CSR

Barcelona is hosting its 8th annual Corporate Social Responsibility Week, an event which connects the public sector to companies and non-profit organizations to discuss the recent developments in CSR. Horyou team has visited the venue and reports on some success stories.

8th CSR Week Barcelona took place from 14th to 18th November

What can a food bank do about global warming? Why should a healthcare and beauty products industry career coach unemployed women? Those are merely signs that CSR is pushing companies to go beyond their backyard. We all find profit in a better world.

The 8th edition of the annual CSR Week in Barcelona was an indication that many companies are trying to run the extra mile through their environmental and social actions. On a panel titled «Conferencias Soc-Eco-Amb», held on Tuesday, four organizations from very diverse industries showcased their actions.

Miguel Ángel Trabado, Henkel Beauty and Healthcare regional head of Professional Partnership Services (PPS), shared the «Fundación Quiero Trabajo» experience inaugurated this year. The project provides hairdressing, clothing, styling and professional coaching to unemployed women, helping them to recover from a job loss and restore their self-confidence. So far, 53 women have received assessment and advice, and 71% have found a new job. «It’s important to notice that most of the work is done by volunteers, and the great majority are women as well», he said. It is a global project that has produced remarkable results in Spain, with a high rate of successful job placements.

Speaking for Metro de Madrid on its recently launched CSR Policy, in line with the 11th and 13th UN Sustainable Development Goals on Sustainable Cities and Climate Action respectively, Monica Mariscal insisted on the company’s commitment to invest in innovation and technology in order to deliver the best user travel experience. Metro de Madrid is thus reusing 80% of its consumed water and, in 2017, it will reduce by 25% its energy consumption. Insisting on the responsibility to cater for the vast diversity of its users, she disclosed that «From a social perspective, the company has a commitment to diversity, and is building accessible stations and training both employees and people with disability to better use the metro». The goal is to have 73% of all stations accessible to people with disability by 2030.

Ana Gonzales talks about the CSR and Environment projects in Caprabo

As for the national supermarket chain Caprabo and its microdonations program, it is striving to reduce food waste, as well as to support people in need. Hence, the company donate small quantities of its unsold products – a pack of eggs in which just one is broken, for instance -, to non-profit organizations or food banks. This sounds simple but it requires some logistics in relation to food preservation and employee training to send out only items that are safe for consumption. According to Ana Gonzales, in charge of CSR and Environment for Caprabo, «The program is a success as it helps to feed 788 families per year. It also reduces food waste by more than 2,000 tons».

Caprabo micro donations go to organizations like Banc dels Aliments de Barcelona, a food bank that provides 18,000 tons of food to 137,000 people in Catalonia. In addition to putting meals on needy families tables, the organization has recently signed an agreement with the public sector by which it is working on reducing CO2 emissions. According to Joan Bosch, Economic Resources Coordinator, it is an extra challenge they are happy to take. «We have changed all our lamps to LED and are looking forward to reducing our emissions by more than 2,300 tons of CO2 in 2017», he stated. It is all done thanks to volunteering work and donations, and we aim higher each year. «Poverty is more intense and chronic than ever. We cover only 27% of families in need, and we expect to improve this number and the quality of what people are eating», he added. It will be done, of course, with lower emissions and the tireless commitment to building a better society.

O Brasil é o campeão mundial de violência contra as pessoas transgênero – além da gravidade das ameaças físicas, há outro tipo de violência menos visível. O preconceito contra essa parcela da população leva à marginalização e à falta de oportunidades de trabalho, estudo e integração à sociedade. Pensando nesse cenário, a empresa de bebidas Pernod Ricard Brasil fez uma parceria com as ONGs Transemprego e a Casal para lançar uma iniciativa de transformação e inclusão: um programa que oferece cursos profissionalizantes gratuitos na área de coquetelaria, já que essas pessoas encontram mais abertura no ambiente de bares e casas noturnas. Cinco turmas já foram organizadas e os participantes já vêm usando modernas técnicas nacionais e internacionais para preparação de coqueteis e atendimento ao público. No final, todas ganham um certificado da Drink Design, que é uma das empresas mais renomadas do Brasil nesse quesito. Entrevistamos Luana Iurillo, porta-voz da Pernod Ricard Brasil, sobre essa iniciativa de inclusão e profissionalização.

Alun@s do curso de profissionalização em coquetelaria

Quando e por que a Pernod Ricard decidiu lançar o projeto de formação do público transgênero?

