Fundada em 1985, a Casa Pequeno Davi é uma organização incansável no compromisso com crianças e adolescentes em vulnerabilidade social e em situação de rua. Desde os anos 1990, o trabalho social realizado na capital da Paraíba, João Pessoa, vem se ampliando para atender ao entorno familiar de crianças e adolescentes, atuando também em escolas do bairro do Roger, onde funcionava o lixão metropolitano, e também no estado do Ceará. Hoje, a Casa Pequeno Davi é uma organização que atua nos espaços de formulação de políticas públicas (conselhos, fóruns e redes), conquistando parcerias ao longo do tempo e conquistando a credibilidade da comunidade e da sociedade em geral. Leia mais sobre esse membro ativo da nossa plataforma Horyou!

A Casa Pequeno Davi promove atividades de apoio a crianças e adolescentes na Paraíba e no Ceará
A Casa Pequeno Davi promove atividades de apoio a crianças e adolescentes na Paraíba e no Ceará

Quais são as principais inspirações para o trabalho da Casa Pequeno Davi?

A defesa dos direitos, o respeito à pessoa humana, a ética, a responsabilidade, a transparência, participação, a igualdade e a democracia plena.

Que tipo de impacto a organização deseja causar no mundo?

Uma sociedade justa e responsável, onde os direitos humanos, sobretudo de crianças e adolescentes, sejam respeitados e efetivados.

De que forma as redes sociais e a tecnologia influenciam no dia a dia da organização?

Maior visibilidade da organização por parte da sociedade em geral, possibilitando novas parcerias. Ainda com a possibilidade de inserção do público (crianças, adolescentes e familiares) na chamada inclusão digital por meio dos cursos, oficinas oferecidos pela instituição por meio das parcerias.

Quais foram as principais evoluções da atuação da organização em relação à comunicação e as novas tecnologias?

Visando ampliar sua visibilidade, a organização investiu na comunicação, utilizando todos os meios de comunicação possíveis (site, blog, redes sociais, campanhas e materiais impressos). Hoje, a Casa Pequeno Davi é uma organização de referência na área defesa dos direitos humanos, em especial de crianças e adolescentes no Estado da Paraíba.

A organização faz parcerias para promover atividades variadas com as crianças
A organização faz parcerias para promover atividades variadas com as crianças

Qual a importância de participar de uma rede social do bem social como a Horyou?

No mundo globalizado, a participação em uma rede social com a amplitude da Horyou, é de fundamental importância para ampliar a escala da visibilidade institucional. A conexão com outras organizações, o compartilhamento dos objetivos e das ações fortalece a metodologia do trabalho para o alcance da missão.

Vivemos em uma era de constante transformação. Quais são as mudanças positivas que você deseja para a sua comunidade e para as gerações futuras?

Acreditamos que, em primeiro lugar, precisamos de uma consciência ambiental globalizada porque as gerações futuras dependem do nosso comportamento atual. Não é mais possível conviver com o desrespeito em todos os níveis, seja entre as pessoas, seja com o ambiente em que vivemos.

Estamos contribuindo para a formação cidadã de crianças e adolescentes que são prioridade absoluta, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente. Esse público precisa ter seus direitos efetivados na prática para que possam ter melhoria na qualidade de vida e um amanhã diferente.

A Horyou é a rede social do bem social. Conectamos e apoiamos iniciativas sociais, empreendedores e cidadãos que promovem a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, para que possamos construir um mundo mais harmonioso e inclusivo. Seja a mudança, seja Horyou!

The Social Innovation and Global Ethics Forum organized by Horyou will discuss Future Energy, Smart Cities, SDGs, and lead official delegation to EXPO 2017 Astana

SIGEF 2017 will take place in Astana, Kazakhstan
SIGEF 2017 will take place in Astana, Kazakhstan

Horyou, the Social Network for Social Good, announces the 4th edition of SIGEF, the Social Innovation and Global Ethics Forum. The world-class event will take place on the 5th of September 2017, at Rixos President Astana Hotel in Astana, Kazakhstan. It will be followed by an official delegation’s visit to EXPO 2017 on the 6th and 7th of September.

