Brasil

Fundada em 1985, a Casa Pequeno Davi é uma organização incansável no compromisso com crianças e adolescentes em vulnerabilidade social e em situação de rua. Desde os anos 1990, o trabalho social realizado na capital da Paraíba, João Pessoa, vem se ampliando para atender ao entorno familiar de crianças e adolescentes, atuando também em escolas do bairro do Roger, onde funcionava o lixão metropolitano, e também no estado do Ceará. Hoje, a Casa Pequeno Davi é uma organização que atua nos espaços de formulação de políticas públicas (conselhos, fóruns e redes), conquistando parcerias ao longo do tempo e conquistando a credibilidade da comunidade e da sociedade em geral. Leia mais sobre esse membro ativo da nossa plataforma Horyou!

A Casa Pequeno Davi promove atividades de apoio a crianças e adolescentes na Paraíba e no Ceará
A Casa Pequeno Davi promove atividades de apoio a crianças e adolescentes na Paraíba e no Ceará

Quais são as principais inspirações para o trabalho da Casa Pequeno Davi?

A defesa dos direitos, o respeito à pessoa humana, a ética, a responsabilidade, a transparência, participação, a igualdade e a democracia plena.

Que tipo de impacto a organização deseja causar no mundo?

Uma sociedade justa e responsável, onde os direitos humanos, sobretudo de crianças e adolescentes, sejam respeitados e efetivados.

De que forma as redes sociais e a tecnologia influenciam no dia a dia da organização?

Maior visibilidade da organização por parte da sociedade em geral, possibilitando novas parcerias. Ainda com a possibilidade de inserção do público (crianças, adolescentes e familiares) na chamada inclusão digital por meio dos cursos, oficinas oferecidos pela instituição por meio das parcerias.

Quais foram as principais evoluções da atuação da organização em relação à comunicação e as novas tecnologias?

Visando ampliar sua visibilidade, a organização investiu na comunicação, utilizando todos os meios de comunicação possíveis (site, blog, redes sociais, campanhas e materiais impressos). Hoje, a Casa Pequeno Davi é uma organização de referência na área defesa dos direitos humanos, em especial de crianças e adolescentes no Estado da Paraíba.

A organização faz parcerias para promover atividades variadas com as crianças
A organização faz parcerias para promover atividades variadas com as crianças

Qual a importância de participar de uma rede social do bem social como a Horyou?

No mundo globalizado, a participação em uma rede social com a amplitude da Horyou, é de fundamental importância para ampliar a escala da visibilidade institucional. A conexão com outras organizações, o compartilhamento dos objetivos e das ações fortalece a metodologia do trabalho para o alcance da missão.

Vivemos em uma era de constante transformação. Quais são as mudanças positivas que você deseja para a sua comunidade e para as gerações futuras?

Acreditamos que, em primeiro lugar, precisamos de uma consciência ambiental globalizada porque as gerações futuras dependem do nosso comportamento atual. Não é mais possível conviver com o desrespeito em todos os níveis, seja entre as pessoas, seja com o ambiente em que vivemos.

Estamos contribuindo para a formação cidadã de crianças e adolescentes que são prioridade absoluta, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente. Esse público precisa ter seus direitos efetivados na prática para que possam ter melhoria na qualidade de vida e um amanhã diferente.

A Horyou é a rede social do bem social. Conectamos e apoiamos iniciativas sociais, empreendedores e cidadãos que promovem a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, para que possamos construir um mundo mais harmonioso e inclusivo. Seja a mudança, seja Horyou!

A responsabilidade social empresarial é essencial para a evolução dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Como parte do compromisso de retratar iniciativas bem-sucedidas que promovem a inclusão social e a preservação do meio ambiente, entrevistamos Henrique Hélcio, Coordenador do Grupo de Trabalho Coprodutos da Usiminas, um dos maiores complexos siderúrgicos das Américas. Nessa conversa com o Horyou blog, Henrique fala do projeto Caminhos do Vale, que viabiliza a pavimentação de estradas rurais no Vale do Aço, em Minas Gerais, a partir de rejeitos do processo industrial. A iniciativa já aplicou mais de 1 milhão de toneladas utilizadas em cerca de 600 quilômetros de estradas rurais, na restauração de 50 quilômetros de vias urbanas e na recuperação de 35 pontes, encostas e áreas degradadas.

