Contar histórias emocionantes para promover mudanças positivas na sociedade. Esse é o propósito do publicitário Marco Iarussi, que promove campanhas digitais na internet com o objetivo de arrecadar fundos para projetos de cunho social e humanitário. Fundador do projeto “Curta a Ideia – Vídeos que Mobilizam”, Marco é um membro ativo da nossa plataforma e um dos concorrentes ao SIGEF Project Awards. Ele falou com o nosso blog sobre suas conquistas, planos para o futuro e sobre a proposta de fazer “marketing pelo bem”.

Curta a Ideia apresentando o seu projeto no SIGEF
Curta a Ideia apresentando o seu projeto no SIGEF

1. Qual é a história do Curta a Ideia?

Sou publicitário e conheci a jornalista Tati Vadiletti quando trabalhávamos em um programa de televisão, na cidade de São Paulo. Apesar de sermos apaixonados pela comunicação e o audiovisual, sentíamos que aquele trabalho não despertava uma transformação na vida das pessoas. Nós acreditamos que a comunicação é uma ferramenta poderosa para transformar realidades, por isso fomos em busca do nosso sonho: contar histórias através de vídeos que mobilizam.

Foi por isso que em 2011 surgiu o ‘Curta a Ideia’ com a proposta de ser um canal de vídeos na internet que promove iniciativas e profissionais que oferecem o seu talento para transformar realidades. Nossa intenção sempre foi registrar histórias de pessoas que conectadas com seu coração, que serviam ao próximo ou defendiam uma causa. Por conta disso, o trabalho teve uma grande aceitação com organizações do terceiro setor; foi então que encontramos o nosso propósito: colocar nossa expertise com comunicação e audiovisual a serviço de grande causas, impulsionando iniciativas na internet com um video envolvente, que convida a uma transformação. É isso que sempre fizemos: vídeos que mobilizam! Nosso slogan é o que melhor nos define: “luz, câmera e coração”!

2. Um trabalho paralelo que você desenvolve são as campanhas de marketing digital para pessoas carentes. O que motivou a criação desse projeto?

Nosso propósito sempre foi usar a comunicação para promover o bem e nós acreditamos no poder da internet para gerar bondade. Embora o propósito das redes sociais seja conectar pessoas, o ambiente tecnológico muitas vezes distancia o homem das relações humanas. Nossa intenção com as campanhas sociais é criar a oportunidade para quebrar esse gelo, gerar conexões, oferecer ao usuário das redes a chance de praticar a empatia e, quem sabe, transformar uma vida.

3. Uma das campanhas mais bem-sucedidas que você desenvolveu foi para uma paciente que necessitava de células-tronco. Como você conheceu a história da Gigi e o que te mobilizou a trabalhar nessa campanha voluntariamente?

A campanha da Gigi foi extraordinária. Um caso que veio para comprovar a nossa missão de vida. Conhecemos a Gigi no Centro Espiritual do João De Deus, um médium brasileiro conhecido internacionalmente. Ela estava lá em busca da cura e o caso dela nos chamou muita atenção, por isso sabíamos que as pessoas na internet poderiam se engajar naquela causa. O curioso é que ela estava há muito tempo pedindo ajuda de porta em porta e sua presença na internet era quase inexistente, por isso havia muita dificuldade na arrecadação e o valor de 30 mil dólares era um objetivo quase impossível, mas por obra do acaso, ela encontrou justamente um casal que trabalha com marketing digital para causas sociais. Foi então que começou uma linda história de amor, boas ações e generosidade. Em poucos dias a campanha rodou o mundo e a Gigi recebeu doações do Japão, Finlândia, Austrália, Suiça, entre outros países. Em vinte dias, a campanha teve que ser finalizada, pois já tinha atingido múltiplas vezes o valor necessário, o que possibilitou o pagamento do mesmo tratamento para outras duas pessoas. Essa ação se tornou a maior campanha solidária do Brasil em 2016. Foi muito emocionante receber mensagens de pessoas nos agradecendo por ter dado a elas oportunidade de ajudar o próximo.