With a team of top-class international speakers, panellists and moderators, SIGEF will cover three of the most critical issues of our time – Smart Cities, the UN Sustainable Development Goals (SDGs) and Future Energy. «With SIGEF, Horyou is committed to encourage multi-stakeholders to gather, interact, and establish partnerships to shape better times to come. SIGEF will bring together social entrepreneurs, impact investors, philanthropists, government officials and representatives from civil society, to spread the message that we can all be changemakers», says Yonathan Parienti, founder and CEO of Horyou.

Opening ceremony of SIGEF 2016 with Yonathan Parienti, Founder of Horyou, H.E Rosalie Matondo, Minister of Environment Republic of Congo, Dr. Ali Bin Samikh Al Marri, Chairman of the National Human Rights Committee (NHRC) in Qatar, HRH Prince Nawaf bin Saad al Saud, Chairman of the Al-Hilal Saudi football club and Yasuhiro Yamamoto, President of Eneco Holdings.
Opening ceremony of SIGEF 2016 with Yonathan Parienti, Founder of Horyou, H.E Rosalie Matondo, Minister of Environment Republic of Congo, Dr. Ali Bin Samikh Al Marri, Chairman of the National Human Rights Committee (NHRC) in Qatar, HRH Prince Nawaf bin Saad al Saud, Chairman of the Al-Hilal Saudi football club and Yasuhiro Yamamoto, President of Eneco Holdings.

Last year, SIGEF was the leading side event at the UN COP22, in Marrakesh, Morocco. The 3-day conference was attended by a 2500-wide international audience, while offering a space for non-profit organizations from all around the world, staging artistic acts, organizing an Horyou Foundation dinner, and presenting an award for social impact projects. It was the first SIGEF to be held out of Europe and in Africa.

This year, reinforcing its global presence and impact, Horyou is organizing the first SIGEF in Central Asia, with an agenda of discussions deeply anchored in the future of our interconnected societies. At the opening and end of the one-day SIGEF conference, the participants will have the opportunity to meet and greet some of the most important players in social entrepreneurship, as well as business leaders, funders and government officials, during a special networking session.

On the 6th and 7th of September, Horyou and the SIGEF team will lead an official visit to the country pavilions of EXPO 2017 Astana, the biggest future energy gathering this year. «We are thrilled to bring our SIGEF international delegations to connect with participants from all continents who are attending EXPO 2017 Astana, to build bridges of collaboration and foster sustainable solutions that will benefit our societies», says Parienti.

More information on www.sigef2017.com The agenda can be consulted here. Click to apply for speaking and to buy your ticket for SIGEF 2017.

About Horyou

Horyou is the social network for social good. Through technology, innovation and social entrepreneurship advocacy, it promotes meaningful and global interactions amongst its adherent organizations, members and personalities. With its platform, App and Spotlight, the first Global Social Currency for Impact, Horyou helps transform positive ideas into concrete actions while building constructive relationships both online and offline.

The Horyou App is available for free download via iOS and Android.

For more information visit www.horyou.com

Do you know that, in 2010, Syria was a peaceful and wealthy country, the land of several UNESCO World Heritage Sites, with a steadily growing tourism industry? Damascus, the capital, and Aleppo, were beautiful and lively places, with a strong traditon od trade and flourishing businesses. That was only seven years ago; today, whenever Syria is mentioned, it is war and refugees that first come to mind.

Aleppo residents internally displaced have begun to return.  Photos UNHCR
Aleppo residents internally displaced have begun to return. Photos UNHCR

Last month, the UNHCR launched a multimedia platform, developed in partnership with Google, that uses technology, data visualization, videos, maps and photos to reach to a global audience about the real situation in Syria. Using the latest trends in content marketing, the Searching for Syria website is more than a journalistic project – it’s an educational tool that answers the most asked questions put through to Google worldwide.