O treinamento de bartenders para o público transgênero faz parte de uma campanha chamada Absolut Art Resistance. Essa campanha possui foco no público LGBTQ+, especialmente nos Transgêneros. Por isso, firmamos parceria com artistas renomadas como Mc Linn da Quebrada e As Bahias e a Cozinha Mineira, que permeiam este universo. Por outro lado, não temos como pensar em Transgêneros sem levar em consideração que essa parte da população ainda é muito vulnerável na sociedade por causa do preconceito e, por isso, enfrenta mais obstáculos do que o normal para ingressar no mercado de trabalho. A partir disso, pensamos em oferecer o curso de bartender e barback para gerar conhecimento a esses participantes para que eles possam ter qualificação para trabalharem em eventos e festas.

Já existia algo parecido no exterior ou foi uma iniciativa 100% local?

Absolut apoia a arte e a criatividade como motores do progresso no mundo todo desde a década de 70. Porém, por mais que a campanha Art Resistance retrate o posicionamento global da marca, este é um projeto idealizado pela Pernod Ricard Brasil. Estamos sempre apoiando produções do universo artístico e LGBTQ+. Um exemplo claro de que isso está no nosso DNA é que, recentemente, aqui no Brasil, Absolut foi uma das primeiras empresas a se posicionar publicamente em sua fanpage sobre a polêmica da “cura gay”. Além disso, no passado, a marca já firmou parceria com grandes nomes da arte, como Keith Haring, Andy Warhol, Joyce Tenneson, Ross Bleckner e entre outros.

Qual o potencial a empresa vê nesses alunos?

Os participantes estão enxergando nesse curso uma oportunidade de profissionalização. Tornar-se um bartender profissional exige muita disciplina e técnica. Todos eles conseguiram assimilar isso já no primeiro dia. Eles estão bastante animados e recebemos um retorno que ficaram muito felizes com essa chance que estão tendo. Para nós, é gratificante poder participar ativamente dessa formação e acompanhar de perto a evolução de cada um deles. Esperamos que eles sejam os primeiros a gerar uma consciência para o mundo sobre a grande oportunidade que existe de profissionalizar pessoas com um grau de energia e força de vontade para fazer a diferença. E que tudo isso não tem a ver com identidade de gênero ou orientação sexual.

Vale ressaltar ainda, que, este ano, Absolut promoverá uma festa como parte das ativações da campanha Art Resistance. Nesse evento nós vamos convidar os melhores alunos do curso para já atuarem profissionalmente, colocando em prática todo o aprendizado que foi adquirido. Além disso, vamos indicá-los para toda nossa rede de fornecedores que atuam nesse universo de festas, bares e mixologia. Uma ótima notícia é que até os sócios da Drink Design já sinalizaram interesse em chamar alguns alunos para fazerem parte do staff da empresa.

Horyou apoia as iniciativas de inovação social que ajudam o mundo a alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, e é organizadora do SIGEF, o Fórum de Inovação Social e Ética Global. Seja a mudança, seja Horyou!

Um fundo de investimentos criado para estimular a inovação aplicada ao meio ambiente – essa é uma das estratégias da Inseed Investimentos para estimular o empreendedorismo sustentável no Brasil. João Pirola, diretor da empresa, fala ao Horyou blog sobre como investir em negócios verdes pode ir além do ‘politicamente correto’ e trazer lucros e inovação para o negócio.

Quando o fundo foi lançado e qual a proposta por trás de sua criação?

Dentre as iniciativas de inovação, existe um espaço para as pequenas e médias empresas inovadoras que buscam desenvolver soluções que impactam direta e positivamente o meio ambiente. A principal questão destas empresas menores é ter acesso a recursos para conseguir fazer isso em escala maior e velocidade. Da mesma forma que as grandes empresas industriais têm muito recurso para explorar e para produzir, as pequenas e médias também deveriam ser capazes de acessar recursos para desenvolver suas soluções inovadoras e assim, gerarem grande impacto no meio ambiente. Neste contexto e com esta proposta surgiu o Fundo FIP Inseed FIMA, criado pelo BNDES em 2012, e gerido pela Inseed Investimentos. Empresas do setor de tecnologias limpas, com faturamento de até R$ 20 milhões ao ano, podem candidatar-se a receber aporte de capital do Fundo. São R$ 165 milhões de capital comprometido para aporte em até 20 empresas até o fim de 2017. O Fundo contempla três eixos de investimento: Soluções Ambientais, Tecnologias Avançadas e Agropecuária Sustentável, e Novos Modelos.

João Pirola. Foto Cláudio Camarotta

Um dos grandes temas correntes é a inovação social – você acredita que negócios responsáveis social e ambientalmente podem gerar lucros tão expressivos quanto os de negócios tradicionais?