Marco Iarussi em uma das gravações para o Curta a Ideia
Marco Iarussi em uma das gravações para o Curta a Ideia

4. Conte quais foram os principais destaques do ano de 2016 e seus planos para 2017.

Além da campanha da Gigi, promovemos também outras três ações, sendo que a do Lucas José pode ser considerada a segunda maior campanha solidária do ano. Atualmente estamos com a campanha ‘Ame a Fernanda’, uma brasileira de 34 anos que foi aceita em pesquisas para a cura da AME – Atrofia Muscular Espinhal nos Estados Unidos. Ela tem grandes chances de sair da cadeira de rodas e voltar a andar, embora o tratamento seja gratuito ela precisa de fundos para custear sua permanência por um ano e meio no país. Estamos empenhados em conseguir mobilizar pessoas que apoiem essa causa, mas é uma corrida contra o tempo, pois ela tem somente até o mês de janeiro para entrar no programa de pesquisas. Para 2017 queremos ampliar a nossa atuação com o marketing pelo bem. Sabemos que muitas pessoas precisam de uma chance para transformar sua vida e que, por outro lado, muitas outras podem praticar a generosidade e olhar para o próximo.

5. Quais são os seus principais desafios e o que te motiva a superá-los?

Nosso maior desafio é nos tornarmos um canal de confiança, onde as pessoas possam realizar doações na certeza de que farão para uma iniciativa transparente, ética e comprometida. Infelizmente, existe uma certa desconfiança com projetos sociais na internet, mas nosso compromisso é com a prestação de contas e transparência das ações, pois devemos estimular a cultura da bondade e da colaboração no ambiente online. Quando as pessoas descobrirem o poder das redes sociais para promover boas ações, elas conseguirão mudar o mundo.

6. Você é um membro ativo de nossa comunidade e, este ano, participou com o seu projeto no SIGEF. Como avalia essa experiência?

Apresentar o nosso projeto no SIGEF2016 foi uma oportunidade de compartilhar com iniciativas globais o nosso propósito de promover o bem na internet. No evento, pessoas do mundo inteiro puderam trocar experiências, aumentar o seu repertório e certamente voltaram com muito mais vontade de fazer acontecer suas melhores intenções. Foi assim com a gente!

7. Qual mensagem você deixaria para a nossa comunidade Horyou?

Dizem que os bons são a maioria e que os querem mudar os mundo são muitos, mas eles estão espalhados por aí… Eu digo que a Horyou é o canal onde essas pessoas se encontram. Sempre que estou na plataforma, me encho de esperança vendo tantas iniciativas incríveis. O que tenho a dizer aos membros da comunidade é que o amor nos conecta e que eu acredito que conseguiremos mudar esse planeta, através deste amor.

Entrevista: Vívian Soares

SIGEF Project Awards winner talks about her action in Latin America

El Pozo de Vida, the SIGEF Awards winner of 2016
El Pozo de Vida, the SIGEF Awards winner of 2016

This year’s edition of SIGEF focused on innovative solutions for a better future in various fields such as social entrepreneurship, technology, climate, environment and sustainability. In this perspective, SIGEF hosted exceptional speakers, innovators, entrepreneurs and philanthropists all along the conference to defend their ideas and make a positive change in the world.

As every year, a SIGEF project awards ceremony was organized to celebrate the best participating projects that contribute to advancing the United Nations Sustainable Development Goals and promote social good around the world. This year, 20 projects were presented to a jury of international experts and specialists in different fields. The winner of this year’s competition was “El Pozo de Vida A.C.”, an organization that grapples with human trafficking and sexual exploitation through innovative prevention strategies, integral support to victims, empowerment, healing and opportunities for girls and women coming out of the sex industry.

“We work against human trafficking, not just child trafficking but also adult human trafficking because we believe in freedom for everyone.” says Kathleen Gately de Delgado. Kathleen is a young passionate woman, who came all the way from Mexico to Marrakech to represent her organization and share her interest with the rest of the world. “El Pozo de Vida” is operating mainly in Mexico, Guatemala and Brazil. It started six years ago by building a safe home for underage trafficking survivors. Later, the team opened a transition home for girls over 18. Today, “El Pozo de Vida” is operating in two more employment programs. One for women who are 23 to 52 years old working in the red light district, and another for migrants in immigration centers. “In these programs we use development, education, vocational training, psychological and medical care to reach to and help them heal from human trafficking“, says Kathleen.