. What was Syria like before the war?

. What is happening in Syria?

. Who is a refugee?

. Where are Syrian refugees going?

. How can I help Syrian refugees?

A family walks across the desert terrain towards the Al Hol camp for refugees and displaced persons. Photos UNHCR
A family walks across the desert terrain towards the Al Hol camp for refugees and displaced persons. Photos UNHCR

“Searching for Syria aims to dispel myths and misconceptions about Syria and refugees and provide an entirely fresh look at the biggest humanitarian tragedy of today,” said UN High Commissioner for Refugees Filippo Grandi. “This is a fantastic project with Google that allows us to pinpoint and answer the five key questions about Syrian refugees and displaced that audiences most want to know and help us rally much needed support and funding for our humanitarian effort.”

“We’re proud to work with the UNHCR to develop Searching for Syria to help raise awareness and inform the world on the human cost of the ongoing conflict and the refugee crisis,” said Jacquelline Fuller, Vice President of Google.org. “The scale of the Syrian refugee crisis is difficult for most of us to fathom, but the questions on Searching for Syria are a reflection of many a people’s desire to understand. Among the top searches in Germany, France, and the UK last year was: What is happening in Syria?”

Jankidar, a 31 years old Syrian student who fled to Lebanon. Photo UNHCR
Jankidar, a 31 years old Syrian student who fled to Lebanon. Photo UNHCR

Through the platform, the audience learns interesting facts like the actual number of Syrian refugees and where they are fleeing to – mostly neighbouring countries like Iraq and Lebanon. The vast majority doesn’t go to Western Countries. The content is presented through short editorial passages, refugee profiles, photographs and videos. Users can also share content via social networks, donate or sign up to UNHCR’s #WithRefugees global petition asking the world leaders to ensure education for refugee children, adequate shelter and livelihoods for refugee families.

The “Searching for Syria” website is available in English, French, German and Spanish with an Arabic version soon to follow.

Horyou is the Social Network for Social Good, which connects, supports and promotes social initiatives, entrepreneurs, and citizens who help the implementation of the Sustainable Development Goals to build a more harmonious and inclusive world. We invite you to Be the Change, Be Horyou!

Desde que iniciou suas atividades atendendo pessoas em situação de rua e com dependência de álcool e drogas na Cracolândia, em São Paulo, a SER Sustentável continua perseguindo a sua missão – a de usar a sustentabilidade para promover a integração de cidadãos em vulnerabilidade social. Com cinco anos de história, a organização é um membro ativo da plataforma Horyou! Nessa entrevista, a presidente Silvana Grandi conta sobre as principais atividades da SER Sustentável e a sua visão de futuro.

A SER Sustentável participou do SIGEF 2014
A SER Sustentável participou do SIGEF 2014

Qual a história da SER Sustentável?

A SER Sustentável iniciou suas ações atendendo pessoas em situação de rua e dependentes de álcool e outras drogas na cracolândia de São Paulo, há 05 anos. Prestamos até hoje serviços de conscientização ambiental, capacitação técnica e fiscalização de Comunidades Terapêuticas, locais de acolhimento em que são internadas as pessoas com dependência química.

Atualmente, trabalhamos em parceria com uma ONG na periferia da zona sul de São Paulo com um projeto de capacitação e construção de moradias sustentáveis de baixo custo para a Comunidade da Matinha, que se encontra em situação de extremo risco social.

Qual é o escopo de trabalho da organização?

O trabalho da SER Sustentável consiste em conscientizar, fiscalizar, humanizar e promover ações multidisciplinares em comunidades periféricas de São Paulo e realizar trabalhos de prevenção para pessoas com a dependência do álcool e outras drogas. Atualmente faltam espaços que promovam a efetiva reinserção social destas pessoas principalmente as que vivem em situação de extremo risco dentro das comunidades vulneráveis. Queremos também reinseri-los na sociedade com geração de trabalho e renda, utilizando oficinas e projetos sustentáveis de capacitação, geração de trabalho e renda.