Estrada pavimentada pelo programa Caminhos do Vale, da Usiminas
Estrada pavimentada pelo programa Caminhos do Vale, da Usiminas

Qual o envolvimento da Usiminas com os objetivos de desenvolvimento sustentável? A qual deles o projeto Caminhos do Vale é direcionado?

O Caminhos do Vale está inserido no Programa de Sustentabilidade Usina Circular da Usiminas, que, como o próprio nome sugere, tem como base o conceito de Economia Circular e se apoia nos três pilares da sustentabilidade. Ao todo, o Usina Circular conta com quatro vertentes que têm como objetivo reduzir a emissão de CO2, ampliar a eficiência, evitar o desperdício e conservar ou aumentar a vida útil das matérias-primas, bem como inovar para garantir a sua durabilidade.

No caso específico do Caminhos do Vale, que conta com a coparticipação das prefeituras, a Usiminas destina adequadamente o material originado de seu processo industrial; incentiva a implementação de projetos socioambientais, a exemplo da recuperação de 684 nascentes e da proteção da fauna e da flora, como contrapartida à doação do agregado siderúrgico; e promove a melhoria do acesso viário das comunidades, especialmente as rurais, o que impacta diretamente a economia, a educação, a segurança e a qualidade de vida dos moradores.

Pavimentação de Santana do Paraíso
Pavimentação de Santana do Paraíso

Além do Caminhos do Vale, há outros projetos de sustentabilidade social e ambiental? Pode citar alguns?

Sim, a Usiminas conta com diversos projetos e programas voltados para essa temática. Especificamente em relação ao Usina Circular, podemos destacar o projeto Junto e Misturado – Baia de Mistura de Resíduos. A partir da revisão de práticas operacionais, adequação e adaptação de equipamentos já existentes, o projeto tornou possível a captação e reciclagem da lama fina originada na produção na Usina de Ipatinga. Antes depositada em aterro industrial, a lama reciclada passou a ser utilizada em substituição ao uso de minério e antracito no processo produtivo da siderúrgica.

A reciclagem da lama trouxe resultado nos três pilares da sustentabilidade. No ambiental, houve a redução da disposição do material em aterro industrial, assim como a preservação de recursos naturais como minério e antracito, devido à menor demanda. O projeto também fez a diferença para a comunidade, com redução de 60% ao mês no número de viagens de caminhões em vias públicas (redução de 550 viagens/mês) durante transportes de material para o aterro industrial. A produção também se tornou eficiente com economia anual de R$ 3,4 milhões em aquisição de matérias-primas.

Equipe da Caminhos do Vale
Equipe da Caminhos do Vale

Na sua opinião, qual o papel das empresas em transformar positivamente o mundo em que vivemos? Acredita que o setor privado está se envolvendo mais com questões sociais e ambientais?

Acredito que já houve avanços nesse sentido, mas ainda estamos longe do ideal. Especialmente no setor industrial, vivemos mais de dois séculos dentro do modelo linear de produção, que é o extrair, fabricar e descartar, sem uma preocupação sobre o que estamos deixando de herança para as gerações futuras. Mudar paradigmas e adotar ações realmente efetivas no caminho do modelo circular, especialmente na maneira como nos relacionamos com matérias-primas e resíduos, são movimentos que ainda podem encontrar resistência dentro das empresas. Ainda assim, é inegável que o tema está mais presente do que nunca na agenda corporativa e que estamos criando novos espaços de discussão e ação. Acredito que as empresas podem e devem retornar às comunidades e ao meio ambiente tudo aquilo que é de certa forma retirado deles no processo industrial.