Sim. Eu diria que empreendedorismo, inovação e meio ambiente são os grandes temas do momento. Tudo que a gente fizer do ponto de vista industrial, econômico, urbano ou agrícola tem que estar dentro de uma equação de menor impacto: Como recuperar aquela matéria prima? Como fazer uma melhor compostagem? Como usar menos agrotóxico? Como fazer mais coisas orgânicas? Mas tudo isso também pensando em rentabilidade e economia, pois o sustentável, a princípio, não pode ser mais caro, se não ele vai criar uma restrição. A nova agenda do século XXI implica inovações tecnológicas e a capacidade de empreendê-las, com o olhar sobre o meio ambiente sempre presente.

Como você vê o futuro da inovação ambiental?

O caminho é o incentivo e o estimulo à inovação tecnológica. A Inseed é gestora de um fundo de inovação em meio ambiente, criado pelo BNDES e pioneiro no Brasil. Acreditamos que grande parte dos problemas ambientais atuais, que foram gerados com a industrialização, ou com a urbanização, podem ser acolhidos, equacionados e até minimizados com a aplicação de inovação tecnológica em diversas áreas. Ao trazermos a temática “inovação ambiental”, queremos convidar o empreendedor a ter um novo olhar sobre o meio ambiente.

Horyou apoia as iniciativas de inovação social que ajudam o mundo a alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, e é organizadora do SIGEF, o Fórum de Inovação Social e Ética Global. Seja a mudança, seja Horyou!

Transformar milhas de viagens em benefícios para projetos sociais de educação. Essa é a proposta do Milhas do bem, lançado pela Smiles este mês para estimular o voluntariado entre seus funcionários e a doação de milhas entre seus clientes. O objetivo do projeto é apoiar instituições parceiras que trabalham com educação de crianças e jovens e que atuam com projetos que vão desde capacitação para o trabalho até educação através do esporte. Entrevistamos o CEO da Smiles, Leonel Andrade, sobre o projeto.

Evento de lançamento do Milhas do Bem, com todas as instituições parceiras. Foto Denise Andrade
Evento de lançamento do Milhas do Bem, com todas as instituições parceiras. Foto Denise Andrade

Como surgiu o projeto de responsabilidade social e voluntariado da Smiles?

Com foco na missão da empresa de “transformar milhas em sorrisos”, percebemos que poderíamos ajudar a preparar as novas gerações para atuarem no desenvolvimento humano e social e diminuir as desigualdades, proporcionando a crianças e jovens em situação de risco, educação e alternativas de futuro, para que possam exercer sua cidadania e se sentir parte da sociedade. A partir daí contratamos um consultor para nos ajudar a desenhar o projeto, definir as causas e escolher as instituições participantes do Milhas do Bem.

Qual é o objetivo do projeto em seu primeiro ano?

Na verdade, não há um objetivo específico, mas o compromisso de disseminar essa semente entre colaboradores, clientes e parceiros da Smiles, para que juntos, realizemos o maior número de projetos possíveis. Por esse motivo, a Smiles participará ativamente das doações, oferecendo uma milha a mais a cada milha doada.

Quais são as instituições parceiras?

São seis instituições que atuam em projetos nas áreas de educação/ empreendedorismo/ gestão e uma instituição de voluntariado. São elas: ✓ Cruzada ✓ Instituto Reação ✓ Parceiros Voluntários ✓ Junior Achievement ✓ Fundação Dom Cabral ✓ ESPM Social ✓ CEPAC (voluntariado).

As atividades vão desde a capacitação de jovens para o mercado de trabalho, passando por oficinas de linguagem, teatro, atendimento psicológico, à iniciação aos esportes e capacitação.

Na sua opinião, por que o setor privado deve se envolver em projetos de responsabilidade social?

É responsabilidade dos empresários, empreendedores, gestores das empresas retribuírem e participarem do desenvolvimento da sociedade, não só gerando empregos, mas participando ativamente de projetos sociais. É importante capacitar as novas gerações para a entrada no mercado de trabalho, e de que forma poderíamos fazer isso, se não começar pela educação. O Milhas do Bem não é um projeto da Smiles, mas de toda a sociedade, que tem como objetivo auxiliar os menos favorecidos por meio da doação de milhas para os projetos voltados à educação e empreendedorismo ou, no caso do voluntariado, de horas dos colaboradores da Smiles durante o expediente, para dar aulas, trocar cartas com as crianças ou dar dicas de finanças pessoais, por exemplo.

Horyou é uma rede social para o bem social. Qual a importância estratégica da internet e das redes sociais para o projeto de responsabilidade social e voluntariado da Smiles?