A SER Sustentável por meio de sua equipe, presta assessoria profissional baseada em ampla capacitação e preparo de Organizações Sociais, Assim, elas podem adotar procedimentos de atendimento para pessoas em vulnerabilidade social e uma acolhida humanizada, minimizando possíveis sequelas que sua extrema vulnerabilidade proporciona.

Entendemos que a Gestão Sustentável inicia-se a partir da valorização do ser humano e em todos os seus ambientes onde está inserido. Diante desse cenário, a SER Sustentável tem como objetivo criar, promover e atuar como parceira junto às comunidades vulneráveis, ONGs, associações de bairro e de classe e de pessoas em extremo risco social no sentido de orientar, propor ações de contenção e de readequação para essas situações já recorrentes por meio de projetos, assessoria e orientações direcionadas.

Equipe SER Sustentável
Equipe SER Sustentável

Que tipo de impacto a organização deseja causar para o mundo?

Ser referência global em projetos socioambientais para inspirar e multiplicar projetos e ações de cidadania e meio ambiente em comunidades que vivem abaixo da linha da pobreza e em situação de extremo risx«co social.

De que forma as redes sociais e a tecnologia influenciam no dia a dia da organização?

As redes sociais e a tecnologias são ferramentas cruciais que complementam os projetos e ações da SER Sustentável. Um exemplo foi a Horyou, esta importante plataforma que através de nossas redes sociais conheceu nossos projetos e até hoje são parceiros na divulgação de nossas ações.

Qual a importância de participar de uma rede social do bem social como a Horyou?

A Horyou, além de ser uma plataforma rica em informações e em organizações sérias, também influencia o mundo a buscar continuamente novos olhares, projetos inovadores e contatos com pessoas experientes, fazendo com que cada membro agregue valor em seu projeto. Nos deu a oportunidade de conhecer novas culturas e nos impulsiona o tempo todo a não desistir. São importantes motivadores e mobilizadores de ações socioambientais.

Vivemos em uma era de constante transformação. Quais são as mudanças positivas que você deseja para a sua comunidade e para as gerações futuras?

Desejamos impactar e transformar a vida de cidadãos que vivem abaixo da linha da pobreza unindo todos os atores sociais em prol de uma sociedade mais justa. Através dos projetos e ações realizados, queremos deixar um legado para que as próximas gerações continuem nosso trabalho e também usufruam de um mundo menos desigual e com mais respeito, amor e cuidado ao meio ambiente do qual fazemos parte.

The talented Japanese singer Miou is a humanist who wants to heal people’s hearts and promote world peace through her music. Her uniqueness and originality were displayed before the SIGEF 2016 audience as a performer during the Horyou Foundation Dinner in Marrakesh, as well as a panelist discussing the power of art in promoting positive change in our society. In the interview below, Miou talks about her personal experiences, plans and dreams for the future.

Miou performing at SIGEG 2016, in Marrakesh
Miou performing at SIGEG 2016, in Marrakesh

1. Tell  us about your relationship with music: have you always wanted to become a singer?

I have always loved music. I have played piano for 20 years and alto horn and trumpet in the school brass band club and took singing lessons. But it was always a hobby to me and I never dreamt of becoming a professional musician. I wanted to set up a band but I didn’t know what to do. So I asked my friends who had a band and they suggested to me to search for my band members on the internet. There was a website for that. So I did it and I met one person, listened to his songs and we decided to make a band together. His music was fusion Japanese, very unique, and reminded me of my experience as an international beauty pageant. I sang a Japanese traditional song as a national talent at the International pageant in Malaysia (Miss Tourism Queen of the Year International). All the contestants were from different nationalities. But even if they didn’t understand the language, they loved the sound so much and the reaction was so good. And I felt “I am Japanese”. National tradition made me feel unique and original on the international stage. Since then, I have been trying to fuse traditional Japanese sound and modern western beat together, to create a “East meets West” crossover.