Horyou apoia as iniciativas de inovação social que ajudam o mundo a alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

A Caravana Siga Bem, projeto da Companhia Brasileira de Marketing, uniu forças com a ONU para promover os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil. O projeto tem como público-alvo os caminhoneiros e a cadeia produtiva que envolve o setor de transportes no País. O Horyou Blog conversou com Phablo Gouvêa, sociólogo, especialista em sustentabilidade e coordenador de responsabilidade social da Caravana Siga Bem.

A Caravana Siga Bem se uniu à ONU para promover os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
A Caravana Siga Bem se uniu à ONU para promover os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

A Caravana Siga Bem já é um projeto estabelecido. Quando ele foi criado e com quais objetivos?

A Caravana Siga Bem está percorrendo as estradas do Brasil há mais de uma década. O projeto vem ao longo desses anos somando esforços com diversas empresas, governos, entidades e organizações sociais brasileiras espalhadas pelos quatro cantos do Brasil na promoção dos direitos humanos dos caminhoneiros, em uma série de ações como palestras, serviços gratuitos de saúde e apresentações de projetos sociais. Desde 2003, já acompanhávamos o nascimento do “Disque 100” a partir das discussões promovidas com a CPI que tratava da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Naquela época buscava-se uma clara definição sobre quais eram as políticas públicas necessárias ao enfrentamento de situações de violência sexual e o que precisava ser feito a partir dos relatos de abuso para oferecer um atendimento digno e eficaz para a cidadania, na prevenção e no resgate das crianças e adolescentes já vitimadas. No âmbito desse debate, o Siga Bem Criança surgia como o primeiro projeto brasileiro com foco exclusivo na comunidade estradeira para combater a exploração sexual infanto-juvenil e o turismo sexual nas rodovias. A iniciativa ganhou força com a adesão da Caravana Siga Bem, que, por sua vez, se tornou o maior projeto itinerante brasileiro, pioneiro no estabelecimento de diálogos com as comunidades em postos de combustíveis. Nesta última edição, atravessamos em nove meses, 22 estados da federação, centenas de cidades interioranas, litorâneas e a capital do País, tratando de temas extremamente complexos com um público que tem igualmente seus direitos humanos violados todos os dias.

É a primeira vez que a Caravana Siga Bem tem como foco os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Quais os objetivos dessa parceria inédita?

Em 2016, a partir de um convênio firmado com a ONUBR, a Caravana Siga Bem se propôs ao desafio de divulgar Brasil a fora os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) onde são previstas diversas ações globais nas áreas da saúde, educação, igualdade de gênero, erradicação da pobreza, redução das desigualdades, mudança do clima, entre outros. Nosso objetivo de norte a sul do País, vai ao encontro do lema desta ação: “não deixar ninguém para trás”. Com isso, colaboramos com a iniciativa da ONUBR de promover em nossas carretas os três pilares essenciais dessa estratégia mundial: a erradicação da pobreza, o combate à desigualdade social e conter as mudanças climáticas. Em comemoração a essa parceria inédita a Caravana Siga Bem apresentou a peça teatral “Ó Xente! E os Direitos da Gente?”, que tem o clássico Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes, como referência para mostrar a busca dos cidadãos pela conquista e exercício dos direitos humanos. Na peça, os 17 ODS são tratados como importante mecanismo de construção de uma sociedade mais justa e igualitária, trazendo à comunidade estradeira que, em boa parte, nunca assistiu a um espetáculo de teatro, a emergência da Agenda 2030 da ONU e o conhecimento de suas agências e programas. Na peça, escrita por Josemir Medeiros e com direção de Tito Teijido, a figura quixotesca é encarnada por um caminhoneiro que, durante a sua viagem, precisa combater os “monstros” com os quais se depara. Os “monstros” são inimigos que tiram da população a possibilidade de uma vida digna ao cerceá-la de direitos básicos como: educação, saúde, condições dignas de trabalho, tolerância à diversidade e o respeito ao meio ambiente. A peça é encenada pelos próprios caminhoneiros e produtores do projeto e acontecem à noite. Segundo o diretor artístico do projeto, “a missão do teatro é explicitar para esse público o discurso transformador que também é a missão da Caravana Siga Bem, tida como a Caravana dos Direitos Humanos. Como a encenação é para seus pares o resultado da mensagem é muito mais eficaz. É um discurso de igual para igual”.