A internet é democrática e pode ser alcançada de qualquer parte do mundo e para um projeto de responsabilidade social e voluntariado, precisamos que nossas crenças, nossas mensagens cheguem a todos os cantos, sem discriminação. A melhor forma de multiplicar nossas ideias é distribuí-las nos canais digitais, nas redes sociais. É importante que as empresas encorajem seus parceiros, clientes e colaboradores a compartilhar nossos sonhos de contribuir para que crianças e jovens tenham esperança de um futuro melhor. Além disso, a Smiles é 100% digital e baseada em transações pela internet, ou seja, esse canal é o nosso dia-a-dia, nosso meio de negócios.

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A responsabilidade social empresarial é essencial para a evolução dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Como parte do compromisso de retratar iniciativas bem-sucedidas que promovem a inclusão social e a preservação do meio ambiente, entrevistamos Henrique Hélcio, Coordenador do Grupo de Trabalho Coprodutos da Usiminas, um dos maiores complexos siderúrgicos das Américas. Nessa conversa com o Horyou blog, Henrique fala do projeto Caminhos do Vale, que viabiliza a pavimentação de estradas rurais no Vale do Aço, em Minas Gerais, a partir de rejeitos do processo industrial. A iniciativa já aplicou mais de 1 milhão de toneladas utilizadas em cerca de 600 quilômetros de estradas rurais, na restauração de 50 quilômetros de vias urbanas e na recuperação de 35 pontes, encostas e áreas degradadas.

Estrada pavimentada pelo programa Caminhos do Vale, da Usiminas
Estrada pavimentada pelo programa Caminhos do Vale, da Usiminas

Qual o envolvimento da Usiminas com os objetivos de desenvolvimento sustentável? A qual deles o projeto Caminhos do Vale é direcionado?

O Caminhos do Vale está inserido no Programa de Sustentabilidade Usina Circular da Usiminas, que, como o próprio nome sugere, tem como base o conceito de Economia Circular e se apoia nos três pilares da sustentabilidade. Ao todo, o Usina Circular conta com quatro vertentes que têm como objetivo reduzir a emissão de CO2, ampliar a eficiência, evitar o desperdício e conservar ou aumentar a vida útil das matérias-primas, bem como inovar para garantir a sua durabilidade.

No caso específico do Caminhos do Vale, que conta com a coparticipação das prefeituras, a Usiminas destina adequadamente o material originado de seu processo industrial; incentiva a implementação de projetos socioambientais, a exemplo da recuperação de 684 nascentes e da proteção da fauna e da flora, como contrapartida à doação do agregado siderúrgico; e promove a melhoria do acesso viário das comunidades, especialmente as rurais, o que impacta diretamente a economia, a educação, a segurança e a qualidade de vida dos moradores.

Pavimentação de Santana do Paraíso
Pavimentação de Santana do Paraíso

Além do Caminhos do Vale, há outros projetos de sustentabilidade social e ambiental? Pode citar alguns?

Sim, a Usiminas conta com diversos projetos e programas voltados para essa temática. Especificamente em relação ao Usina Circular, podemos destacar o projeto Junto e Misturado – Baia de Mistura de Resíduos. A partir da revisão de práticas operacionais, adequação e adaptação de equipamentos já existentes, o projeto tornou possível a captação e reciclagem da lama fina originada na produção na Usina de Ipatinga. Antes depositada em aterro industrial, a lama reciclada passou a ser utilizada em substituição ao uso de minério e antracito no processo produtivo da siderúrgica.

A reciclagem da lama trouxe resultado nos três pilares da sustentabilidade. No ambiental, houve a redução da disposição do material em aterro industrial, assim como a preservação de recursos naturais como minério e antracito, devido à menor demanda. O projeto também fez a diferença para a comunidade, com redução de 60% ao mês no número de viagens de caminhões em vias públicas (redução de 550 viagens/mês) durante transportes de material para o aterro industrial. A produção também se tornou eficiente com economia anual de R$ 3,4 milhões em aquisição de matérias-primas.

Equipe da Caminhos do Vale
Equipe da Caminhos do Vale

Na sua opinião, qual o papel das empresas em transformar positivamente o mundo em que vivemos? Acredita que o setor privado está se envolvendo mais com questões sociais e ambientais?

Acredito que já houve avanços nesse sentido, mas ainda estamos longe do ideal. Especialmente no setor industrial, vivemos mais de dois séculos dentro do modelo linear de produção, que é o extrair, fabricar e descartar, sem uma preocupação sobre o que estamos deixando de herança para as gerações futuras. Mudar paradigmas e adotar ações realmente efetivas no caminho do modelo circular, especialmente na maneira como nos relacionamos com matérias-primas e resíduos, são movimentos que ainda podem encontrar resistência dentro das empresas. Ainda assim, é inegável que o tema está mais presente do que nunca na agenda corporativa e que estamos criando novos espaços de discussão e ação. Acredito que as empresas podem e devem retornar às comunidades e ao meio ambiente tudo aquilo que é de certa forma retirado deles no processo industrial.