2.   What does music represent for you?

I was Miss Japan for various international beauty pageants and had a chance to represent my country and introduce Japanese culture to the world. Besides music, I studied education and medicine (nursery). I loved teaching and taking care of people in need. I have always liked to communicate with people. So I think my music is reflecting my personal experience and is a tool to convey my messages and communicate with people. I can teach and educate through music, I can heal people’s hearts through music as well. Music, culture and art have a strong power to convey messages and to change the world.

3.   What would you like to achieve as a singer?

I would like to heal people’s hearts through my music. I want to convey positive messages and promote world peace. Love ourselves, love our country, love our neighbours, love this planet, love our lives. The most important message is ”Love”. I like travelling as well and I want to sing around the world. Part of this dream came true in 2009, when I sang at the UNESCO’s world heritage site, the Basilica of Santa Croce in Florence, Italy. I would like to do it more often!

4.   You made a performance during the SIGEF 2016 in Marrakesh – how do you evaluate this experience?

It was a great experience for me. As a Japanese artist, I have always cared about our environment. I believe everything is alive on Earth and we have to respect life, this planet is our mother and our home. If we hurt our planet, it is going to be difficult for us to live. If we take more care of this planet, it will be a better place for us to live in. Everything we do to the earth will come back to us. Some of my songs are also reflecting my respect and feelings towards nature, and messages to rethink about the environment and take an action to protect our mother land and home. So coming to Morocco to SIGEF was a very good experience for me as I felt I shared the same feelings and messages. I was inspired by others and I want to be the one to inspire others as well. I hope SIGEF continues to bring messages of respect of nature and world peace for more years to come.

5. What does social innovation mean to you? Do you have any cause you identify yourself with?

The social innovation and technology we have been experiencing is a great thing. This new evolution is allowing more people to share their views and bring their voices and feelings to the world. This is helping everyone, no matter who they are or where they are from. It is also helping people like me, artists in general, as we now have more ways to reach out to our audience globally. As for me, I aim to bring Japan to the world with my music, and also share a message of harmony with the nature.

6. Do you have a project for 2017 that you would like to share with our community?

I am set to perform at Etna Comics 2017 in Sicily. When it comes to the Japanese culture, animes and comics are very popular and well known worldwide. However, we have not only pop culture, but also many other traditional and chic culture as well. I want to present aspects of Japanese traditional culture such as “KIREI(beautiful)” or “SHIBUI(chic)” “KAKKOII(cool)” styles at pop culture festivals as well. And I’m currently planning to write a song for an international movie about Japan.

7.   Horyou’s tagline is dream, inspire and act. What do these words mean to you?

I think ACT is very important to make our dreams come true. Pursuing our dreams would INSPIRE others to take an action. We can always DREAM how we want to be. If we ACT, DREAM will become reality, our dreams will INSPIRE others to DREAM and ACT. Everything starts from dreaming, taking one action. We can inspire others to dream and act! Nothing is impossible.

Engagée sur les thèmes de la préservation des forets et de l’accès à l’eau potable aux populations des pays africains, la ministre de l’Économie forestière, du Développement durable et de l’Environnement de la République du Congo, Rosalie Matondo, était une invitée très spéciale du SIGEF à Marrakesh, lors de la COP22. Paneliste au premier jour du Forum, elle nous a parlé sur les projets du gouvernement congolais pour l’environnement et sur l’importance de la COP22 pour mettre les accords sur le changement climatique en action.

La ministre Rosalie Matondo a parlé au publique du SIGEF
La ministre Rosalie Matondo a parlé au publique du SIGEF

Pouvez-vous nous expliquer sur vos projets de préservation des forêts au Congo et son impact social?