Entre agosto de 2016 e março de 2017, na Caravana Siga Bem, aproximadamente 4.325 mil caminhoneiros tiveram a pressão arterial aferida, 2.884 testes de glicemia foram executados, 2.049 vacinações contra febre amarela, tétano e hepatites virais foram aplicadas, 1.952 testes rápidos de HIV/Aids e sífilis realizados, milhares de folhetos sobre os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável bem como sobre as DST’s foram distribuídos juntamente com preservativos. Além desses serviços, também foram feitas medidas da circunferência abdominal, orientações sobre ergonomia e uso indiscriminado de álcool e drogas sintéticas, alavancando bons resultados na promoção dos ODS no Brasil. Blockquote

O teatro é uma ferramenta de debate sobre direitos sociais
O teatro é uma ferramenta de debate sobre direitos sociais

Quais são alguns dos marcos desse projeto?

A parceria firmada entre a Cobram – Companhia Brasileira de Marketing (empresa que realiza a Caravana Siga Bem) – e a ONUBR, na promoção dos 17 ODS, é uma forma de demonstrar o compromisso da empresa com a Agenda 2030 e suas metas. Isto já havia se tornado evidente quando a empresa aderiu, em 2015, ao WEPs (traduzido do inglês como Princípio de Empoderamento das Mulheres), iniciativa da ONU Mulheres para o empoderamento feminino no ambiente de negócios. Neste sentido, a Cobram se abriu à capacitação interna sobre esse assunto tendo parcerias como a Cepia e o Instituto Patrícia Galvão, fomentou o selo Siga Bem Mulher, divulgou a Lei Maria da Penha entre os caminhoneiros, promoveu o Ligue 180, articulando centenas de secretarias municipais, organizações sociais e a partiipação de gestoras públicas com mandato de implementação de políticas para as mulheres nas palestras da Caravana Siga Bem. Isso ressalta a participação das mulheres em um segmento notadamente conhecido como masculinizado, machista e misógino. Em 2017, a Cobram se tornou empresa signatária da Rede Brasileira do Pacto Global, fundado em 2003 e que representa hoje a 4ª maior rede local, com mais de 700 signatários. Atuando em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), está sob a gestão de um comitê com 36 organizações de referência em sustentabilidade e empresas líderes em setores estratégicos para a economia brasileira.

ACaravana Siga Bem promove discussões sobre direito das mulheres
ACaravana Siga Bem promove discussões sobre direito das mulheres

Como funciona essa parceria entre os caminhoneiros e o projeto? Porque o foco neste público em especial?

Apesar dos caminhoneiros movimentarem boa parte da nossa economia, esta categoria tem nos seus desafios diários os seus direitos humanos violados constantemente. Diante disso, nas mais de 100 paradas em postos de combustíveis espalhados pelos quatro cantos do País, a Caravana Siga Bem vem buscando impulsionar a garantia desses direitos e chamar a atenção de toda a comunidade estradeira para aderirem a Agenda 2030.

A Caravana Siga Bem tem seu foco no caminhoneiro. Mas, em geral, quando as pessoas observam um caminhão na estrada, chama mais atenção o veículo do que o sujeito que dirige a máquina. O caminhoneiro passa por invisível. Isto revela o enorme desafio que temos pela frente. Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), em todo o Brasil há uma frota de caminhões que ultrapassa os dois milhões. Em relação ao transporte de cargas no sistema rodoviário, de acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), há mais de 600 mil registros de transportadores autônomos em circulação. No território brasileiro 58% da mercadoria que circula no sistema rodoviário é responsabilidade do transporte de cargas. Temos, portanto um enorme campo de atuação na emancipação dos direitos humanos desse grupo, na promoção do direito do caminhoneiro aos mecanismos básicos de justiça, saúde e aos tratamentos existentes indispensáveis na construção de sua cidadania e de uma sociedade mais justa e igualitária.