El Pozo de Vida’s team focuses on prevention of human trafficking on a large scale for better efficiency. First, their concept was about sharing human trafficking victim’s stories on DVDs; but they soon realized that DVDs were outdated and that people were now using smartphones. Thus the virtual reality simulators. They called this prevention program “Awake”. It’s already been launched in Mexico with five five female victims from different places in the world telling their upsetting stories. “The reason trafficking happens is because people dehumanize another person. But, when you hear their voices, when you see them face to face, you connect with them and no longer see them as a statistic, but as a real person”, explains Kathleen.

Also, through virtual reality, the viewer gets closer to the portrayed person. “Hearing and knowing that these are their words, this is what they wanted to say, and these are the questions they have for the world. There is something that touches your heart”, she adds. And these virtual reality simulators did make real change; in schools, for example, children and parents now have a better understanding of the dangers of human trafficking and sexual exploitation. “When we show the program, for example, they don’t get to go right away to the happy ending, because the idea is to talk about what trafficking is and what’s happens after. The story in the middle until the final end gets someone to say: I want to make a difference”. The idea is to screen it in schools and stimulate students to “make a difference” just with small gestures, like sharing on social media and starting to see the dangers.

Kathleen cried when receiving the SIGEF2016 award for best project. On this matter, she expressed gratitude to Horyou and enthusiasm to do more for her organization in the future.

Written by Ghada Jalal

Based in Zurich, Jorge Romero is a Colombian-American photographer with a social good flare and multitasking skills. Alongside his photography project, he also runs a web design company and is nurturing many other projects that will take the best of many years to come. We are happy to feature yet another active Horyou personality in our blog!

Jorge Romero is an active member of our platform
Jorge Romero is an active member of our platform

1. How and when did you become a photographer?

I have creativity in my blood. It started with music while I was growing up, until I realized it’s a crapshoot job. I then Studied Information Systems and got into the corporate world. This is when I started looking for some type of inspiration. I looked to photography. I knew I wanted to create something of my own and, at the same time, stand on my feet doing it. And here I am, self taught in the art of photography over 12 years – and working as a professional photographer for the last 5 years. I now have a startup web design company focusing on small companies and individuals, with photography as one of my services. 

Jorge aims to inspire through his photos
Jorge aims to inspire through his photos

2.   What does photography mean to you?

Photography to me is the art of observing. This means seeing something before it actually happens. Creating something and envisioning it before taking the photograph. Patience is key.

3.  What are your inspiration sources?

My inspiration comes from multiple areas. Traveling, reading peoples stories in life, listening to inspiring speakers, movies, musicians, dancers, nature, and analyzing other photographers’ techniques. Anything that has a creativity element is my inspiration. I harness that when I am behind the camera. 

Shot of the streets of Marrakesh
Shot of the streets of Marrakesh

4.   You create poetic images that give a sense of hope, continuity and optimism. Why did you decide to take this approach?

It’s simple: we need it. It feels good to me and I hope to reciprocate that feeling.

5.   What would you like to achieve as a photographer?

I want to continue inspiring others with my view of life through my lens and I hope to make a difference in people’s lives. I want to educate people on the importance of good photography that has meaning and bring back the quality of a photo that has substance. In our time, we have lost it thanks to the digital camera. 

His works have a sense of continuity and hope
His works have a sense of continuity and hope

6. Do you plan for the images you want to capture beforehand or do you work with an open mind?

I always work with an open mind but sometimes I do not have that luxury when working for some of my clients. For the most part, I make a note on the photos I need for a job or project with open eyes more than open mind. If there is an emotional link with what I observe, then it might be something worth taking a picture of.

7. Do you have a project for 2017 that you would like to share with our community?

A few personal projects. One dealing with a photo series called “Beyond the Frame”. The other is studio work. Working with objects and water on a small scale. The third is a travel series which would probably be towards the end of next year or 2018. In addition, I would like to increase my collaboration with Horyou and its affiliates as regards to the importance of what people are doing around the world. People outside the community need to see and hear more about it.

JRMicro

8.   Horyou’s tagline is dream, inspire and act. What do these words mean to you?

That is a very interesting question because my own tagline is Observe, Create, Inspire. I would tie “dream” with “observe” which to me equates with observing and dreaming about what I think would be a great shot before acting on it. “Act” and “create” go hand in hand. Without it, you end up with nothing to show for your efforts. “Inspire” is what it is all about. What is the point of dream, observe, act, and create if you cannot inspire others with your vision, creativity, and aspirations for doing good. This is what we need more than ever.