Les forêts, comme nous le savons, régulent les équilibres climatiques mondiaux. Étant conscients de cela, nous avons lancé un grand programme national de reforestation et de reboisement d’un million de plantations. Nous avons une grande superficie de forêts naturelles au Congo et nous sommes conscients que nous devons les préserver. D’un autre coté, le bois est encore utilisé comme source d’énergie extraite des forêts naturelles dans beaucoup de nos pays. C’est pourquoi le gouvernement de la République du Congo a lancé ce programme de reforestation et reboisement, afin que les populations non seulement continuent à utiliser le bois comme source d’énergie, le bois issu des plantations, mais également à pouvoir faire un grand projet de séquestration du carbone.

Le deuxième projet c’est “L’eau pour tous”. Le gouvernement congolais a lancé un programme d’installation de 4 mille forages dans les villages où l’eau de source pose encore un problème. Cela permet l’approvisionnement de l’eau potable mais également d’alléger la pénibilité des femmes qui dans les villages sont obligées de faire des kilomètres pour aller puiser le l’eau.

Durant la COP22, le gouvernement Congolais a lancé un fond de préservation des forêts. De quoi s’agit-il?

C’est le fond bleu pour le Bassin du Congo, toujours pour cet accès à l’eau mais également pour les systèmes de production modernes de l’agriculture, donc des systèmes d’irrigation. La COP22 pour nous c’est une opportunité de financement et de transfert de technologie. Nous savons que les gouvernements peuvent participer au financement de nos projets. Notre attente ici c’est que, déjà, tous ensemble, nous travaillions sur le transfert de technologies et tous ensemble, nous réfléchissions sur la mobilisation et le financement.

La ministre de l’Économie forestière, du Développement durable et de l'Environnement de la République du Congo
La ministre de l’Économie forestière, du Développement durable et de l’Environnement de la République du Congo

Quelles sont les axes de développement de la République du Congo pour la COP22?

Nous avons les acquis de la COP de Paris, parce que nous partons de là. Dans la COP de Paris, les pays du Bassin du Congo avaient donné leur position, et nous, la République du Congo, avons appuyé cette position des pays d’Afrique, des pays du Bassin du Congo et également des 77 pays plus la Chine. Pour nous, toutes les décisions prise lors de la COP21 de Paris sont incontestables, maintenant nous devons aller vers l’opérationnalisation ; c’est pourquoi je remercie son altesse royale qui a mis l’accent sur l’action ici sur la COP22. Nous devons aller vers l’action. Je crois que toutes nos populations sont fatiguées des promesses qui n’apportent pas de solutions. La COP21 à Paris a démontré que nous avons tous pris conscience de la gravité de la situation et même les pays qui n’ont pas signé le Protocol de Kyoto ont signé l’Accord de Paris. Nous avons vu avec quelle rapidité l’Accord est entré en vigueur et c’est un espoir pour la planète toute entière. Nous voulons nous accrocher à cette espoir et trouver des solutions et mettre en action.

De quelle manière le changement climatique a affecté le Bassin du Congo et quelles sont les mesures pour réduire cet impact?

Le Bassin du Congo est la zone où la déforestation est la moins importante. Nous n’avons que 0,05% de déforestation. Mais nous n’en sommes pas contents. Nous savons que ce poumon là, comme le poumon de l’Amazonie, peut aider la planète. C’est pourquoi la République du Congo, après les années 2000, a opté dans sa législation pour une gestion durable des forêts, avec un aménagement forestier, avec la certification forestière, avec le programme national de reforestation et reboisement ; au total, 13% de son territoire est ainsi protégé. Tous ces efforts convergent vers la contribution à la préservation de cet écosystème. Et nous allons vers un fond bleu pour le bassin du Congo qui va aider à la gestion des plans d’eau mais aussi à l’approvisionnement des populations.

Écrit par Vivian Soares

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