF, the Social Innovation and Global Ethics Forum, taking place in Astana, Kazakhstan during the EXPO 2017, from 5-7 September. We invite you to Be the Change, Be Horyou!

Transformar milhas de viagens em benefícios para projetos sociais de educação. Essa é a proposta do Milhas do bem, lançado pela Smiles este mês para estimular o voluntariado entre seus funcionários e a doação de milhas entre seus clientes. O objetivo do projeto é apoiar instituições parceiras que trabalham com educação de crianças e jovens e que atuam com projetos que vão desde capacitação para o trabalho até educação através do esporte. Entrevistamos o CEO da Smiles, Leonel Andrade, sobre o projeto.

Evento de lançamento do Milhas do Bem, com todas as instituições parceiras. Foto Denise Andrade
Evento de lançamento do Milhas do Bem, com todas as instituições parceiras. Foto Denise Andrade

Como surgiu o projeto de responsabilidade social e voluntariado da Smiles?

Com foco na missão da empresa de “transformar milhas em sorrisos”, percebemos que poderíamos ajudar a preparar as novas gerações para atuarem no desenvolvimento humano e social e diminuir as desigualdades, proporcionando a crianças e jovens em situação de risco, educação e alternativas de futuro, para que possam exercer sua cidadania e se sentir parte da sociedade. A partir daí contratamos um consultor para nos ajudar a desenhar o projeto, definir as causas e escolher as instituições participantes do Milhas do Bem.

Qual é o objetivo do projeto em seu primeiro ano?

Na verdade, não há um objetivo específico, mas o compromisso de disseminar essa semente entre colaboradores, clientes e parceiros da Smiles, para que juntos, realizemos o maior número de projetos possíveis. Por esse motivo, a Smiles participará ativamente das doações, oferecendo uma milha a mais a cada milha doada.

Quais são as instituições parceiras?

São seis instituições que atuam em projetos nas áreas de educação/ empreendedorismo/ gestão e uma instituição de voluntariado. São elas: ✓ Cruzada ✓ Instituto Reação ✓ Parceiros Voluntários ✓ Junior Achievement ✓ Fundação Dom Cabral ✓ ESPM Social ✓ CEPAC (voluntariado).

As atividades vão desde a capacitação de jovens para o mercado de trabalho, passando por oficinas de linguagem, teatro, atendimento psicológico, à iniciação aos esportes e capacitação.

Na sua opinião, por que o setor privado deve se envolver em projetos de responsabilidade social?

É responsabilidade dos empresários, empreendedores, gestores das empresas retribuírem e participarem do desenvolvimento da sociedade, não só gerando empregos, mas participando ativamente de projetos sociais. É importante capacitar as novas gerações para a entrada no mercado de trabalho, e de que forma poderíamos fazer isso, se não começar pela educação. O Milhas do Bem não é um projeto da Smiles, mas de toda a sociedade, que tem como objetivo auxiliar os menos favorecidos por meio da doação de milhas para os projetos voltados à educação e empreendedorismo ou, no caso do voluntariado, de horas dos colaboradores da Smiles durante o expediente, para dar aulas, trocar cartas com as crianças ou dar dicas de finanças pessoais, por exemplo.

Horyou é uma rede social para o bem social. Qual a importância estratégica da internet e das redes sociais para o projeto de responsabilidade social e voluntariado da Smiles?

A internet é democrática e pode ser alcançada de qualquer parte do mundo e para um projeto de responsabilidade social e voluntariado, precisamos que nossas crenças, nossas mensagens cheguem a todos os cantos, sem discriminação. A melhor forma de multiplicar nossas ideias é distribuí-las nos canais digitais, nas redes sociais. É importante que as empresas encorajem seus parceiros, clientes e colaboradores a compartilhar nossos sonhos de contribuir para que crianças e jovens tenham esperança de um futuro melhor. Além disso, a Smiles é 100% digital e baseada em transações pela internet, ou seja, esse canal é o nosso dia-a-dia, nosso meio de negócios.