Written by Vívian Soares

Jorge Romero’s portfolio: JorgeRomeroPhotography.com

Web Design business: JRPhotoDesign.ch

The Sustainable Development Goals are admirable and necessary –still, they are more an agenda than a set of concrete policies. In a new report, the United Nations Research Institute for Social Development (UNRIDS) shares examples of strategies and real policies to achieve the global objectives by 2030.

Policy Innovations for Transformative Change was launched on October 17th
Policy Innovations for Transformative Change was launched on October 17th

Launched on the International Day for Eradication of Poverty, October 17, Walking the Talk, the UNRIDS report on Policy Innovations for Transformative Change, brought a clear message to the governments and stakeholders involved in the implementation of the SDGs, engaging them to act on turning the agenda into fact. Displaying a full range of case studies along with a research-based social policy innovation approach, the report offers sustainable development, social care and economic solidarity solutions through the lens of transformative change.

Katja Rujo, the report coordinator for UNRIDS, asserted that transformative change digs to the roots of poverty, inequality and environmental destruction and is thus more effective than simply treating their symptoms. Palliative and one-size-fits-all interventions, for instance, are not enough; innovative and eco-social policies are more effective, as long as they promote sustainable production and consumption, power re-configurations and changes in economic and social structures.

Such programs are currently implemented in Brazil and India where an integrated approach that aims to achieve both social and environmental goals has been adopted. In Brazil, for instance, a program established in 2011 provides financial incentives to families that make a living out of collected forest products in return for a commitment to adopt a sustainable use of natural resources. In India, again, the law guarantees at least 100 days of paid employment each year for every rural household that focuses on water security, soil conservation and higher land productivity.

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On the care system side, the Uruguayan program Sistema Nacional de Cuidado enrolls young children and adults with specific needs or disabilities in the solidarity system, providing them with a minimum life quality standards. The program is a result of a broad political mobilization which includes social movements, women legislators and academics.

Isabel Ortiz, Director of the Social Protection Department with the International Labour Organization (ILO), pointed out that transformative change is a policy that reflects a new paradigm formed in the early 2000s in line with the SDGs. “It is the concept that social, economic and environmental issues are integrated, and that we should create policies and safety networks for everybody, not only the poor”, she explained.

The United Nations Research Institute for Social Development (UNRIDS) shares examples of real policies to achieve the SDGs
The United Nations Research Institute for Social Development (UNRIDS) shares examples of real policies to achieve the SDGs

The six keys areas mapped by the report are social policy, care, climate change, domestic resource mobilization, governance and social and solidarity economy. This multidisciplinary approach opens the gates to solutions in all 17 Sustainable Development Goals. It requires, however, a commitment from all actors on local, national, regional and global levels. “In 2016, 132 countries are cutting their budgets – not only in rich Europe but in many developing countries. How to implement SDGs in this scenario?”, asks Isabel. The answer might lie in innovation and efficiency – and research plays a vital role in this equation.

Written by Vivian Soares

Breast Cancer Awareness Ribbons
Breast Cancer Awareness Ribbons

October is the month of breast cancer awareness. According to the World Health Organization, breast cancer is the most common cancer in women both in the developed and less developed world. However, due to the lack of early detection or resources to treat the disease, 58% of deaths caused by breast cancer occur in poorer countries.

For this reason, many cancer organizations and national health offices join forces to spread the word about the disease. At least one third of cancer causes are preventable – it is the most cost-effective and long-term strategy for the control of cancer. Even with few resources, women can detect lumps, swelling or painful parts or rashes trough self exams. They are all attention signs that should require further exams.

Besides raising awareness and spreading the word about breast cancer prevention, you can support the Pink October Campaign by funding or volunteering in one of the many organizations that support cancer research, alleviation and treatment. Our Horyou community gathers some of them – click on the links and discover more about their work!

You can participate in social events in your city, such as bike rides and runs, which help to bring attention to the cause, or even talk to women in your entourage to be sure they will take care of their health. Act for breast cancer awareness!

Want to help?

Here are some Horyou members who support or are engaged in the cause, and join the campaign.