A Caravana oferece serviços de saúde, palestras e orientação aos caminhoneiros.
A Caravana oferece serviços de saúde, palestras e orientação aos caminhoneiros.

O Brasil é um país continental cortado por estradas, e os caminhoneiros são atores importantes nessa aproximação de diferentes culturas e estados. Conte um pouco dos objetivos da Caravana Siga Bem em 2017.

O caminhoneiro é o profissional de um segmento da nossa economia de grande relevância no abastecimento e transporte de cargas, grãos, vestuário, remédios, etc. É pela estrada, em boa parte, que chega até nossas casas tudo aquilo que precisamos para o nosso cotidiano. A emergência da Agenda 2030 busca promover o reconhecimento da insustentabilidade do consumo desenfreado, das mudanças na temperatura do planeta e a necessidade de erradicação da pobreza em todas as suas dimensões. Estes são os maiores desafios da humanidade e, portanto, um requisito indispensável para a manutenção da qualidade da vida no planeta Terra para as próximas gerações segundo a ONU. Em 2017 continuaremos a juntar esforços com a sociedade, governos, empresas signatárias, organizações da sociedade civil, articuladores de redes, movimentos sociais, caminhoneiros, estradeiros e profissionais rodoviários para levar à todos os cantos do País esta poderosa mensagem na promoção do desenvolvimento sustentável e de uma cultura de paz.

Contar histórias emocionantes para promover mudanças positivas na sociedade. Esse é o propósito do publicitário Marco Iarussi, que promove campanhas digitais na internet com o objetivo de arrecadar fundos para projetos de cunho social e humanitário. Fundador do projeto “Curta a Ideia – Vídeos que Mobilizam”, Marco é um membro ativo da nossa plataforma e um dos concorrentes ao SIGEF Project Awards. Ele falou com o nosso blog sobre suas conquistas, planos para o futuro e sobre a proposta de fazer “marketing pelo bem”.

Curta a Ideia apresentando o seu projeto no SIGEF
Curta a Ideia apresentando o seu projeto no SIGEF

1. Qual é a história do Curta a Ideia?

Sou publicitário e conheci a jornalista Tati Vadiletti quando trabalhávamos em um programa de televisão, na cidade de São Paulo. Apesar de sermos apaixonados pela comunicação e o audiovisual, sentíamos que aquele trabalho não despertava uma transformação na vida das pessoas. Nós acreditamos que a comunicação é uma ferramenta poderosa para transformar realidades, por isso fomos em busca do nosso sonho: contar histórias através de vídeos que mobilizam.

Foi por isso que em 2011 surgiu o ‘Curta a Ideia’ com a proposta de ser um canal de vídeos na internet que promove iniciativas e profissionais que oferecem o seu talento para transformar realidades. Nossa intenção sempre foi registrar histórias de pessoas que conectadas com seu coração, que serviam ao próximo ou defendiam uma causa. Por conta disso, o trabalho teve uma grande aceitação com organizações do terceiro setor; foi então que encontramos o nosso propósito: colocar nossa expertise com comunicação e audiovisual a serviço de grande causas, impulsionando iniciativas na internet com um video envolvente, que convida a uma transformação. É isso que sempre fizemos: vídeos que mobilizam! Nosso slogan é o que melhor nos define: “luz, câmera e coração”!

2. Um trabalho paralelo que você desenvolve são as campanhas de marketing digital para pessoas carentes. O que motivou a criação desse projeto?

Nosso propósito sempre foi usar a comunicação para promover o bem e nós acreditamos no poder da internet para gerar bondade. Embora o propósito das redes sociais seja conectar pessoas, o ambiente tecnológico muitas vezes distancia o homem das relações humanas. Nossa intenção com as campanhas sociais é criar a oportunidade para quebrar esse gelo, gerar conexões, oferecer ao usuário das redes a chance de praticar a empatia e, quem sabe, transformar uma vida.