Horyou apoia as iniciativas de inovação social que ajudam o mundo a alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, e é organizadora do SIGEF, o Fórum de Inovação Social e Ética Global. Seja a mudança, seja Horyou

On the International Day of the World’s Indigenous Peoples, the UN warns about the vulnerability of native populations around the globe.

Native Americans, Indiana
Native Americans, Indiana

Forty UN agencies and other international organizations made a joint statement today, raising awareness on the critical situation of native populations on the 10th anniversary of the UN Declaration on the Rights of Indigenous People. Despite acknowledging the progress that has been made in terms of their formal recognition in several countries, the UN alerts that they continue to face discrimination, marginalization and lack of basic rights.

Indigenous Raramuris from Mexico
Indigenous Raramuris from Mexico

“While indigenous peoples have made significant advancements in advocating for their rights in international and regional fora, implementation of the Declaration is impeded by persisting vulnerability and exclusion, particularly among indigenous women, children, youth and persons with disabilities,” said the joint statement.

There are an estimated 370 million indigenous people in some 90 countries around the world. Practising unique traditions, they retain social, cultural, economic and political characteristics, bringing diversity and richness to the societies in which they live.

Indigenous people from Brazil
Indigenous people from Brazil

The United Nations Declaration on the Rights of Indigenous Peoples, from 13 September 2007, defends minimum standards for the well-being, survival and dignity of indigenous peoples. The document established their rights to self-determination, traditional lands, territories and resources, education, culture, health and development. The declaration took more than 20 years to negotiate and is a benchmark of rights and reconciliation. However, many challenges remain – violence and rights violations are, in some countries, more common now than decades ago.

Indigenous experts from Canada, Congo, Ecuador and Namibia will discuss the issue at a special event at UN Headquarters in New York, on Wednesday, 9 August, International Day of the World’s Indigenous Peoples. UN offices around the world are also celebrating the day with special events and activities, including in Australia, Brazil, Colombia and Mexico. In order to raise awareness and promote the anniversary on social media, the UN created a branded emoji for the hashtags #WeAreIndigenous and #IndigenousDay, that will be live from 8 August to 15 September on Twitter.

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Eurostat launched a report showing the progression of the European Union towards the 2020 social and economic targets.

The report highlights the main achievements of  EU 2020 targets
The report highlights the main achievements of EU 2020 targets

2020 is only three years from now and, surely, a lot has been already accomplished. Still there’s so much left to do in such short time. One major point raised by Eurostat is that he European Union lacks cohesion between its member States when it has to deliver better levels of employment and productivity while reducing the impact on the environment.

Europe 2020 targets cover five areas of concern: Employment, Research & Development, Climate Change & Energy, Education and Poverty Reduction. Each member state has its own national target within the common targets. By analyzing the data, Eurostat, the statistical office of the EU, produced a report called “Smarter, greener, more inclusive?”, in which it details the Unions accomplishments since 2008, as well as it outlines the programs major trends.

The report thus highlights the “substantial progress” made in the area of climate change and energy, through the reduction in greenhouse gas emissions and energy consumption, combined with an increase in the use of renewable sources of energy. Positive developments have been made also in education, through an increased tertiary education and a reduced number of early leavers from higher education.

The areas where progress was limited were employment and R&D expenditure, while poverty reduction has reached poor results since 2008.

When analyzing each EU Member State data, Eurostat shows there’s still a lack of cohesion among the 27 countries. When it comes to reducing greenhouse gases emissions, for example, States as Portugal and Denmark have surpassed their targets on energy consumption and efficiency when France and Italy are still far from honoring their commitments and are hardly likely to do so by 2020.

From the poverty reduction perspective, only a few countries, like Austria and Bulgaria, have shown a slight development, while Spain and Greece are struggling to reach the 2020 targets. Currently, 23% of the EU population faces the risk of poverty or social exclusion, while employment rates among females have risen since 2008, inducing a vulnerability of this gender group.

Access the full report here

All 2020 targets are directly or indirectly related to the UN Sustainable Development Targets and are part of the EU commitment to the social and economic inclusion of its population.

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