Fundação Laço Rosa https://www.horyou.com/org/fundacao-laco-rosa

Keep a breast https://www.horyou.com/organization/keep-a-breast

Campanha de combate ao câncer de Araçatuba https://www.horyou.com/organization/campanha-de-combate-ao-cancer-de-aracatuba

The Herts Milk Bank https://www.horyou.com/org/the-hertfordshire-milk-bank-cic

IBRAPPER https://www.horyou.com/org/instituto-brasileiro-de-apoio-e-pesquisas-a-pacientes-oncologicos-em-reflexologias

Uma família criada através da arte – é assim que os membros da Associação dos Artesãos de Birigui de A a Z gostam de se definir. Aos 3 anos de fundação, a associação hoje promove uma arte de cunho sustentável e social. Neste mês de outubro, em que se comemora o Dia das Crianças no Brasil, a Associação se engajou em um projeto social pela infância – cada cliente que levar um brinquedo usado terá descontos na compra de uma peça nova. Os brinquedos arrecadados com essa ação serão entregues a crianças carentes. Conheça mais esse membro ativo da nossa comunidade Horyou!

Algumas das artesãs da Associação
Algumas das artesãs da Associação

– Conte um pouco sobre a Associação e como ela começou.

Estamos completando 3 anos da fundação da associação com a finalidade de reunir artesãos de Birigui e outras cidades do interior de São Paulo. A cidade ficou reconhecida como a capital nacional dos calçado infantil pela suas indústrias. Nossa associação surgiu da união de amigos que colocaram em pratica seus dons artísticos que aprenderam ao longo da vida.

Nosso associados são mulheres e homens aposentados e de diferentes carreiras que sempre tiveram o amor pela arte e pelo bem social. Neste momento de crise pelo qual o Brasil passa, alguns associados perderam seus empregos e buscam na arte uma forma de se sustentar. Hoje a associação tem uma casa que foi transformada em Ateliê, ponto de venda e encontros diários dos artistas.

Alguns produtos vendidos na loja da Associação
Alguns itens vendidos na loja da Associação

– Quais são os planos da Associação para o próximo ano?

Atraves de projetos sociais, vamos convidar crianças e adolescentes de 8 até 16 anos para fazer cursos gratuitos, pra que possam aprender a fazer artesanato e ter uma profissão no futuro. Os cursos serão ministrado por todos os participantes da Associação, que hoje somam 13 pessoas engajadas em projetos de cunho social e sustentável. Todo o material será disponibilizado gratuitamente para as crianças e adolescentes.

A grande maioria das peças e objetos que criamos é feita com tecidos e material doado pelas fábricas de calçados. Através dessas doações, nós podemos criar nossas peças e contribuir para que sejam utilizados os materiais que seriam descartados e colocados no lixo, levando muitos anos para se decompor na natureza.

Muitos itens de artesanatos são feitos de materiais que iriam para o lixo
Alguns dos itens de artesanatos são feitos de materiais que iriam para o lixo

– Como vocês conseguiram colocar em pratica este projeto e se ajudam entre si?

Nós criamos um modelo de cooperativa e união dos nossos sonhos para realizar este projeto. Se cada um de nós fosse buscar um espaço de venda e exposição das nossas peças, seria inviável. Através desta união fazemos um rateio de todos os custos que temos mensalmente com contas fixas como: aluguel, energia, água e outros encargos, então dividimos todas as contas e isso passa a ser nossa mensalidade para sermos associados. O valor da mensalidade e de R$ 85 por mês (aproximadamente 30 Euros) para cada associado, assim temos nossa casa linda com todos os produtos que ficam à venda. Parte do lucro das vendas é revertido para o caixa da associação.

Cada associado disponibiliza um tempo da sua vida se dedicando ao nosso espaço, o equivalente a 1 dia e meio por semana, no mínimo.

Hoje a Associação tem ateliê e loja em uma casa própria
Hoje a Associação tem ateliê e loja em uma casa própria

– A Horyou tem três palavras-chave: Agir, Sonhar e Inspirar. O que essas palavras significam para você?

Tudo que nós fazemos todos os dias é usar essas três palavras: Sonhamos todos os dias e decolamos com eles para realizá-los. Agimos como os pioneiros na cidade por acreditar que podemos fazer o bem. Inspiramos pessoas para acreditar que unindo forças e positividade podemos alcançar ótimos resultados. Nós associados criamos uma família através da arte de A a Z por um mundo melhor!

A Associação promove uma ação solidária para o Dia das Crianças
A Associação promove uma ação solidária para o Dia das Crianças

Entrevista de Claudio Rahal

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