3. Uma das campanhas mais bem-sucedidas que você desenvolveu foi para uma paciente que necessitava de células-tronco. Como você conheceu a história da Gigi e o que te mobilizou a trabalhar nessa campanha voluntariamente?

A campanha da Gigi foi extraordinária. Um caso que veio para comprovar a nossa missão de vida. Conhecemos a Gigi no Centro Espiritual do João De Deus, um médium brasileiro conhecido internacionalmente. Ela estava lá em busca da cura e o caso dela nos chamou muita atenção, por isso sabíamos que as pessoas na internet poderiam se engajar naquela causa. O curioso é que ela estava há muito tempo pedindo ajuda de porta em porta e sua presença na internet era quase inexistente, por isso havia muita dificuldade na arrecadação e o valor de 30 mil dólares era um objetivo quase impossível, mas por obra do acaso, ela encontrou justamente um casal que trabalha com marketing digital para causas sociais. Foi então que começou uma linda história de amor, boas ações e generosidade. Em poucos dias a campanha rodou o mundo e a Gigi recebeu doações do Japão, Finlândia, Austrália, Suiça, entre outros países. Em vinte dias, a campanha teve que ser finalizada, pois já tinha atingido múltiplas vezes o valor necessário, o que possibilitou o pagamento do mesmo tratamento para outras duas pessoas. Essa ação se tornou a maior campanha solidária do Brasil em 2016. Foi muito emocionante receber mensagens de pessoas nos agradecendo por ter dado a elas oportunidade de ajudar o próximo.

Marco Iarussi em uma das gravações para o Curta a Ideia
Marco Iarussi em uma das gravações para o Curta a Ideia

4. Conte quais foram os principais destaques do ano de 2016 e seus planos para 2017.

Além da campanha da Gigi, promovemos também outras três ações, sendo que a do Lucas José pode ser considerada a segunda maior campanha solidária do ano. Atualmente estamos com a campanha ‘Ame a Fernanda’, uma brasileira de 34 anos que foi aceita em pesquisas para a cura da AME – Atrofia Muscular Espinhal nos Estados Unidos. Ela tem grandes chances de sair da cadeira de rodas e voltar a andar, embora o tratamento seja gratuito ela precisa de fundos para custear sua permanência por um ano e meio no país. Estamos empenhados em conseguir mobilizar pessoas que apoiem essa causa, mas é uma corrida contra o tempo, pois ela tem somente até o mês de janeiro para entrar no programa de pesquisas. Para 2017 queremos ampliar a nossa atuação com o marketing pelo bem. Sabemos que muitas pessoas precisam de uma chance para transformar sua vida e que, por outro lado, muitas outras podem praticar a generosidade e olhar para o próximo.

5. Quais são os seus principais desafios e o que te motiva a superá-los?

Nosso maior desafio é nos tornarmos um canal de confiança, onde as pessoas possam realizar doações na certeza de que farão para uma iniciativa transparente, ética e comprometida. Infelizmente, existe uma certa desconfiança com projetos sociais na internet, mas nosso compromisso é com a prestação de contas e transparência das ações, pois devemos estimular a cultura da bondade e da colaboração no ambiente online. Quando as pessoas descobrirem o poder das redes sociais para promover boas ações, elas conseguirão mudar o mundo.

6. Você é um membro ativo de nossa comunidade e, este ano, participou com o seu projeto no SIGEF. Como avalia essa experiência?

Apresentar o nosso projeto no SIGEF2016 foi uma oportunidade de compartilhar com iniciativas globais o nosso propósito de promover o bem na internet. No evento, pessoas do mundo inteiro puderam trocar experiências, aumentar o seu repertório e certamente voltaram com muito mais vontade de fazer acontecer suas melhores intenções. Foi assim com a gente!

7. Qual mensagem você deixaria para a nossa comunidade Horyou?

Dizem que os bons são a maioria e que os querem mudar os mundo são muitos, mas eles estão espalhados por aí… Eu digo que a Horyou é o canal onde essas pessoas se encontram. Sempre que estou na plataforma, me encho de esperança vendo tantas iniciativas incríveis. O que tenho a dizer aos membros da comunidade é que o amor nos conecta e que eu acredito que conseguiremos mudar esse planeta, através deste amor.