Horyou apoia as iniciativas de inovação social que ajudam o mundo a alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

An active member of our platform and an engaged social enterprise, beyondBeanie was created in 2014 to support Bolivian women artisans by re-selling their products and reverting part of the profits to social projects. In the following interview, Beyond Beanie’s founder, Hector Alvarez, tells us his story, makes plans for the future and talks about the importance of social entrepreneurship. An awarded member of SIGEF, Hector shares his experience of our most awaited event!

The beyongBeanie team with Bolivian children
The beyongBeanie team with Bolivian children

– What’s the story behind the foundation of beyondBeanie?

In summer of 2013, I travelled to Bolivia to go on a backpacking trip together with my wife and friends, among whom was Paty, a long-time friend and co-founder of the project.  While there, I noticed that there were a lot of women doing knitted handicrafts such as beanies and scarves on the streets of La Paz and the way they made their living was through the sale of these items to tourists. I could see that their lives were not easy.

I bought a handful of different hats from a few different artisans which I took back to Europe to give as souvenirs to my friends and family. While I was giving them my gifts, I talked to them about my experience lived in Bolivia as well as showed them pictures of the women who made these products. My friends immediately found this a cool concept to actually know who made their beanie. This positive reaction from my friends gave me motivation to want to start a social enterprise which would help provide much needed jobs to artisans in Bolivia. After a lot of planning, bB was finally born in March 2014.   

In addition to empowering artisans, Paty and I decided to expand the concept to not just provide work to artisans but also to help street and orphan children with every item sold. That’s how they idea of 1 hat = 5 meals was born which then expanded to other products, such as as bags = school supplies, bracelets = dental care, etc.

Bolivian artisans working on their products
Bolivian artisans working on their products

– You have a strong link with Bolivian artisans. How have you been supporting them with the project?

The artisans who make our products are all women from difficult backgrounds, such as women who have been abandoned by their husbands or boyfriends with two to five children to raise as single mothers or women who have had no opportunity to get an education and can barely read and write.

Through beyondBeanie, we are able to provide these women with the opportunity to work from home while taking care of their children.  Furthermore, we also support their children with school supplies, school uniforms, meals etc.

– How do you think you can empower these artists by selling their products?

One of the important issues which we wanted to do with bB was to not just provide our artisans with work, but also to help boost their self-esteem. When we first met, many of our artisans were quite shy and had very little pride in their work. In fact, many of them had nobody ever tell them that they have an incredible talent and that they do an amazing job. Therefore, in the same way as for example a painter signs his/her paint, each one of our artisans signs her finished product. Then, clients have the opportunity to meet their artisans through our site and even send thank-you letter if they want. This whole mechanism, while quite simple, plays an extremely powerful role in boosting our artisans’ self esteem.

The project boosts the self-esteem of the artisans
The project boosts the self-esteem of the artisans

– What was your biggest accomplishment with beyondBeanie?

The biggest accomplishment is seeing how our work is helping to make a difference in the lives of our artisans, as well as seeing the lives changed of the children we support with the help of our supporters. Thanks to our fans and customers, we’ve been able to provide over 10,000 meals and are currently able to give work to about 25 artisans. Our next stage is to increase our presence at retail outlets in the USA and Europe. For this, we are networking with different agents distributors and shop owners.  

– Do you believe sustainable businesses are the future of capitalism?

I do believe so. Thanks to the internet, nowadays, people are more and more aware about everything which is going on in the world and want to play a more active role in helping change the world for the better. Companies which facilitate this role to consumers will have a clear advantage over those companies who don’t.

beyondBeanie supports  children with school supplies, school uniforms and meals
beyondBeanie supports children with school supplies, school uniforms and meals

– Horyou is now organising the 3rd edition of SIGEF. You were awarded a prize in 2014, and last year you were part of the jury. How do you evaluate SIGEF and its impact on organizations worldwide?

For us, SIGEF 2014 was key to validate our business concept as well as to have much needed initial capital to start our first production of winter hats. This is aside the incredible networking which we did with like-minded individuals. SIGEF 2015 was equally important for us! It was a great honor to be invited to be part of the jury.

I really believe that SIGEF is a great portal to network with fellow changemakers, validate ideas and even find funding!

By Vívian Soares

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