Entrevista: Vívian Soares

Em pronunciamento na COP 22, em Marrakesh, Ministro do Meio Ambiente Sarney Filho anuncia que o País sediará o Fórum Mundial da Água em 2018

Ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, durante as negociações da COP22
Ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, durante as negociações da COP22

Brasília será a sede do Fórum Mundial da Água em 2018. Com o tema “Compartilhando Água”, o evento discutirá a relações entre crises hídricas e mudanças climáticas, conforme anunciou o ministro Sarney Filho durante a COP22 em Marrakesh. Com uma série de crises hídricas recentes em seu histórico, o país tem uma posição-chave na conservação dos mananciais, tanto por sua importância geográfica quanto por seu papel de líder regional.

“Nossos cursos d’água e rios estão altamente comprometidos, não só na região Nordeste, mas no Sudeste também”, alertou o ministro. Apesar de as crises estarem evidentemente relacionadas às mudanças climáticas, ele ressaltou que as bacias menos protegidas de vegetação foram mais afetadas. O desmatamento de matas ciliares em bacias como a do Rio São Francisco, por exemplo, é um exemplo da necessidade de agir com rapidez – hoje, 10km de água salgada estão entrando pelo leito do rio em sua foz e há apenas 2% de reservas.

O Fórum Mundial da Água, segundo Sarney Filho, será uma oportunidade de discutir temas como integração de recursos hídricos à gestão pública, participação das comunidades locais e políticas de disponibilidade de água. “Precisamos priorizar iniciativas sustentáveis e resilientes em projetos de infraestrutura. A água engloba, direta ou indiretamente, todos os objetivos de desenvolvimento sustentável”, afirmou.

O diretor presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Abreu, afirma que o processo de escassez hídrica de diversas regiões do país trouxe grandes aprendizados. “Muita coisa evoluiu nos últimos 20 anos em gestão de recursos hídricos. Mas há uma grande fragilidade do Brasil diante de eventos externos, tanto em águas superficiais quando nos aquíferos”, alerta. A crise hídrica, segundo ele, é uma ameaça constante, mesmo em um país em que se convencionou dizer ter uma grande disponibilidade do recurso.

“Em 2014, o Sistema Cantareira, em São Paulo, chegou a inacreditáveis 25% negativos”, relembra. O curioso neste caso, diz Abreu, é que muitos interpretaram o evento como uma seca isolada. Outro exemplo mais recente é o da cidade de Rio Branco, no Acre, que enfrentou em 2016 a maior cheia e a maior seca dos últimos 30 anos. “Precisamos preparar um modelo de gestão, construir reservatórios e mudar os padrões de consumo”, diz.

Estiagens vêm afetando diversas bacias brasileiras
Estiagens vêm afetando diversas bacias brasileiras

Alguns setores, como o de agricultura, já estão se adaptando às novas demandas, reduzindo o uso de água e trabalhando com mais eficiência. É nas cidades, porém, onde se encontram os desafios mais preocupantes – as perdas ultrapassam os 50% e o consumo é elevado, chegando a 320 litros por habitante por dia. O número considerado adequado é de 80 a 120 litros. “Precisamos repensar o consumo e considerar alternativas que foram rejeitadas no passado como redução de perdas, reuso urbano de água e dessalinização”, afirma.

A boa notícia é que o quadro pode ser revertido com políticas públicas e mudanças culturais, que já estão em curso. “Crimes ambientais como o de Mariana trouxe a atenção para a bacia do Rio Doce. A qualidade da água tornou-se uma das preocupações principais das pessoas”. A expectativa é que o Fórum Mundial da Água se torne uma das conferências mais importantes, em que os temas da água e das mudanças climáticas sejam definitivamente conectados. “A água deve fazer parte de nossa agenda política relevante para garantirmos segurança hídrica sustentável para todos os usos no nosso País”, disse o diretor presidente da ANA.

Escrito por Vívian Soares

Uma família criada através da arte – é assim que os membros da Associação dos Artesãos de Birigui de A a Z gostam de se definir. Aos 3 anos de fundação, a associação hoje promove uma arte de cunho sustentável e social. Neste mês de outubro, em que se comemora o Dia das Crianças no Brasil, a Associação se engajou em um projeto social pela infância – cada cliente que levar um brinquedo usado terá descontos na compra de uma peça nova. Os brinquedos arrecadados com essa ação serão entregues a crianças carentes. Conheça mais esse membro ativo da nossa comunidade Horyou!

Algumas das artesãs da Associação
Algumas das artesãs da Associação

– Conte um pouco sobre a Associação e como ela começou.

Estamos completando 3 anos da fundação da associação com a finalidade de reunir artesãos de Birigui e outras cidades do interior de São Paulo. A cidade ficou reconhecida como a capital nacional dos calçado infantil pela suas indústrias. Nossa associação surgiu da união de amigos que colocaram em pratica seus dons artísticos que aprenderam ao longo da vida.

Nosso associados são mulheres e homens aposentados e de diferentes carreiras que sempre tiveram o amor pela arte e pelo bem social. Neste momento de crise pelo qual o Brasil passa, alguns associados perderam seus empregos e buscam na arte uma forma de se sustentar. Hoje a associação tem uma casa que foi transformada em Ateliê, ponto de venda e encontros diários dos artistas.

Alguns produtos vendidos na loja da Associação
Alguns itens vendidos na loja da Associação

– Quais são os planos da Associação para o próximo ano?

Atraves de projetos sociais, vamos convidar crianças e adolescentes de 8 até 16 anos para fazer cursos gratuitos, pra que possam aprender a fazer artesanato e ter uma profissão no futuro. Os cursos serão ministrado por todos os participantes da Associação, que hoje somam 13 pessoas engajadas em projetos de cunho social e sustentável. Todo o material será disponibilizado gratuitamente para as crianças e adolescentes.

A grande maioria das peças e objetos que criamos é feita com tecidos e material doado pelas fábricas de calçados. Através dessas doações, nós podemos criar nossas peças e contribuir para que sejam utilizados os materiais que seriam descartados e colocados no lixo, levando muitos anos para se decompor na natureza.

Muitos itens de artesanatos são feitos de materiais que iriam para o lixo
Alguns dos itens de artesanatos são feitos de materiais que iriam para o lixo

– Como vocês conseguiram colocar em pratica este projeto e se ajudam entre si?

Nós criamos um modelo de cooperativa e união dos nossos sonhos para realizar este projeto. Se cada um de nós fosse buscar um espaço de venda e exposição das nossas peças, seria inviável. Através desta união fazemos um rateio de todos os custos que temos mensalmente com contas fixas como: aluguel, energia, água e outros encargos, então dividimos todas as contas e isso passa a ser nossa mensalidade para sermos associados. O valor da mensalidade e de R$ 85 por mês (aproximadamente 30 Euros) para cada associado, assim temos nossa casa linda com todos os produtos que ficam à venda. Parte do lucro das vendas é revertido para o caixa da associação.

Cada associado disponibiliza um tempo da sua vida se dedicando ao nosso espaço, o equivalente a 1 dia e meio por semana, no mínimo.

Hoje a Associação tem ateliê e loja em uma casa própria
Hoje a Associação tem ateliê e loja em uma casa própria

– A Horyou tem três palavras-chave: Agir, Sonhar e Inspirar. O que essas palavras significam para você?

Tudo que nós fazemos todos os dias é usar essas três palavras: Sonhamos todos os dias e decolamos com eles para realizá-los. Agimos como os pioneiros na cidade por acreditar que podemos fazer o bem. Inspiramos pessoas para acreditar que unindo forças e positividade podemos alcançar ótimos resultados. Nós associados criamos uma família através da arte de A a Z por um mundo melhor!

A Associação promove uma ação solidária para o Dia das Crianças
A Associação promove uma ação solidária para o Dia das Crianças

Entrevista de Claudio Rahal

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